Parábolas

Parábolas Crísticas Modernas

PARÁBOLA DOS MAUS TRABALHADORES
(Há um tempo para o livre arbítrio e há um tempo para o cumprir)
Psicografado por José Matos

 

Disse o mestre a quem o ouvia:

“O Reino dos Céus é semelhante a um certo senhor muito abastado, com muito servos e soldados, homem de bem e coração generoso, que contrata vários trabalhadores para fazer obras na sua morada.

Diz o Senhor aos trabalhadores: “Eu vos contrato para fazerdes isto, aquilo e aquilo mais na minha morada. Terei de me ausentar durante uns dias com a minha família. Sois livres de usufruir da água, da comida e dos bens desta casa. O tempo que estarei ausente é suficiente para fazerdes as obras para as quais vos contratei. Quando terminardes descansai pois vos pagarei até os vossos dias de descanso. Quando regressar vos pagarei pelo vosso trabalho.”

Passados os dias de ausência, o senhor voltou e encontrou a sua morada alterada de forma diferente do combinado, pois os trabalhadores fizeram obras diferentes das que foram acordadas.

O senhor disse: “Que fizestes? Não foram estas as obras para as quais vos contratei na minha morada!”

Um trabalhador diz: “Senhor, eu sabia que tu querias diferente, mas achei que esta parede estava a mais. Assim esta divisão fica com mais espaço.”

Outro trabalhador diz: “Senhor, eu pensei que esta cor ficaria melhor na casa e senti que irias aprovar. Apesar de não ter a certeza disso arrisquei.”

E todos os trabalhadores deram as suas explicações para terem alterado o trabalho que tinha sido acordado com o senhor.

Então o senhor disse aos trabalhadores: “Trabalhadores infiéis. Traíram a minha confiança. Deixei que usufruíssem dos recursos da minha morada. Não vos pagarei o vosso salário pois vocês quebraram os vossos compromissos. Fizeram o que não deviam sem se preocuparem com as consequências dos vossos actos e em vez de ajudarem prejudicaram o meu plano.

E deu ordens aos seus soldados para os expulsar da sua morada dizendo:

“Expulsem-nos da minha morada pois só respeitam o seu próprio eu. Não medem as consequências dos seus actos. Chegam ser mais perigosos do que os ociosos. Não se pode confiar neles nem vale a pena contar com eles para o meu plano pois prejudicam mais do que ajudam.”

Explicou depois o mestre aos seus discípulos: “Bem-aventurados os que se ocupam de conhecer e cumprir a vontade do Pai do Céus.

Há um tempo para o livre arbítrio e há um tempo para o cumprir.

Os trabalhadores tiveram a oportunidade de escolha quando o projecto das obras lhes foi apresentado. A partir do momento que assumiram o compromisso de livre vontade, o tempo seguinte era o tempo do cumprir o combinado.”

E continuou o mestre:
“Não há realmente muitos trabalhadores a fazer a vontade do Senhor nosso Deus na religião.
Muitos dos que trabalham na Seara do Senhor trabalham muito pouco ou mal.E há os que realmente trabalham muito mas prejudicam mais do que o que ajudam o Plano do Senhor.”

E terminou dizendo: “Não basta boa vontade ou trabalhar muito para entrar no Reino dos Céus. Há um bem fazer para tudo. Aproxima-se dos pés do Senhor quem aprende a trabalhar muito e bem, respeitando a Sua Vontade pois só o Senhor nosso Deus sabe todo o Seu Plano que a todos quer abraçar.”

 

 

José Matos
Fraternidade Espírito∞Infinito
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