Sintomas de Espiritualidade

Saiba quais os Sintomas de Espiritualidade, Sintomas Espirituais, também conhecidos como Sintomas de Mediunidade

COMO POSSO SABER SE TENHO A MEDIUNIDADE DESPERTA?
mediunidade medium

Capítulo VII DO LIVRO “Esquizofrenia: Bênção ou Maldição? Como Compreender e Lidar Com as Perturbações Mentais com Origem Espiritual.”
Autor: José Matos
Livro à venda no nosso espaço

Apesar de muitas pessoas não o admitirem, uma grande parte das pessoas que estão a passar pelo orientacao_mediunidade-despertar mediúnico “sabem” o que se está a passar consigo. Este é um facto incontestável. O que acontece é que muitas pessoas rejeitam essa ideia ou convicção interior devido ao tão vulgar “medo do desconhecido”, por receio de críticas sociais, e ainda muitas vezes, por não saberem a quem recorrer.

A seguir iremos dar uma lista dos principais sintomas de Mediunidade desperta. É importante sublinhar que nenhum dos sintomas por si só é sinal inequívoco de Mediunidade desperta. Procurar o conselho de alguém competente no campo espiritual, ou procurar ajuda num centro espiritual, pode revelar-se a melhor maneira de saber se alguém tem ou não a medico examesMediunidade desperta.

Muitas pessoas, antes de dar esse passo, preferem realizar exames médicos para se certificarem que não se passa nada de anormal com o seu corpo. E caso haja dúvidas, de facto, esse deve ser o primeiro passo a dar.

Dentro dos sintomas que podem significar Mediunidade desperta, alguns são mais significativos do que outros. Esses sintomas estão assinalados com um asterisco.

  • Sensação de estar acompanhado por presenças que a pessoa não vê; *
  • Sensação de “ver” pessoas ou vultos pelos cantos dos olhos sem no entanto as ver quando se volta consultas mediunidadeos olhos para o lado de onde vêem essas impressões;
  • Tristeza, angústia, frustração sem motivo. E se algum motivo houver, a pessoa admite que a intensidade e/ou duração dos sintomas não podem ser justificados por esse motivo. Sensação de      “vazio”. Sensação de que ainda não foi encontrado o “seu lugar no mundo”;
  • Ver imagens que “mais ninguém vê”: sombras, luzes, formas geométricas, Espíritos; *
  • Sentir energias a percorrer o corpo; *
  • Nervosismo, ansiedade, ataques de pânico ou outro tipo de mal- estar quando se frequenta locais com muitas pessoas (centros comerciais, eventos populares, festas, ruas muito movimentadas, anjo mediunidade          locais religiosos em dias de celebração, etc.); *
  • Ouvir vozes que lhe dão conselhos positivos, mensagens de esperança, ou, que dão ordens e/ou fazem comentários depreciativos; *
  • Embotamento afectivo e/ou instabilidade de humor sem razão aparente;
  • Em determinadas circunstâncias, sentir que se está a receber informação de “algo exterior”, ter pensamentos que não são os seus;*
  • Excesso de actividade mental relacionada com vaidade, presunção, orgulho, exaltação, sensualidade e sexo (incluindo trair o cônjuge e desejo continuo de “variação sexual”), sentimentos de superioridade ou inferioridade, consumismo exagerado, actividades que prejudiquem ou rebaixem alguém, humor demasiado baixo ou demasiado exaltado sem motivo aparente;
  • Ataques de ansiedade e pânico sem motivo; *
  • Picadas, tonturas e dores de cabeça não localizadas;
  • Dores que “mudam de local”;
  • Inchaço no abdómen “inexplicável”;
  • Sensação quase constante de peso nos ombros, sensação de sufoco;
  • Insónias frequentes sem razão aparente (seja inicial, terminal ou a meio da noite);
  • Sensação de “nó na garganta”, e/ou sensação de uma bola “que sobe e desce” pela coluna;
  • Tenção arterial baixa sem qualquer razão que justifique tal ocorrência;desenvolver a mediunidade
  • Muita vontade de arrotar sem doença orgânica que o justifique;*
  • Sensações de desmaio ou loucura eminente sem motivo;
  • “Azares” inexplicáveis, nada parece correr bem;
  • Pensamentos obsessivos, ruminações interiores, diálogos mentais desapropriados e longos ou com temáticas inúteis ou negativas;*
  • Ideias de suicídio, de cometer crimes ou actos moralmente reprováveis, etc.*

 

 

 MEDIUNIDADE: A ESPIRITUALIDADE PURA

Do livro “Esquizofrenia: Bênção ou Maldição? Como Compreender e Lidar Com as chico xavier mediunidadePerturbações Mentais com Origem Espiritual.”

Autor: José Matos
Livro à venda no nosso espaço

Texto de Contracapa
“Nos centros de saúde, clínicas, hospitais, consultórios privados e públicos de todo o mundo, milhões de pessoas procuram todos os anos ajuda para responder a sintomas como ataques de pânico inexplicáveis e aparentemente irracionais, ouvir vozes “que mais ninguém ouve”, ver coisas “que mais ninguém vê”, sentir energias a percorrer o corpo, ter a convicção de lhe passarem pela menteespiritismo mediunidade pensamentos que não são os seus, ter pensamentos obsessivos e compulsões que não consegue controlar, depressão crónica e/ou inexplicável, personalidade múltipla, etc., que são diagnosticados sob os mais variados quadros psicopatológicos.
Um desses quadros, considerado como um dos mais graves, é a Esquizofrenia, onde o indivíduo passa por experiências que são muitas vezes consideradas como fruto de uma grave perturbação. No entanto e apesar das várias hipóteses em estudo, a ciência médica desconhece a causa da Esquizofrenia e considera-a uma doença incurável.
No entanto e paradoxalmente, milhares de pessoas em todo o mundo passam exactamente pelas mesmas experiências dos “esquizofrénicos” e têm uma vida perfeitamente normal, quando não mesmo, desenvolver a espiritualidadeverdadeiramente feliz.
É que existe uma perspectiva alternativa à visão médica desta perturbação, que oferece esperança a estas pessoas: a visão espiritual. Para a visão espiritual, o problema de muitas dessas pessoas não é físico nem mental, como aliás o confirmam os exames médicos actuais. São sim pessoas que estão a passar por uma perturbação espiritual, um despertar da Mediunidade. A Mediunidade é o conjunto de faculdades que permite ao Ser Humano ser sensível a impressões do mundo espiritual, incluindo a possibilidade de receber comunicações de seres espirituais. Este despertar da sensibilidade mediúnica é geralmente benéfica se for devidamente compreendida, aceite e educada.”

 

Alguns Tópicos do Livro

O início do problema: como tudo pode começar…mediunidade centro espirita

João era um jovem de dezasseis anos e tinha uma vida normal para a sua idade. Numa noite chuvosa de Outono, acorda de súbito às duas da manhã com uma sensação estranha, como se algo não estivesse bem. Sente o coração a bater a um ritmo acelerado. De início não liga. Volta-se na cama e procura adormecer de novo. Passados cinco minutos, começa a sentir-se angustiado, nervoso sem saber porquê. Começa então a prestar atenção ao que sente. Repara num certo mal-estar generalizado e numa sensação de opressão no peito. Começa a sentir-se com medo, algo confuso e ansioso mas mediunidadecontinua a resistir. Tenta a todo o custo ignorar os sintomas e adormecer de novo. Ao voltar-se de lado, de repente vê um vulto escuro, aquilo que parecia ser uma pessoa no quarto, junto à sua mesa-de-cabeceira. Dá um salto da cama e levanta-se. Assustado e confuso, pensa para si mesmo: “Eu vi aqui alguém, está aqui alguém”. João entra em pânico, grita pelos pais e em lágrimas vai ter com eles ao seu quarto. Nessa noite não voltou a adormecer.
Durante as semanas seguintes, João não voltou a ver mais nenhum vulto mas os ataques de pânico começaram a tornar-se mais frequentes. Durante a noite começou a ouvir vozes que segundo o João faziam comentários sobre ele e diziam para ele fazer mal a si próprio (suicidar-mediunidade mediunidadese).
Após recorrer inúmeras vezes às urgências do hospital da sua zona, e de ter realizado inúmeros exames em que não foi encontrada nenhuma causa orgânica nem psicológica para os seus sintomas, João foi diagnosticado com Esquizofrenia.
página 25

O que é a Esquizofrenia?
A Esquizofrenia faz parte das chamadas perturbações psicóticas ou psicoses, e é o quadro clínico centro espirita lisboaprincipal deste grupo de doenças. As psicoses são definidas pela medicina como perturbações do funcionamento mental, caracterizadas por alterações mais ou menos profundas da personalidade, alterações da percepção, do julgamento e do raciocínio. Caracterizam-se também por algum tipo de perda de contacto com a realidade. página 27

Qual a evolução da “doença”?
A Organização Mundial de saúde reconhece a Esquizofrenia como uma doença incurável. Algumas pessoas, com o tempo, conseguem um certo grau de melhoria/recuperação. Mas muitas não. (…) O tratamento farmacológico direcciona-se aos sintomas. página 37

Diagnóstico Esquizofrenia: um panorama pouco animador segundo a Medicina…mediunidade sintomas
Normalmente, quando surgem os primeiros sintomas realizam-se exames médicos de todos os géneros e percorrem-se várias especialidades médicas. Numa espécie de “via-sacra” que em certos casos parece interminável, em que nenhum profissional “acerta” com o problema e respectivo tratamento, repetem-se exames e não é encontrada nenhuma causa para os sintomas do indivíduo.
Excluída a possibilidade de causa orgânica, passa-se para a possibilidade de diagnóstico psiquiátrico. Mas mesmo aqui, raramente existem respostas satisfatórias para “o problema”. Dependendo dos sintomas apresentados, são diagnosticados todos os géneros de quadros clínicos. Não raras pessoas são diagnosticadas com duas, três, quatro ou mais doenças consoante mudam de profissional de saúde. páginas 38 e 39

 

Mas será que não existe esperança?mediunidade centro espirita
A Esquizofrenia é encarada sob diversos ângulos em diferentes culturas e por vezes dentro da mesma cultura. Para uns é sinónimo de maldição e/ou castigo dos deuses, noutros casos é encarada como uma doença mental grave como já se viu, e em alguns meios e culturas, é encarada como uma bênção de Deus. Sim, é isso mesmo, uma bênção Divina. Neste último caso, os sintomas de Esquizofrenia nada mais são que sintomas de desenvolvimento mediúnico. página 41

O que é a Mediunidade?
A Mediunidade é o conjunto de faculdades que permite ao Ser Humano ser sensível a impressões do mundo espiritual…sintomas espirituais
página 15

Muitos dos “esquizofrénicos” não são “doentes mentais” mas sim médiuns despertos.
(…) uma boa parte das pessoas com sintomas de Esquizofrenia são pessoas perfeitamente normais do ponto de vista mental. Não são loucas. Têm apenas mais aqueles sintomas e isso é tudo. Esses “outros sintomas” são o resultado de dons espirituais despertos que por algum motivo algumas pessoas os têm mais desenvolvidos, exactamente da mesma forma que algumas pessoas têm o dom da inteligência, da intuição (que também é um dom espiritual) ou a capacidade de escrever poesia por exemplo, mais desenvolvido em relação à maioria das pessoas. sintomas de espiritualidadepágina 18

É incrível mas é verdade
(…) para espanto de muitos, existem determinadas práticas e disciplinas espirituais para desenvolver esses mesmos dons que tanto assustam a outros (…) o que para uns é maldição, fonte de sofrimento, é para outros uma bênção. Acontece que milhões de pessoas em todo o mundo dedicam toda uma vida a procurar despertar e a desenvolver esses mesmos dons espirituais! página 22

Quais sintomas de Mediunidade desperta?sintomas espiritualidade
(…) dos principais sintomas de Mediunidade desperta (…) nenhum (…) por si só é sinal inequívoco de Mediunidade desperta. Procurar o conselho de alguém competente no campo espiritual, ou procurar ajuda num centro espiritual, pode revelar-se a melhor maneira de saber se alguém tem ou não a Mediunidade desperta. Muitas pessoas, antes de dar esse passo, preferem realizar exames médicos… página 91

Sensação de estar acompanhado por presenças que a pessoa não vê (…) Sensação de “vazio”. Sensação de que ainda não foi encontrado o “seu lugar no mundo” (…) Sentir energias a percorrer o corpo (…) sintomas de mediunidadeOuvir vozes que lhe dão conselhos positivos, mensagens de esperança, ou, que dão ordens e/ou fazem comentários depreciativos (…) sentir que se está a receber informação de “algo exterior”, ter pensamentos que não são os seus (…) Excesso de actividade mental relacionada com vaidade, presunção, orgulho, exaltação, sensualidade e sexo (incluindo trair o cônjuge e desejo continuo de “variação sexual”), sentimentos de superioridade ou inferioridade, consumismo exagerado, actividades que prejudiquem ou rebaixem alguém, humor demasiado baixo ou demasiado exaltado sem motivo aparente (…) Ataques de ansiedade e pânico sem motivo (…) Ideias de suicídio, de cometer crimes ou actos moralmente reprováveis … página 91sintomas mediunidade

Quando alguém pode suspeitar que tem a Mediunidade desperta?
Esta hipótese deve ser encarada principalmente quando não existe nenhuma causa orgânica ou trauma psicológico que justifique os sintomas. O indivíduo realiza exames médicos e não é encontrada nenhuma causa para esses sintomas. Também a nível psicológico, não existe trauma nem acontecimentos marcantes de vida que verdadeiramente justifiquem os sintomas. Então, em face disso, descartando a possibilidade de doença física ou mental, a pessoa deve colocar a hipótese de estar experimentar sintomas com origem espiritual, que precisam de ser compreendidos e controlados. página 16desenvolvimento mediuns

Que outras perturbações mentais podem ser causadas por Mediunidade desperta?
Depressão grave ou crónica sem motivo aparente, ou, quando existe um motivo, a gravidade ou continuidade dos sintomas não pode ser justificado por esse motivo (…) ataques de pânico, (…) Perturbação bipolar (…) Perturbações do comportamento como tendências suicidas, comportamento criminoso (…) Dependências (álcool, drogas, etc.), Perturbações neuróticas, perturbação obsessivo-compulsiva, perturbações da identidade e somatoformes (…) Perturbações da personalidade, personalidade múltipla, perturbações alimentares sinais de mediunidadecomo anorexia, bulimia… página 164

Porque muitas pessoas sofrem por terem a Mediunidade desperta?
(…) É o medo, a incompreensão pelo que lhes está a acontecer e a consequente perda de controlo emocional que faz com que muitas pessoas recorram a urgências psiquiátricas e necessitem de serem medicadas, enquanto outras, exactamente com os mesmos sintomas, nunca recorreram a ajuda médica nem a nenhum profissional de saúde mental.página 19

Qual o objectivo da Mediunidade?
(…) Desenvolvimento do conhecimento. Tal como os sentidos físicos, os sentidos espirituais permitem sinais de espiritualidadeao Espírito aumentar a sua bagagem de conhecimentos há cerca da Vida e das leis da existência. Despertar para a realidade espiritual da Vida, evitando o erro de pensar que o Homem é um ser material e que tudo acaba com a morte do corpo (…) Facilitar e acelerar o desenvolvimento espiritual…. página 65

Qual a importância da Mediunidade para o desenvolvimento da Humanidade?
Para continuar a evoluir, depois dos sentidos, do desenvolvimento das emoções, da inteligência, e das consciências social e moral, o Ser Humano precisa de desenvolver a intuição e a consciência espiritual. sinais sintomas mediunidadeDepois, em patamares superiores, mais tarde ou mais cedo desenvolverá algum tipo de Mediunidade, o que lhe permitirá materializar neste mundo a Vontade de Deus, de forma a poder dizer como Jesus Cristo, “Eu o Pai somos Um” (João 10, 30). página 21

(…) a História relata inúmeros exemplos de génios das mais variadas áreas (…) [que tinham a] Mediunidade desenvolvida. Uns reconheceram que eram inspirados, como alguns escritores, outros falavam com entidades espirituais como foi por exemplo o caso de Sócrates, outros tinham a audição espiritual desenvolvida como alguns músicos que ouviam melodias e depois transcreviam essas melodias para o papel, como o caso de Mozart e Beethoven, entre muitos outros.

Muitos dos mais proeminentes Seres Humanos que a Humanidade admira, tais como lideres religiosos mediunidade cura 2como Buda, Maomé e Jesus Cristo, assim como apóstolos, profetas, místicos, filósofos como Sócrates, Platão e Pitágoras, e grandes cientistas e artistas de todos os tempos, os verdadeiros precursores de todos os reais e efectivos progressos humanos nas mais variadas áreas, desde a política e organização social, à justiça e moral, ciência, arte e restantes dimensões da prática e saber humanos, tiveram alguma forma de Mediunidade desenvolvida. página 42

Sem a Mediunidade não existiriam religiões.
Buda comunicava com seres espirituais e Devas, seres de grande elevação espiritual (o equivalente aos Anjos do judaísmo e cristianismo), mantendo com eles diálogos sobre questões importantes da biblia mediunidadeexistência humana (…) Foi o Arcanjo São Gabriel que ditou a Maomé o Alcorão (o livro sagrado dos muçulmanos), apesar deste não saber ler nem escrever (…) A Bíblia cristã está repleta de fenómenos mediúnicos, de visões espirituais, assim como de comunicação entre seres espirituais e Seres Humanos. Praticamente todos os Profetas e Apóstolos recebiam conscientemente informação do mundo espiritual [eram médiuns desenvolvidos] (…) Dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, muitos dos cultos relativamente recentes, de entre os quais se contam os chamados “cultos marianos” como Fátima em Portugal e Lourdes em França entre outros, tiveram origem em fenómenos mediúnicos (aparições ou visões espirituais). Por exemplo Fátima, teve origem a partir das experiências espirituais de três crianças (chamados “videntes de Fátima”), que viam (porque profetas mediunstinham a Mediunidade desperta) “uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o Sol”(…) Uma grande parte dos Santos da Igreja Católica, incluindo alguns padres, bispos e papas, foram médiuns conscientes: uns tinham visões espirituais, outros recebiam comunicações do mundo espiritual, outros realizavam curas recorrendo a orações e/ou imposição de mãos. páginas 84 e 85

Seja com Deus, com Santos, Mestres Espirituais, antepassados ou outros, orar a alguém é um acto mediúnico tenha a pessoa a capacidade desenvolvida ou não de receber respostas de forma directa do Ser a quem se dirige. página 86

Os diversos tipos de Mediunidade…
Mediunidade de Prova: trata-se do despertar mediúnico que ocorre a partir de determinada idade Sintomas mediunidade espiritualidadepor missão… página 66

Mediunidade Natural: é a Mediunidade que resulta do progresso espiritual alcançado em pessoas evoluídas (…) As pessoas muito desenvolvidas espiritualmente (…) caracterizam-se por uma superioridade moral acima da média, amor, sabedoria, paz interior apoiada na fé e na sua consciência espiritual desenvolvida (e não no exterior: nos outros, nas situações, nos bens materiais exteriores), emissão de vibrações elevadas (que são sentidas por outras pessoas como paz, tranquilidade e harmonia) … página 68

Mediunidade Provocada por Práticas Espirituais: consiste no despertar das faculdades espiritualidademediúnicas através de certas práticas espirituais como yoga, meditação, rituais, prática de ciências divinatórias como tarot, búzios, etc., e ainda, por práticas de terapias espirituais como é o caso reiki, cura prânica, karuna, passes espíritas entre outras.

Cada vez mais pessoas em todo o mundo interessam-se por desenvolver a Mediunidade Provocada por Práticas Espirituais para acelerar o seu progresso espiritual (…) Trata-se muitas vezes de pessoas que assumem e procuram seguir as aspirações interiores que todo o Ser Humano tem em aproximar-se de Deus. Compreendem que as técnicas de mediunidade 2desenvolvimento espiritual assim como o desenvolvimento da Mediunidade, podem acelerar e muito esse processo que de outra forma levará mais tempo e onde se corre o risco de cometer erros que atrasem a sua evolução e/ou que possam gerar futuro sofrimento. (…) já vão compreendendo de alguma forma que só o desenvolvimento espiritual, o estudo e a prática do Bem as ajudará a abandonar o mais breve possível o ciclo das reencarnações e aproximarem-se da mais elevada e eterna felicidade. página 71

E muito mais…
São 367 páginas de informação que constituirá uma quase bíblia para muitas pessoas necessitadas de mediunidade sintomas 2respostas para aliviar o seu sofrimento.
O autor demonstra dominar várias áreas do conhecimento pela clareza com que aborda os mais variados temas, o que torna os conteúdos fáceis de compreender.

Poucos livros reúnem tanta informação sobre as mais variadas áreas do conhecimento: desde religião à espiritualidade superior, revelando chaves de inestimável valor, das terapias naturais à nutrição, passando pela psicologia, organização social, autoconhecimento e desenvolvimento humano…

O autor aborda a perspectiva médica da Esquizofrenia apoiado em dezenas de investigações científicas.mediunidade mediunidade mediunidade

De seguida, descreve minuciosamente a perspectiva espiritual das perturbações mentais com origem espiritual, apoiando-se em factos incontestáveis, recorrendo a escrituras sagradas de várias religiões, a práticas espirituais seguidas por milhões de pessoas, tornando admiravelmente simples aquilo que parecia complexo e confuso…

O Autor

São analisados ao longo do livro temas como:
– O porquê do obscurantismo em torno da Mediunidade e os interesses que estão por detrás de tanta confusão e medo irracionais
– A origem das religiões e a estreita e indissociável ligação com a Mediunidade
– O que as pessoas com a Mediunidade desperta assim como as vítimas de obsessão espiritual precisam de fazer. São desenvolvidos 27 pontos sobre como lidar com a Mediunidade e a obsessão espiritual. São abordados temas como o controlo do pensamento, técnicas de limpeza e protecção espiritual, quais os sagrados objectivos das religiões, do yoga e das práticas espirituais, como lidar com a magia negra, dicas para ajudar pessoas com tendências criminosas, psicologia e modificação do pensamento…
– Resposta a inúmeras dúvidas mais frequentes, mitos e confusões sobre Mediunidade e desenvolvimento espiritual, incluindo alguns temas “quentes” como a proibição que consta na Bíblia da evocação dos “mortos”, a imensa nuvem de fumo e ataques ridículos ao espiritismo que visam manter as pessoas afastadas da Verdade, a falta de progresso em pessoas que buscam o desenvolvimento espiritual, o que é realmente o yoga e o seu potencial para o progresso da Humanidade…
– Oferece ainda um plano de estudo simples de seguir para quem queira desenvolver a sua cultura espiritual…

 

FRATERNIDADE E ESCOLA ESPIRITUAL ESPÍRITO ∞ INFINITO
Centro Espírita, Consultas Espirituais, SOS Espiritual Permanente, Limpezas Espirituais, Reiki, Cursos, Sessões de Meditação e Desenvolvimento Mediúnico/Espiritual

MORADA:
Praceta das mimosas. loja 13, rinchoa 2635 – 109 rinchoa
(Saída 11 da IC19. Frente à Estação da CP de Rio de Mouro (lado da Rinchoa e escadas rolantes), passando por uma passagem para peões ao lado da escola básica do 1º ciclo nº 2 da Rinchoa, ao lado da Retrosaria)

MARCAÇÕES E INFORMAÇÕES: 969 393 559 (Elisabete Coutinho); 965 830 827 (José Matos)

CONSULTAS: Tarot, Mediúnicas, Vidência, Leitura da Aura, Regressão a Vidas Passadas, Orientação Espiritual.

TRATAMENTOS: Reiki, Limpezas Espirituais, Massagem Tratamento da Dor, Cura Prânica.

CURSOS: Reiki, Tarot, Mediunidade, Espiritualidade, Meditação, Yoga, Radiestesia e Mesa Radiónica, estre outros.

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DICIONÁRIO ESPÍRITA

Dicionário Espírita

 

A – B – C – D – E – F – G – H – I – J – K – L – M – N – O – P – Q – R – S – T – U – V – X – Z

– A –

Obs.: Poderá ser utilizada a pesquisa de palavras do seu navegador.

Abnegar  [do latim abnegare]. 1. Ato de renunciar aos próprios interesses. 2. sinais de mediunidadeAbster-se, sacrificar-se.

Abóbada celeste – Denominação metafórica de céu, em vista da forma com que se apresenta sobre as nossas cabeças.

Abstração [do latim abstractione] – Estado em que a pessoa se encontra alheia da realidade circundante; estado de profunda meditação.

Acaso [do latim a + casu] – 1. Acontecimento imprevisível quanto às causas determinantes. 2. Para o Espiritismo, o acaso inexiste, em aplicação do axioma de que não há efeito sem causa.

Acendrar [do latim cinerare] – Apurar; purificar; acrisolar.

Acervo [do latim acervu] – 1. Em linguagem jurídica, é o conjunto dos bens que constituem a massa hereditária. 2. Acumulação, conjunto.

Acionado [do latim actionare] – Colocar em movimento, pôr em ação.

Adâmico [do latim Adam] – 1. Referente a Adão, próprio de Adão. 2. Primitivo.

Adepto [do latim adeptu] – 1. Aquele que conhece ou é iniciado nos fundamentos de uma religião, seita, filosofia, etc., com a qual se vincula. 2. Prosélito, Sintomas mediunidadepartidário, sectário. 3. O Espiritismo possui quatro tipos de adeptos: a) experimentadores – crêem na existência dos Espíritos e em suas manifestações, limitando-se a comprová-las, por considerar o Espiritismo uma ciência experimental; b) exaltados ou de boa-fé – aceitam os fatos e fenômenos, mas sem verificação e sem reflexão, sendo mais nocivos que úteis à causa espírita; c) imperfeitos – percebem a filosofia e suas conseqüências morais, mas não as praticam; d) espíritas-cristãos – conhecem a filosofia e a praticam, esforçando-se por se renovar vivenciando a moral espírita.

Adorar [do latim adorare] – 1. Render culto a (divindade). 2. Reverenciar, venerar, idolatrar, amar extremosamente. 3. É a elevação do pensamento a Deus, pois que, pela adoração, a alma Dele se aproxima.

Advertir [do latim advertere] – 1. Repreender levemente, observar, reparar. 2. Informar acerca de algo; aconselhar; prevenir.

Aeróbus [do grego aéreos + do inglês bus] – Carro aéreo espiritual que, conforme o Espírito André Luiz, seria na Terra um grande funicular, isto é, veículo com tração por cabos acionados por motor estacionário e que freqüentemente se utiliza para vencer grandes diferenças de nível – tipo teleférico.

Aferir [do latim afferere] – Avaliação, julgamento comparativo.

Afetividade [do latim affectivu] – 1. Conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam em forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou de prazer, satisfação ou insatisfação, agrado ou desagrado, alegria ou tristeza. 2. Qualidade de quem é afetivo.

Afeto [do latim affectu] – O elemento básico da afetividade.

Afinidade [do latim affinitate] – 1. Relação de afim. 2. Semelhança, analogia. 3. Lei de Afinidade, conforme ensinamento dos Espíritos: os semelhantes se atraem, os diferentes se repulsam e os positivos predominam sobre os negativos.

Aforismo [do grego aphorismós] – 1. Máxima. 2. Enunciado conciso de princípio ou regra prática de comportamento.

SOS Espiritualidade

SOS Espiritualidade

Agênere [do grego: a + géiné, geinomai] – 1. Variedade de aparição tangível. 2. Estado de certos Espíritos que podem revestir, temporariamente, as formas de uma pessoa encarnada, ao ponto de produzirem completa ilusão.

Agente [do latim agente] – Aquele que age, opera, agencia, promove, causa, pratica uma ação.

Agnosticismo [do grego: ágnostos + -ismo] – 1. Doutrina que prega ser inacessível ao entendimento humano toda a noção de absoluto, reduzindo a ciência ao conhecimento do fenomenal e do relativo. 2. Teoria que ensina a radical impossibilidade dos nossos conceitos exprimirem positivamente algo sobre Deus.

Água fluidificada – É a água magnetizada, impregnada de fluidos benfazejos, fortificantes ou terapêuticos.

Akásico [do sânscrito ákasa] – Diz respeito a céu, celeste. Ver: Registro(s) akásico(s).

Albergue [do latim medieval gótico haribaírgo] – 1. Hospedaria. 2. Abrigo, refúgio, asilo, local em que se recolhe pessoas por caridade.

Alegoria [do grego allegoría] – Figura de comparação entre objetos ou ações; metáfora; processo ficcional pelo qual um objeto é apresentado de maneira que dê a idéia de outro.

Alegria [do latim alacre] – Estado exteriorizado de satisfação e de prazer, sem a plenitude ou a permanência da felicidade.

Além [do latim vulgar alid + ende, en < inde] – 1. Lugar distante; horizonte; sintomas espirituaisconfins. 2. O outro mundo; mundo espiritual.

Alma [latim anima, do grego anemos] – É o ser imaterial, distinto e individual, unido ao corpo que lhe serve de invólucro temporário, isto é, o Espírito em estado de encarnação, e que somente pertence à espécie humana.

Altruísmo [do francês altruisme] – 1. Palavra forjada por Augusto Comte para designar o amor ao próximo, no sentido mais geral, isto é, a inclinação natural que nos impele a preferir o interesse geral ao nosso próprio interesse. 2. É a atitude moral que consiste em sacrificar o seu interesse em favor do outro e em especial da comunidade. Antônimo de egoísmo.

Alucinação [do latim alucinatione] – 1. Ato ou efeito de alucinar; devaneio, delírio, ilusão. 2. Experiência sensorial sem base na realidade.

Ambição [do latim ambitione] – Ânsia de poder, fama ou riqueza; grande desejo; cobiça; aspiração; cupidez.

Ambigüidade [do latim ambiguitate] – Qualidade ou estado de algo que se pode tomar em mais de um sentido, podendo gerar confusão.

Amnésia [do grego amnesía] – Perda total ou parcial da memória.

Amor [do latim amore] – 1. Sentimento que impele a pessoa para o que se lhe pareça bom, belo, digno ou grandioso. 2. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 3. Afeição, grande amizade. 4. Caridade, benevolência.

Amorfo [do grego ámorphos] – O que não tem forma determinada.

Amuleto [do latim amuletu] – Objeto normalmente pequeno que se carrega ou guarda, por acreditar possa possuir o poder mágico de afastar desgraças ou malefícios.

Análise [do grego análysis] – 1. Decomposição de um todo em partes constituintes. 2. Exame de cada parte de um todo, para conhecer sua natureza, suas proporções, suas funções, suas relações, etc.. 3. Estudo pormenorizado; exame, crítica.

Análogo [do latim analogu] – O que apresenta semelhança entre fatos ou coisas diferentes.

Anarquia [do grego na + arché] – 1. Falta de chefia ou de governo. 2. Desordem; caos resultante da falta de comando.

Anencéfalo – Feto que, embora considerado sem cérebro, na realidade é portador de um segmento cerebral, sendo que lhe faltam regiões cerebrais que impossibilitarão sua sobrevivência após parto.

Anfiteatro [do grego anphi + theatron] – 1. Meio teatro, teatro de dois lados. 2. Antigo edifício oval ou circular, com arquibancadas, contendo uma arena no centro, para espetáculos públicos, jogos e representações, combates de gladiadores ou de feras. 3. Sala normalmente circular ou semicircular, com palco, estrado ou arquibancadas, para representações teatrais, aulas, conferências, palestras, etc..

Angústia [do latim angustia] – 1. Aflição, sofrimento; estado de grande inquietação. 2. Carência, falta, redução, restrição.

Animismo [do latim anima + -ismo] – 1. Teoria que considera a alma Sintomas espirituaissimultaneamente princípio de vida orgânica e psíquica. 2. O que é próprio da alma. 3. Para o entendimento espírita, é relativo aos fenômenos intelectuais e físicos que deixam supor atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano, isto é, exercida além dos limites do corpo. Se tem por causalidade o Espírito desencarnado, o fenômeno denomina-se espiritual ou mediúnico; mas, se o Espírito é o próprio encarnado, chama-se anímico. Ver: Personismo.

Anjo [do latim angelus; do grego aggelos] – Segundo a Doutrina Espírita, os anjos não são seres aparte e de uma natureza especial. São os Espíritos da primeira ordem, isto é, os que chegaram ao estado de Espíritos puros, depois de terem sofrido todas as provas.

Anjo-guardião – É o Espírito protetor de uma ordem elevada, encarregado de assistir e proteger indivíduos ou coletividades. Ver: Protetor, Guia.

Ansiedade [do latim anxietate] – Emoção caracterizada por sentimento de antecipação de perigo, tensão e aflição, por excitação do sistema nervoso simpático.

Antigo Testamento – Coletânea de livros anteriores a Cristo, considerados sagrados. O mesmo que Velho Testamento. Ver: Testamento.

Antipatia [do grego antipatheia, pelo latim antipathia] – 1. Aversão, repugnância instintiva e espontânea. 2. Sentimento de antagonismo, quando dois ou mais Espíritos vibram em desarmonia.

Antítese [do grego antíthesis, pelo latim antithese] – 1. Figura de linguagem pela qual se salienta a oposição entre duas palavras ou idéias. 2. Qualquer oposição flagrante. 3. O ser ou coisa que representa essa oposição; oposto.

Antologia [do grego anthología] – 1. Estudo das flores. 2. Coleção de trabalhos em prosa e/ou verso.

Antropologia [do grego ánthropos + lógos] – 1. Estudo do homem como espécie animal. 2. Tratado da economia moral do ser humano.

Antropomorfismo [do grego anthropómorphos] – Tendência para conceber as forças naturais ou os seres extracorpóreos de forma humanizada, não só como dotados de sentimentos humanos, mas à semelhança do modelo humano. Por exemplo, conceber Deus com forma e atributos humanos.

Anuência [do latim annuentia] – Ato ou efeito de anuir; consentimento,

Cursos de Meditação

concordância, aprovação.

Anuir [do latim annuere] – Consentir; concordar; aprovar.

Aparição [do latim apparitione] – 1. Fantasma. 2. Fenômeno pelo qual os seres do mundo incorpóreo se manifestam visíveis ao homem.

Apascentar [do latim apascent(e) + -ar] – 1. Levar ao pasto; pastorear. 2. Ensinar, guiar, doutrinar.

Apêndice prateado – O mesmo que cordão fluídico.

Apiropatia [do grego ápyros + patheia] – 1. Capacidade de não se alterar com o fogo. 2. Insensível ao fogo. 3. Incombustível, infusível.

Apócrifo [do grego apókryphos, do latim apocryphu] – 1. Diz-se, entre os católicos, dos escritos de assunto sagrado não incluídos pela Igreja entre as escrituras por ela consideradas autênticas e divinamente inspiradas. 2. Diz-se de obra ou fato sem autenticidade, ou cuja autenticidade não se provou.

Apogeu [do grego apógeion] – O mais alto grau, o auge.

Apólogo [do grego apólogos, do latim apologu] – Alegoria de conteúdo moral, em que figuram, falando, animais ou coisas inanimadas; fábulas.

Apometria [do grego apo + metr(on) + -ia] – Termo usado para designar o

Apometria

tratamento espiritual promovido a partir do desdobramento ou bilocação do paciente. É considerada uma técnica anímica, sem relação com mediunismo, e que nada tem a ver com o Espiritismo.

Apoplexia [do grego apoplexía] – Patologia em que ocorre perda inesperada dos sentidos e do movimento.

Aporte(s) [do inglês apport] – 1. Para a Parapsicologia, designa o fenômeno de introdução de objetos em locais fechados ou em móveis fechados, pela ação da mente sobre a matéria. 2. Para a ciência espírita pode se constituir numa variação da manifestação de vampirismo como fenômeno mediúnico de efeito físico agregado.

Apóstolo [ do grego apóstolos, pelo latim apostolu] – 1. Cada dos doze discípulos de Jesus. 2. Propagador de qualquer idéia ou doutrina.3. Aquele que doutrina, que evangeliza.

Aprendizagem [do latim apprehendere, por síncope] – Mudança de comportamento relativamente duradoura, ocasionada por experiência.

Aprisco [do latim appressicare < appresu] – 1. Curral, covil, redil, toca. 2. Por extensão, o lar.

Aptidão [do latim aptitudine] – Talento; habilidade; capacidade; vocação; disposição natural para alguma coisa.

Arcanjo [do latim archangelu] – 1. Anjo de ordem superior. 2. O Espiritismo não adota essa escala hierárquica dos seres angelicais da teologia tradicional.

Ardósia [do francês ardoise] – Lousa; lâmina de pedra enquadrada em madeira, para nela se escrever ou desenhar com ponteiros da mesma pedra.

Argumento [do latim argumentu] – Todo raciocínio esboçado ou desenvolvido, que tende a provar ou a refutar uma outra proposição.

Aristocracia [do grego aristokratía] – 1. Espécie de organização político-social monopolizada por uma classe dominante, via de regra por herança. 2. Casta, nata. 3. Grupo de pessoas com distinção intelectual e moral, em vista das condições espirituais consideradas superiores.

Arte [do latim arte] – 1. Capacidade de o homem pôr em prática uma idéia, Sintomas espiritualidadevalendo-se da faculdade de dominar a matéria. 2. Prática que pressupõe a criação de sensações ou de estados de espírito, geralmente de caráter estético, em que se processa a transferência de impressões e emoções.

Artífice [do latim artifice] – A pessoa que exerce uma profissão ou arte manual; operário; inventor; criador.

Arvorar [do italiano arborare] – 1. Elevar; erguer; pôr ao alto. 2. Fazer ascender a um cargo.

Ascese [do grego áskesis] – 1. Exercício prático que leva à realização da virtude, à plenitude da vida moral. 2. Caminho para a plenitude espiritual, roteiro do progresso do Espírito.

Asceta [do grego asketes] – Pessoa que se consagra à ascese.

Ascético [do grego asketikós] – 1. Relativo a ascetas ou ao ascetismo. 2. Devoto, místico; contemplativo.

Ascetismo – [do grego áskesis + -ismo] Doutrina que considera o exercício da ascese como o essencial da vida moral.

Atavismo [do latim atavu + -ismo] – 1. Reaparecimento, em um descendente, de um caráter não existente em seus ascendentes imediatos, mas sim em remotos. 2. Hereditariedade.

Ateísmo [do grego atheos + -ismo] – Doutrina de negação absoluta da divindade. Todo aquele que crê na existência de um ser supremo, quaisquer que sejam os atributos que lhe suponha e o culto que lhe renda, não é ateu. O Ateísmo absoluto tem poucos prosélitos, porque o sentimento da divindade existe inato no homem, independentemente de qualquer ensino. O Ateísmo e o Espiritismo são incompatíveis.

Ateísta [do grego atheos + -ista] – Aquele que não crê em Deus, o mesmo que Ateu.

Atenção [do latim attentione] – 1. Aplicação cuidadosa da mente a alguma coisa; concentração, reflexão. 2. Demonstração de consideração, amabilidade, cortesia, urbanidade ou devoção a ou para com alguém, através de atos ou de palavras. 3. Serve para advertir, recomendar cuidado, impor silêncio, etc..

Atentar [do latim attentare] – 1. Observar; reparar; notar; ponderar. 2. Cometer atentado.

Ateu [do grego atheos] – Aquele que pratica o ateísmo e não crê em Deus. Ver: Ateísta.

Atitude [do latim attitudine, do francês attitude] – Termo que designa a maneira

sintomas mediunidade 1

Sintomas mediunidade

de ser e de se comportar de um indivíduo, perante um dado fenômeno ou uma dada circunstância.

Atolar [do latim tullu] – Afundar no lodo, em terreno lamacento.

Atributo [do latim attributu] – Qualidade; condição; o que é próprio ou particular a um ser.

Áulico [do grego aulikós, pelo latim aulicu] – 1. Relativo ou pertencente à aula. 2. Próprio de cortesão, palaciano.

Aura [do latim aura] – Emanação fluídica do corpo humano e dos demais corpos.

Auragrafia – Processo de fotografia da aura pelo método Kirlian. O casal Simyon e Valentina Kirlian, na Rússia, fotografou a aura dos seres vivos, usando máquina fotográfica aperfeiçoada para tal, com técnica própria, utilizando corrente de alta freqüência.

Auréola [do latim aureola] – 1. Círculo brilhante e dourado que rodeia a cabeça de Cristo e dos santos nas imagens sacras. 2. Qualquer círculo luminoso que rodeia um objeto. 3. Brilho ou esplendor moral, prestígio, glória, halo, nimbo.

Autismo [do latim actu + ismo] Fenômeno patológico caracterizado pelo desligamento da realidade exterior e criação mental de um mundo autônomo.

Autopasse [do grego e do latim respectivamente: autós + passare] – Passe

Limpezas espirituais

Limpezas espirituais

aplicado em si mesmo.

Aviltar [do latim a + vilitare] – 1 Tornar vil, desprezível. 2. Desonrar, humilhar, rebaixar.

Axioma [do latim axioma] – Premissa evidente por si mesma, que não necessita de demonstração.

Azáfama [do árabe az-sah(a)ma] – 1. Pressa; urgência. 2. Muito trabalho. 3. Balbúrdia, agitação.

– B –

Banir [do latim bannire] – Expulsar; excluir; afastar; degredar.

Barbárie [do latim barbarie] – Estado ou condição de bárbaro; crueldade; selvajaria.

Basilar [do francês basilaire] – 1. O que tem origem ou está situado na base. 2. Básico, essencial, fundamental.

Bem [do latim bene]- 1. Qualidade atribuída a ações e obras humanas, conferindo-lhes um caráter moral. 2. Tudo que auxilia o progresso do homem do ponto de vista moral. 3. Favor, benefício.

Benevolência [do latim benevolentia] – 1. Qualidade de benevolente. 2. Boa vontade para com alguém. 3. Estima, afeto.

Benevolente [do latim benevolente] – 1. O que faz o bem; bondoso; benfeitor. 2. Indulgente, complacente.

Benignidade [do latim benignitate] – Qualidade de benigno: Clemência; bondade.

Benigno [do latim benignu] – 1. Aquele que não é perigoso nem maléfico; bom. 2. Suave, brando.

Bestial [do latim bestiale] – Próprio de besta; brutal; estúpido; grosseiro; repugnante.

Bestialidade [do latim bestiale + -idade] – Qualidade do que é bestial.

Bíblia [do latim biblia] – 1. Livro considerado sagrado, formado pelo Antigo e Novo Testamento. 2. Uma obra digna de respeito e adoração. 3. O livro que embasa uma religião ou uma teoria.

Bicorporeidade [do latim bis + corporalitate] – Variação das manifestações visuais, quando o indivíduo se mostra simultaneamente em dois lugares diferentes. No primeiro lugar, com o corpo físico animado organicamente, em sinais espiritualidadeestado de êxtase; no segundo, com o perispírito.

Bilocação [do latim bi + locare+ -ção] – Outra denominação para o mesmo fenômeno da bicorporeidade.

Biografia – Descrição ou história da vida de uma pessoa.

Blasfêmia [do latim blasphemia] – 1. Termo ou expressão considerada ofensiva à determinada crença ou religião. 2. Praga, palavra insultuosa contra coisa ou pessoa respeitável.

Boato [do latim boatu] – 1. Notícia anônima e sem confirmação que ganha publicidade. 2. Falsidade maldosamente espalhada, zunzum, rumor, intriga, fofoca, falatório, mexerico, diz-que-diz-que.

Bom [do latim bonu] – 1. Que tem todas as qualidades adequadas à sua natureza ou função. 2. Benévolo, bondoso, benigno. 3. Misericordioso, caritativo. 4. Que alcançou proficência; eficiente, competente, hábil; cumpridor de suas obrigações. 5. Agradável, aprazível. 6. Útil; sadio; próprio.

Bondade [do latim bonitate] – Qualidade de quem é bom; que tem boa índole;

Sinais de Mediunidade

Sinais de Mediunidade

brandura; benevolência.

– C –

Caducidade [do latim caducu + -idade] – 1. Qualidade ou estado de caduco. 2. Velhice prematura; decrepitude; decadência.

Caduco [do latim caducu] – 1. Aquele que cai ou que está prestes a cair. 2. Que perdeu as forças ou a capacidade mental; decrépito; velho; fraco; senil.

Câmara [do latim vulgar camara] – 1. Compartimento de uma casa, em especial o quarto de dormir. 2. Assembléia legislativa que pode ser de âmbito municipal, estadual ou federal. 3. O local onde se reúne tal assembléia. 4. Divisão de um tribunal para julgamento de questões de certa natureza. 5. Recinto de uma casa espírita dedicada ao tratamento fluidoterápico, através do passe – câmara de passe.

Candeia [do latim candela] – 1. Pequeno aparelho de iluminação, normalmente suspenso por um prego, abastecido com óleo, usado preferencialmente em residências pobres. 2. Vela de cera.

Cânon [do grego kánon= regra, do latim canon] – 1. Regra geral de onde se infere regras especiais. 2. Relação, catálogo, tabela. 3. Padrão, modelo, norma. 4. Lista autêntica dos livros considerados como inspirados por israelitas, católicos e protestantes, sendo o oposto de apócrifo.

Cânone [do grego kánon= regra, do latim canon] – Variante de cânon.

Caráter [do grego charaktér, pelo latim caracter] – 1. Qualidade inerente e

Sinais de Mediunidade

Sinais de Mediunidade

distintiva de uma pessoa, animal ou coisa. 2. O conjunto de traços particulares, o modo de ser de um indivíduo ou de um grupo. 3. Força de alma; firmeza moral; coerência. 4. Índole, temperamento, natureza; o conjunto de peculiaridades boas ou más de uma pessoa, determinado-lhe a conduta e a concepção moral.

Cárcere [do latim carcere] – Lugar destinado a prisão; cadeia.

Caridade [do latim caritate] – 1. No vocabulário cristão, o amor que procura identificar-se com o amor de Deus e que move a vontade para a busca efetiva do bem de outrem. 2. Conforme ensino dos Espíritos nobres, Jesus entendia a caridade como “benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas”.

Carma [do sânscrito karmam] – 1. Nas filosofias hinduistas, o conjunto das ações dos homens e suas conseqüências. 2. Vocábulo emprestado das doutrinas hinduistas que, no meio espírita, tem-se vulgarizado como equivalente da lei de causa e efeito, também chamada lei de ação e reação, lei do retorno, lei da causalidade, porém sem aquele conteúdo de inalterabilidade encontrado em sua acepção original, já que o Espiritismo incorpora, ao seu lado, a lei de misericórdia ou das compensações, pela qual os atos bons podem abrandar ou neutralizar efeitos dos atos ruins desta ou de pregressas existências.

Cartomancia [do grego chártes, do latim charta + mancia]- Adivinhação através de cartas de jogar.

Castigar [do latim castigare] – 1. Infligir castigo a, punir. 2. Admoestar, repreender, advertir. 3. Corrigir, emendar.

Castigo [do latim castigare] – 1. Ação ou efeito de castigar; sofrimento corporal ou espiritual infligido a alguém. 2. Punição infligida a um culpado; pena.

Cataclismo [do latim cataclysmos] – 1. Inundação, dilúvio. 2. Transformação repentina e de grande dimensão na crosta terrestre. 3. Desastre. 4. Convulsão.

Catalepsia [do grego kátalepsis + -ia] – Estado mórbido, ligado à auto-hipnose ou à histeria, caracterizado pela suspensão de duração variável da inteligência e dos movimentos voluntários., com tensão e contração muscular, insensibilidade total e respiração superficial, quase imperceptível. Ver: Letargia.

Cataléptico [do grego kataleptikós] – Aquele que sofre de catalepsia.

Catarse [do grego kátharsis] – 1. Depuração, purgação, limpeza; evacuação natural ou provocada. 2. Em Psicologia, processo de depuração emocional, em que a pessoa conscientiza lembrança traumatizante antes reprimida, aliviando tensões.

Catequese [do grego katéchesis, do latim catechese] – 1. Termo mais usado pelas Igrejas tradicionais, significando instrução metódica e oral sobre coisas religiosas. 2. Doutrinação.

Causa [do latim causa] – 1. Razão, motivo, origem. 2. Aquilo ou aquele que Sinais de Mediunidade determina um acontecimento ou que faz que uma coisa exista: não há efeito sem causa.

Causalidade [do latim causale + -idade] – Chama-se princípio ou lei da causalidade ao axioma segundo o qual todo o fenômeno tem uma causa. Lei de causalidade é equivalente a Lei de Causa e Efeito ou Lei de Ação e Reação.

Cemitério [do grego koimetérion, pelo latim coemeteriu] – Local em que se enterram e guardam os mortos. Ver: Necrópole.

Censor [do latim censore] – 1. Aquele que censura, critica. 2. Funcionário público encarregado da censura.

Censura [do latim censura] – 1. Ato ou efeito de censurar, criticar; fazer reparos; condenar. 2. Dignidade ou cargo de censor.

Censurável [do latim censura + -r + -avel] – O que é passível de censura, repreensível; condenável.

Centro Coronário – Situado na região central do cérebro, supervisiona os demais centros vitais, assimilando os estímulos do Plano Superior e orientando a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada.

Centro Espírita – 1. Casa ou sociedade espírita. 2. Local de reunião dos espíritas, para orar e praticar a Doutrina dos Espíritos. 3. Sociedade civil sem fins lucrativos, legalmente constituída, com a finalidade de praticar o Espiritismo.

Centro(s) de Força – O mesmo que Centros Vitais ou Chacras.

Centros Vitais – São fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, ativam o funcionamento dos órgãos do respectivo corpo material. Ver: Chacras e Centros de Força

Cercanias [do espanhol cercanía] – Arredores; imediações; proximidade; vizinhança.

Cercear [do latim circinare] – 1. Cortar rente, pela base ou raiz. 2. Cortar, suprimir, desfazer. 3. Restringir; diminuir; tornar menor; depreciar.

Ceticismo [do grego skeptikós, pelo latim scepticu + -ismo – 1. Estado de quem duvida de tudo; descrença. 2. Atitude ou doutrina que interdita a possibilidade do homem atingir a certeza, preconizando a suspensão de qualquer juízo, afirmativo ou negativo. (Variante: cepticismo)].

Cético [do grego skeptikós, pelo latim scepticu] – 1. Aquele que de tudo duvida; descrente. 2. Partidário, pertencente ou relativo ao ceticismo. (Variante: céptico)

Céu [do latim caelu] – 1. Morada dos bem-aventurados, paraíso. 2. Termo, quando usado pelos espíritas, que serve para designar de forma genérica o mundo espiritual.

Chacra(s) [do sânscrito chakhras] – Vórtices energéticos instalados no perispírito, regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena. Ver: Centros Vitais e Centros de Força.

Charlatão [do italiano ciarlatano] – 1. Ambulante que apregoa falsas qualidades àquilo que vende. 2. Embusteiro, impostor, trapaceiro; aquele que explora a boa-fé pública.

Charlatanismo [do italiano ciarlatan(o) + -ismo] – Procedimento próprio de charlatão.

Choque anímico – Tratamento energético dos desencarnados, promovido com a manifestação dos mesmos, através da psicofonia, nas sessões de desobsessão das Casas Espíritas.

Ciência [do latim scientia] – 1. Conhecimento certo e racional sobre a natureza das coisas ou sobre as suas condições de existência. 2. Saber que se adquire pela leitura e meditação; instrução, erudição, sabedoria. 3. Conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio.

Clarividência [do latim claru + videntia] – 1. Visão mais perfeita, mais clara. 2. Para a Doutrina Espírita, é propriedade inerente à alma e que dá a certas pessoas a faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão.

Classe [do latim classe] – 1. Ordem segundo a qual se dividem, distribuem ou arrumam seres ou coisas. 2. Conjunto de qualidades naturais que contribuem para se valorar os resultados alcançados.

Classificação [do francês classification] – Ato ou efeito de classificar, ou de distribuir em classes.

Cobiça [do latim copiditia] – 1. Desejo veemente de conseguir alguma coisa. 2. Ambição; ganância; avidez; cupidez.

Codificação [do francês codification] – 1. Ato ou efeito de codificar. 2. A Esquizofreniasistematização, organização da Doutrina dos Espíritos realizada por Allan Kardec.

Codificador [do francês codifier] – Aquele que codifica; autor de um código.

Codificar [do francês codifier] – Transformar em código, reunir, coligir, compilar, ordenar.

Código [do latim codice] – 1. Compilação de leis. 2. Coleção ordenada de preceitos, normas, e regras sobre qualquer matéria.

Coercivo [do latim coercere] – Capaz de exercer coerção; que reprime; que impõe pena.

Cognição [do latim cognitione] – Processo de conhecimento, de percepção da realidade externa.

Coibir [do latim cohibere] – 1. Impedir a continuação de, fazer parar. 2. Reprimir; conter.

Complacência [do latim complacentia] – Benevolência; benignidade; condescendência.

Complacente – [do latim complacente] – Aquele que tem complacência; benevolente; benigno; condescendente.

Completista [do latim completu + -ista] – Designa aqueles que aproveitaram todas as oportunidades construtivas oferecidas pela reencarnação.

Complexo [do latim complexu] – 1. Que abrange ou encerra muitos elementos ou partes. 2. Confuso, complicado, intrincado. 3. Grupo ou conjunto de coisas, fatos ou circunstâncias que têm qualquer ligação ou nexo entre si. 4. Em Psicologia, é o conjunto de idéias estruturadas e impregnadas por forte emocionalidade, total ou parcialmente reprimidas, e que determinam as atitudes de um indivíduo, seu comportamento, seus sonhos, etc..

Comportamento [do latim comportare + -mento] – 1. Conduta, procedimento. 2. Conjunto de atitudes e reações individuais no meio social.

Comprazer [do latim complacere] – Sentir prazer; tornar-se agradável; condescender; transigir; deleitar-se; regozijar-se.

Compreender [do latim comprehendere] – 1. Conter em si; abranger; incluir. 2. Conhecer as intenções de. 3. Perceber; entender.

Compulsório [ do latim compulsu + -orio] – Que obriga, compele, força, impele.

Comunicação [do latim communicatione] – 1. Ato ou efeito de transmitir e receber mensagens. 2. É o ato por meio do qual as pessoas se relacionam, transformando-se mutuamente e transformando a realidade que as rodeia.

Comunicação espírita – Manifestação inteligente dos Espíritos, tendo por objeto uma troca contínua de pensamento entre eles e os homens. Distinguem-se em: a) frívolas – assuntos fúteis e sem importância; b) grosseiras – traduzidas por expressões que ofendem a decência; c) sérias – excluem a frivolidade, qualquer que seja o assunto tratado; d) instrutivas – objetivam o ensinamento dos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc.. Quanto à modalidade, ver: Sematologia, Tiptologia, Psicografia, Pneumatografia, Psicofonia, Pneumatofonia, Pictografia, Telepatia ou Telegrafia humana.

Comunicar [do latim communicare] – Fazer saber, tornar comum; colocar em contato; ligar, unir; estabelecer relação.

Concentração [do latim com- + centr (u) + -a(r) + ção] – 1. Estado de quem se concentra ou se absorve num assunto ou matéria. 2. Fixar-se em determinada coisa ou assunto.

Concepção [do latim conceptione] – 1. Ato ou efeito de conceber ou gerar; geração. 2. Ato ou efeito de conceber ou criar idéias, abstrações. 3. Noção, percepção; compreensão; faculdade de entender. 4. Modo de ver, opinião, conceito.

Condenar [do latim condemnare] – 1. Declarar culpado, sentenciar. 2. Castigar; rejeitar; censurar; forçar; obrigar; reprovar; desaprovar.

Condensador ectoplásmico – Aparelho concentrador de ectoplasma existente no mundo espiritual, descrito pelo Espírito André Luiz, e que reproduz as imagens projetadas pelo pensamento daquele a quem é aplicado.

Condensar [do latim condensare] – 1. Juntar, reunir, agregar. 2. Ato ou efeito de tornar mais denso, consistente, espesso ou grosseiro.

Condescendência [do latim condescendere] – Ato ou qualidade de quem é condescendente; complacência; transigência.

Condescendente [do latim condescendente] – Que condescende ou transige.

Condescender [do latim condescendere] – Ato de ceder espontaneamente; anuir ao desejo ou pedido de alguém; transigir.

Conduta [do latim conducta] – Ato ou efeito de conduzir-se; procedimento moral, que pode ser bom ou mau.

Conducéu [do latim conduc (ere) + (caelu) – Espécie de veículo do plano espiritual].

Confiança [do latim confidere + -ança] – 1. Segurança íntima de procedimento.

Depressão

2. Crédito, fé.

Confiar [do latim confidere (com mudança de conjugação)] – Ter confiança; ter fé, acreditar; esperar.

Conflito [do latim conflictu] – 1. Embate dos que lutam. 2. Situação de competição, gerando uma sensação de desconforto.

Conformidade [do latim conformitate] – Qualidade do que é conforme, ou de quem se conforma.

Conhecer [do latim cognoscere] – Ter noção, conhecimento, informação de; saber.

Conhecimento [do latim cognoscere + -mento] – 1. Ato ou efeito de conhecer. 2. No sentido mais amplo, atributo geral que têm os seres vivos de reagir ativamente ao mundo circundante, na medida da sua organização biológica e no sentido da sua sobrevivência. 3. A apropriação do objeto pelo pensamento, como quer que se conceba essa apropriação: como definição, como percepção clara, apreensão completa, análise, etc.. 4. Erudição, instrução, saber.

Conseqüência [do latim consequentia] – Aquilo que é produzido por; o efeito de; a seqüência de.

Consolador [do latim consolatore] – 1. Aquele ou aquilo que consola, alivia, balsamiza, suaviza. 2. O Espiritismo é considerado o Consolador prometido por Jesus (João, 14:16-17), porque atende todos os requisitos para tal.

Contemporâneo [do latim contemporaneu] – Que é da mesma época; que é do tempo presente.

Convalescença [do latim convalescentia] – 1. O progressivo retorno ao estado de saúde. 2. O período de transição entre o estado de doença e o da perfeita recuperação da saúde.

Convulsionário [do latim convulsione + -ario] – 1. Aquele que tem ou finge ter convulsão. 2. Agitado, exaltado. 3. Denominação inadequada para pessoa em transe mediúnico.

Cordão fluídico – Conduto energético que liga o perispírito ao corpo físico, quando dos desdobramentos; também denominado de cordão astral, cordão de luz, fio de prata, cordão perispirítico.

Cordão-de-prata – O mesmo que cordão fluídico.

Coroar [do latim coronare] – 1. Colocar a coroa em; elevar à dignidade real. 2. Terminar, rematar. 3. Premiar; recompensar.

Corpo fluídico – Designação equivalente a perispírito.

Corpo Mental – É o envoltório sutil da mente.

Cósmico [do grego kosmikós] – Pertencente ou relativo ao Cosmo ou ao Universo.

Cosmo [do grego kósmos] – O mesmo que Universo.

Cosmogonia [do grego kósmo + gonia] – Teoria que busca explicar a formação do Universo.

Cosmogonia [do grego kosmogonía] – Especulação religiosa, filosófica ou científica sobre a origem do universo.

Cosmonáutica [do grego kósmos + nautikós] – A ciência que estuda a navegação e exploração do cosmos.

Crença [do latim medieval credentia] – 1. Ato ou efeito de crer. 2. Convicção

mediunidade

Mediunidade

íntima, fé religiosa.

Crer [do latim credere] – 1. Tradicionalmente, fé que se fundamenta não numa demonstração racional, mas sobre o testemunho e a autoridade de outrem. 2. Para a Doutrina Espírita, o ato de crer implica em raciocinar, compreendendo a fé inabalável, “aquela que pode enfrentar a razão face a face em qualquer época da Humanidade”.

Criação [do latim creatione] – 1. Conjunto de animais domésticos criados principalmente para fins lucrativos. 2. Educação. 3. Amamentação, lactação. 4. Invenção, obra, elaboração. 5. Produção de alguma coisa sem a preexistência dos seus elementos ou matéria-prima.

Criatura [do latim creatura] – 1. Cada um dos seres criados. 2. Homem, criação de Deus.

Crisíaco [do latim crise] – Aquele que se encontra em estado de momentânea crise produzida pela ação magnética. Esta circunstância se oferece mais particularmente naqueles em que esse estado é espontâneo e acompanhado de uma superexitação nervosa.

Crisol [do castelhano crisuelo] – Aquilo que serve para mostrar as boas qualidades e os sentimentos de alguém.

Cristianismo [do grego christianismós, pelo latim christianismu] – 1. O

Jesus

Jesus

conjunto ou cada uma das religiões baseadas nos ensinamentos de Jesus Cristo. 2. O Espiritismo também tem sido considerado o Cristianismo restaurado, porque assume o ensino moral de Jesus e preenche todos os requisitos referentes ao Consolador prometido (João, 14:15 a 17 e 26).

Cristo [do grego christos] – Aquele que foi escolhido, consagrado, ungido por Deus. 2. Redentor, messias.

Cristologia [hierônimo => Cristo + -log (o) + -ia] – Tratado em torno da pessoa de Jesus Cristo e de sua doutrina.

Critério [do grego kritérion; do latim criteriu] – Princípio ou regra que serve para distinguir o verdadeiro do falso.

Crítica [do grego kritikós; do latim criticu]- 1. Designa todo o estudo de um juízo que objetive estabelecer o valor ou a legalidade do mesmo sob o ponto de vista lógico. 2. Juízo crítico; discernimento, critério.

Crosta [do latim crusta] – Designação dada pelo Espírito André Luiz à região espiritual mais próxima da Terra, onde perambulam os Espíritos desencarnados ainda muito vinculados com as sensações e os interesses materiais. Ver: Umbral e Trevas.

Crueldade [do latim crudelitate] – Qualidade do que é cruel; barbaridade; desumanidade.

Culpado [do latim culpatu] – Aquele que praticou falta ou crime; que tem culpa; delinqüente; criminoso.

Culto [do latim cultu] – 1. Adoração ou homenagem à divindade em qualquer de mediunidade 1suas formas, e em qualquer religião. 2. Modo ou sistema de exteriorizar o culto: liturgia, ritual. 3. No Espiritismo, o culto é de foro íntimo, sem exteriorização, isto é, sem ritual.

Cunho [do latim cuneu] – Marca; impressão; característica.

Cupidez [do latim cupidu] – Qualidade ou ação de cobiça; avidez de dinheiro ou bens materiais.

Curandeirismo [do latim curare + eiro] – 1. Atividade de quem não possui título nem habilitação para a prática da medicina. 2. A prática da fluidoterapia nas casas espíritas, por não ser prerrogativa médica, não pode ser conceituada como curandeirismo.

– D –

Debilitar [do latim debilitare] – 1. Ato ou efeito de tornar fraco; tornar débil. 2. Tirar as forças a; abater.

Decrépito [do latim decrepitu] – 1. Coisa muito usada e em ruída. 2. Aquele que está muito velho; fraco; arruinado.

Decrepitude [do latim decrepitu + -de] – Estado ou condição de decrépito; caducidade; velhice extrema.

Dedução [do latim deductione] – 1. O que resulta de um raciocínio; conseqüência lógica; ilação; inferência; conclusão. 2. Processo pelo qual, com base em uma ou mais premissas, se chega a uma conclusão necessária, em virtude da correta aplicação das regras lógicas.

Deformidade [do latim deformitate] – 1. Irregularidade, anormalidade ou desproporção de forma; configuração desagradável. 2. Vício; depravação; perversão. 3. Dano estético, defeito, deformação física, aleijão.

Defumação [do latim de + fumu + -ação] – 1. Ato ou efeito de defumar. 2. Queimar ervas e raízes aromáticas, com a crença de que pode afastar malefício de alguém ou de uma casa, atraindo boa sorte. 3. O Espiritismo, por não promover ritos e quaisquer outras exteriorizações, não usa defumação.

Degenerar [do latim degenerare] – 1. Perder as qualidades ou características originais 2. Adulterar-se; depravar-se; corromper-se; abastardar-se. 3. Modificar-se para pior.

Degredo [do latim decretu] – 1. Pena de desterro imposta a criminosos. 2. Local onde se cumpre a pena. 3. Afastamento; banimento; exílio.

Deísmo [do latim deus,i > de(i)- + -ismo] – Sistema ou atitude dos que rejeitam toda espécie de revelação divina, mas aceitam a existência de um Deus, destituído de atributos humanos.

Déjà-vu [francês] – Fenômeno anímico em que a pessoa tem a impressão ou sensação de já ter visto algo ou alguém, que não integra o contexto da sua existência atual.

Delírio [do latim deliriu] – Confusão mental caracterizada por distúrbios na consciência e no sistema sensorial, normalmente associada a graves disfunções cerebrais. Manifesta-se como desorientação, alucinação, ilusão, inquietação, delusão e, por vezes, acentuada agitação.

Desilusão [do latim delusione] – 1. Engano, logro, burla. 2. Crença numa idéia ou grupo de idéias obviamente contrárias à lógica, à realidade do meio externo ou às crenças consideradas corretas e aceitas pela cultura vigente, cuja causa pode ser anímica ou espiritual.

Demitizar [do latim des + mithu + izar] – Livrar de mitos o ensino cristão.

Demônio [do latim daemo, feito do grego daimon] – Seres incorpóreos, bons ou maus, e que se supõe terem conhecimento e poder superiores aos dos homens. Nas línguas modernas, esta palavra é geralmente tomada em má acepção, que se restringe aos gênios malfazejos. Segundo o Espiritismo, não há demônio no sentido de seres criados para o mal e eternamente desgraçados, mas sim significando Espíritos imperfeitos, que podem, todos, aperfeiçoarem-se por seus esforços e pelo poder de sua vontade.

Demonografia [do grego daimon + graf (o) + -ia] – O mesmo que Demonologia.

Demonologia [do grego daimon + logo(s) + -ia] – Tratado da natureza e da influência dos demônios.

Demonomancia [do grego daimon + manteia] – Pretenso conhecimento do futuro pela inspiração dos demônios.

Deplorar [do latim deplorare] – 1. Chorar, prantear, lastimar. 2. Sentir pena de; lamentar.

Depressão [do latim depressione]- 1. O abaixamente do nível de pressão ou

Depressão

peso. 2. O ato de deprimir(-se). 3. Distúrbio que se caracteriza por cansaço, desânimo, alteração do estado de humor, tristeza intensa, abatimento profundo, com desinteresse pelas coisas e, muitas vezes, por acesso de ansiedade em graus diversos.

Depurado [do latim de + puru + -ado]- Tornado puro ou mais puro, limpo, purificado.

Desconformidade [do latim des + conform (e) + -idade] – 1. Falta de conformidade; desacordo; discordância; desarmonia. 2. Oposição; divergência. 3. Desproporção; desigualdade.

Descrédito [do latim des + creditu] – 1. Falta, perda ou diminuição de crédito; desautorização quanto ao crédito. 2. Má fama; desonra por mau proceder.

Desdenhar [do latim disdignare] – 1. Demonstrar ou ter desdém por; não se dignar a; descuidar de. 2. Não fazer caso; desprezar.

Desdobramento [do latim des- + duplare > dobra + -mento] – 1. Faculdade anímica que permite ao Espírito sair do corpo físico e deslocar-se ou ser levado a outro local, podendo ser ou não visto pelos encarnados presentes no novo local. 2. Estado de emancipação da alma, quando a mesma se projeta ao Mundo Espiritual. Ver: emancipação da alma.

Desejo [do latim vulgar desidiu]- 1. Vontade de possuir ou de gozar. 2. Anseio, aspiração. 3. Cobiça, ambição.

Desencarnação [do latim des + incarnatione] – Ato ou efeito de desencarnar, isto é, deixar a carne, passar para o Mundo Espiritual. É quando deixa de atuar o princípio vital, gerando, em conseqüência, a desorganização do corpo, desprendendo-se o perispírito, molécula a molécula, conforme se unira, e restituindo ao Espírito a liberdade. Não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito, tanto que desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa – a cessação da vida e degenerescência da matéria. Ver: Morte.

Desencarnado [do latim des + incarnatu] – 1. Que morreu; que desencarnou; panicoque deixou a carne. 2. Espírito sem corpo físico.

Desígnio [do latim designiu] – 1. Plano; projeto. 2. Propósito; vontade. 3. Destino.

Desmaterializado [do latim des + material(e) + -izado] – Desprovido da forma material; imaterial.

Desobsessão [do latim des- + obsessione] – 1. Em sentido amplo: processo de regeneração da Humanidade, através da renovação moral dos envolvidos que, assim, desvinculam-se do passado sombrio e vencem a si mesmos. 2. Em sentido restrito: é o tratamento das obsessões orientado pela Doutrina Espírita, em reuniões especializadas. Ver: Obsessão.

Despojar [do espanhol despojar] – 1. Roubar; fraudar; espoliar. 2. Privar da posse, desapossar; despir. 3. Renunciar a bens.

Destino [do latim destinare] – 1. Fim para o qual tende uma ação ou um estado. 2. Aquilo que acontecerá a alguém, futuro. 3. Lugar a que se dirige alguém; direção.

Destituir [do latim destituere] – 1. Privar de emprego, autoridade ou dignidade. 2. Exonerar; demitir; depor.

Destruição [do latim destructione] – Ato ou efeito de destruir; exterminação; aniquilação; extinção; demolição; ruína.

Desvairado [do latim des + variare] – Que entrou em desvario; que perdeu o juízo, alucinado, desnorteado, desatinado.

Desvario [do latim des + variare] – Ato de loucura; alucinação, desacerto, delírio; extravagância.

Determinismo [do latim determinare + -ismo] – Teoria que afirma correlações indispensáveis entre fenômenos, um sendo condicionado ao precedente e condicionando os que lhe sucedem.

Detrimento [do latim detrimentu] – Dano; quebra; prejuízo.

Deus [do latim deus] – Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas; eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Divindade.

Diabo [do grego diábolos] – 1. Espírito ou gênio do mal. Demônio. Satanás. 2. Conforme a Doutrina dos Espíritos, constitui-se a personificação do mal; é um ser alegórico, resumindo em si todas as paixões más dos Espíritos imperfeitos. Ver: Demônio.

Diabrete [do espanhol diabr (o) + -ete] – 1. Diabo pequeno. 2. Animal doméstico ou criança irrequieta ou travessa. Ver: Diabo.

Dialética [do grego dialektikós, pelo latim dialecticu] – 1. Argumentação dialogada, segundo a filosofia antiga. 2. Desenvolvimento de processos gerados por oposição que provisoriamente se resolvem em unidades (tese e antítese; numa categoria superior – a síntese)

Diálogo [do grego diálogos, pelo latim dialogus] – 1. Entendimento através da palavra, conversação, colóquio, comunicação. 2. Discussão ou troca de idéias, conceitos, opiniões, objetivando a solução de problemas e a harmonia.

Diáspora [do grego diasporá] – A dispersão dos judeus no decorrer dos séculos, depois do ano setenta da era cristã.

Dicionário [do latim medieval dictionariu] – Conjunto de vocábulos de uma língua ou de termos próprios de uma ciência ou arte, geralmente dispostos em ordem alfabética, contendo os respectivos significados ou versões em outra língua.

Didática [do grego didaskein] – 1. Arte e técnica de ensinar, de dirigir e orientar a aprendizagem. 2. O estudo dessa técnica.

Dignidade [do latim dignitate] – 1. Honraria, título, função ou cargo de pessoa que ocupa posição de realce. 2. Qualidade moral que infunde respeito; respeitabilidade, seriedade; nobreza, brio, pundonor.

Diletantismo [do italiano dilletante + -ismo] – Jogo de idéias sem o propósito de estabelecer a verdade.

Dimensional [do latim dimension (e)+ -al] – Referente a dimensão; que pertence a uma dimensão ou medida.

Dinamismo [do grego dýnamis + -ismo] – 1. Teoria que define o ser por características de movimento. 2. Atividade, energia própria de espírito empreendedor.

Disciplina [do latim disciplina] – 1. Regime de ordem imposta ou livremente consentida. 2. Observância de preceitos e normas. 3. Qualquer ramo do conhecimento, o que se aprende.

Discípulo [do latim discipulus] – 1. Aquele que aprende. 2. Aquele que recebe ensino de alguém. 3. Aquele que segue as idéias ou doutrinas de outrem. Exemplo: discípulo de Jesus.

Discórdia [do latim discordia] – 1. Desavença, desarmonia, desentendimento. 2. Desordem, luta, conflito. 3. Dissenção, desacordo.

Discurso [do latim discursu] – Encadeamento de conceitos e de noções, apresentando-se sob a forma de juízos, que constitui a expressão do pensamento racional.

Disseminar [do latim disseminare] – Semear; espalhar; difundir; propagar; ansidedadedivulgar; vulgarizar.

Dissenção [do latim dissensione] – 1. Divergência de opiniões ou de interesses. 2. Desavença, desinteligência, dissidência.

Dissidência [do latim dissidentia] – 1. Separação por divergência de opiniões ou de interesses. 2. Cisma, cissão. Ver: Dissenção.

Dissipar [do latim dissipare] – 1. Espalhar, dispersar, desvanecer. 2. Deixar de existir, desfazer; fazer cessar. 3. Arruinar, estragar. 4. Esbanjar, desperdiçar, dilapidar, malbaratar.

Distinto [do latim distinctu] – 1. Inconfundível, diverso, diferente. 2. Isolado, separado. 3. Perceptível, claro. 4. Notável, eminente, ilustre. 5. Que obteve distinção; que é educado e de fino trato.

Ditoso [do latim dicta + -oso] – Aquele que tem sorte; feliz; venturoso.

Diuturno [do latim diuturnu] – 1. Que vive muito tempo. 2. Que é de duração indefinida.

Divindade [do latim divinatate] – Qualidade do que é divino; natureza divina. Deus ou deusa.

Divino [do latim divinu] – Relativo a Deus, a uma divindade.

Divisa [do latim divisa] – 1. Fronteira, marco, limite. 2. Cada um dos galões referentes a patentes militares. 2. Norma de um partido, associação, etc.. 3. Palavra, expressão ou frase que simboliza a idéia ou sentimento de alguém. 4. No Espiritismo, a divisa foi estabelecida no O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo XV, item 10: “Fora da caridade não há salvação”.

Divórcio [do latim divortiu] – 1. Dissolução do vínculo matrimonial, liberando os divorciados para novas núpcias. 2. Separação, desunião, afastamento, desligamento.

Dogma [do grego dógma, pelo latim dogma] – 1. Ponto fundamental e indiscutível, sem qualquer tipo de comprovação, de uma doutrina religiosa, e, por extensão, de qualquer doutrina ou sistema. 2. Princípio aceite como verdadeiro ou justo sem discussão ou exame crítico. 3. Pelo seu caráter racionalista, o Espiritismo não adota dogma de fé, isto é, ponto doutrinário indiscutível, tanto que preconiza a correção onde estiver comprovadamente em erro, com a adoção de novas verdades científicas.

Dogma [do grego dógma, pelo latim dogma] – 1. Ponto fundamental e indiscutível, sem qualquer tipo de comprovação, de uma doutrina religiosa, e, por extensão, de qualquer doutrina ou sistema. 2. Princípio aceite como verdadeiro ou justo sem discussão ou exame crítico. 3. Pelo seu caráter racionalista, o Espiritismo não adota dogma de fé, isto é, ponto doutrinário indiscutível, tanto que preconiza a correção onde estiver comprovadamente em erro, com a adoção de novas verdades científicas.

Dogmatismo [do latim dogmatismu] – Atitude ou sistema dos que aceitam o dogma, daqueles que apresentam suas doutrinas como verdades insofismáveis.

Dor [do latim dolore] – 1. Impressão desagradável ou penosa, proveniente de lesão, contusão ou estado anômalo do organismo ou de uma parte dele; sofrimento físico. 2. Sofrimento moral; mágoa, pesar, aflição.

Doutrina [do latim doctrina] – Conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, científico, etc.. Disciplina.

mediunidade sinais

Mediunidade Sinais

Doutrinação [do latim doctrina + actione] – 1. Ato ou efeito de doutrinar, orientar e esclarecer criaturas desorientadas, ignorantes, más, rebeldes ou momentaneamente refratárias àquilo que o doutrinador prega ou ensina. 2. Ação do dirigente de grupo mediúnico com finalidade de atendimento e desobsessão de Espíritos desencarnados.

Druida [do latim druida] – Antigo sacerdote da Gália e da Bretanha. Sábio de modos solenes.

Duende [do espanhol duende] – Espírito travesso, mais traquina que mau, que pertence à classe dos Espíritos levianos.

– E –

Eclesiástico [do grego ekklesiastikós, pelo latim ecclesiasticu] – 1. Pertencente ou relativo à igreja tradicional. 2. Membro da organização sociológica da igreja: sacerdote, clérigo, padre. 3. No movimento espírita, tal termo é inaplicável, pois que a sua organização não obedece a qualquer hierarquia sacerdotal.

Eclodir [do francês éclodir] – 1. Vir à luz; aparecer; surgir. 2. Desabrochar; nascer; rebentar; emergir.

Ecologia [do grego oikos + log(o) + -ia] – Estudo das relações entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem, assim como as suas influências recíprocas.

Economia [do latim oeconomia] – 1. Arte ou ciência de bem administrar uma casa ou um estabelecimento público ou privado. 2. Poupança, moderação ou contenção nos gastos. 3. Ciência que trata da produção, distribuição, acumulação e consumo de bens materiais.

Ectoplasma [do grego e do latim, respectivamente: ektós + plasma]- 1. Biologia: parte periférica do citoplasma. 2. Parapsicologia: termo criado por Charles Richet para designar a substância visível que emana do corpo de certos médiuns. 3. Para a ciência espírita, designa a substância viscosa, esbranquiçada, quase transparente, com reflexos leitosos, evanescente sob a luz, e que tem propriedades químicas semelhantes às do corpo físico do médium, donde provém. É considerada a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, como a materialização, pois através dela os Espíritos podem atuar sobre a matéria.

Ectoplasmia [do grego e do latim, respectivamente: ektós + plasm (a) + -ia] – Exteriorização de Espírito desencarnado ou de objetos espirituais, através do aproveitamento do ectoplasma do médium. O mesmo que materialização.

Ectoplasta [do grego ektós + plas (ma) + -ta] – Médium de efeito físico que empresta potencial ectoplásmico para materialização de Espírito ou objeto espiritual.

Educação [do latim educatione] – 1. Conjunto de processos e métodos que orientam o desenvolvimento natural, progressivo e sistemático das capacidades físicas, intelectuais e morais do ser humano, com vistas a um ideal de perfeição. 2. Ato ou efeito de educar-se, ou seja, de alterar hábitos e atitudes, a partir dos conhecimentos e aptidões adquiridos.

Educar [do latim educare] – Promover a educação; transmitir conhecimentos; mediunidade sinaisensejar condições para a pessoa modificar para melhor seu comportamento.

Efeito [do latim effectu] – 1. Resultado da atuação de qualquer coisa; conseqüência necessária ou fortuita de uma causa. 2. Realização; execução. 3. Eficiência, eficácia. 4. Dano; prejuízo. 5. Impressão, sensação.

Efêmero [do grego ephémeros] – Que dura apenas um dia; de curta duração; passageiro; transitório.

Eflúvio [do latim effluvium] – 1. Emanação invisível e sutil que se desprende de um corpo orgânico; exalação, perfume, aroma. 2. O mesmo que fluido.

Ego [do latim ego] – 1. O eu de qualquer indivíduo. 2. Sentimento da própria importância.

Egocentrismo [do grego egó + kéntron] – 1. Estado de espírito do egocêntrico. 2. Tendência para referir tudo a si mesmo, fazendo do eu o centro do Universo.

Egoísmo [do latim ego + ismo] – 1. Amor próprio excessivo, desconsiderando o interesse alheio. 2. Doutrina que coloca o interesse individual como norteador da conduta humana e dos seus preceitos morais. 3. Exclusivismo, egocentrismo.

Egoísta [do latim ego + -ista] – Aquele que demonstra egoísmo e trata só de seus interesses.

Egolatria [do latim ego + -l + -atria] – 1. Culto do eu; adoração de si próprio. 2. Egotismo; personalismo; importância excessiva a si mesmo.

Egotismo [do inglês egotism] – O mesmo que egoísmo.

Egotista [do inglês egotist] – O mesmo que egoísta.

Elemento [do latim elementu] – 1. Para a ciência da antigüidade: a terra, o ar, a água e o fogo. 2. O que entra na composição de um todo; matéria-prima; princípios fundamentais. 3. Indivíduo que integra um grupo social. 4. Meio, recurso.

Eletromagnetismo [do latim e do francês, respectivamente: electro + magnétisme] – Estudo da interação entre correntes elétricas e campos magnéticos.

Elevação [do latim elevatione] – 1. Ato ou efeito de elevar ou de levantar. 2. Ação de elevar-se ou erguer-se; ascensão. 3. Ato de ser promovido, alçar-se. 4. Grandeza; nobreza; superioridade; distinção.

Elite [do francês élite] – O que existe considerado de melhor em um grupo ou em uma sociedade.

Elitismo [do francês élite + -ismo] – Sistema de concepção ou de vida embasado no favorecimento de uma minoria.

Elitista [do francês élite + -ista] – 1. Adepto do elitismo. 2. O que diz respeito ao elitismo.

Eloqüência [do latim eloquentia]- Capacidade de exprimir-se com facilidade e persuasão, convencendo e emocionando.

Emanar [do latim emanare] – 1. Exalar dos corpos; desprender-se 2. Provir; sair de; brotar; originar-se.

Emancipação [do latim emancipatione] – 1. Ato ou efeito de se emancipar; ficar livre; ter alforria; ganhar independência. 2. Eximir-se do pátrio poder ou de tutela; ganhar direitos civis. 2. Emancipação da alma. Estado particular da vida humana durante o qual a alma, desprendendo-se de seus laços materiais, recupera algumas das suas faculdades de Espírito e entra mais facilmente em comunicação com os seres incorpóreos. Esse estado se manifesta principalmente pelo fenômeno dos sonhos, da soniloquia, do sonambulismo natural ou magnético e do êxtase. Ver: desdobramento.

Emoção [do francês émotion] – 1. Abalo moral, comoção. 2. Fenômeno de natureza afetiva que produz reação orgânica e abalo de consciência penoso ou agradável.

Empatia [do grego empátheia] – Tendência de se colocar no lugar do outro, buscando sentir como se estivesse na mesma situação e circunstância experimentada pela outra pessoa.

Empedernir [do latim impetrinire] – 1. Tornar ou ficar duro como pedra. 2. Insensível.

Empírico [do grego empeirikós, pelo latim empiricu] – Conhecimento baseado apenas na experiência, não tendo caráter científico.

Empirismo [do grego empeiria] – Doutrina filosófica, segundo a qual todo o conhecimento humano deriva tão somente da experiência.

Emulação [do latim aemulatione] – Ansiedade por se igualar ou superar outra pessoa. 2. Competição, concorrência; rivalidade.

Encarnação [do latim incarnatione] – 1. Ato ou efeito de encarnar. 2. Espaço de tempo que o Espírito passa mergulhado num corpo material. Diz-se: Espírito encarnado, em oposição a Espírito errante ou desencarnado. A encarnação pode ocorrer na Terra ou em outro mundo. A rigor, seria apenas o primeiro nascimento, sendo reencarnação os subseqüentes.

Encarnado [do latim encarnatu] – Que encarnou; Espírito mergulhado na carne; Espírito com corpo físico.

Energia [do grego enérgeia, pelo latim energia]- 1. Maneira como se exerce uma

ouvir vozes

Ouvir Vozes

força. 2. Propriedade de um sistema que permite realizar trabalho. A energia pode ter várias formas (calorífica, cinética, elétrica, eletromagnética, mecânica, potencial, química, radiante) transformáveis umas nas outras, e cada uma capaz de provocar fenômenos bem determinados e característicos nos sistemas físicos. Em todas as transformações de energia há completa conservação dela, isto é, a energia não pode ser criada, mas apenas transformada. A massa de um corpo pode-se transformar em energia, e a energia sob forma radiante pode transformar-se em um corpúsculo com massa. 3. Emanação não material, no campo vibratório, derivada de atividades do pensamento ou de fenômenos vibratórios inerentes à estrutura da matéria e suas propriedades.

Enfermidade [do latim enfirmitate] – 1. Doença; moléstia. 2. Vício; mania.

Enfermo [do latim infirmu] – 1. Que não funciona bem. 2. Que está atacado de enfermidade; doente; indisposto; debilitado.

Engendrar [do latim ingenerare] – Idealizar; imaginar; planear; inventar; produzir.

Ensejo [do latim exagium] – 1. Ocasião oportuna, própria. 2. Oportunidade, lance.

Ensinar [do latim insignare] – 1. Transmitir conhecimento, instruir, lecionar, educar. 2. Dar a conhecer; indicar, assinalar caminho. 3. Pregar, doutrinar.

Entidade [do latim entitate] – 1. A essência de uma coisa; identidade; ser; ente. 2. Serve para denominar também o Espírito desencarnado.

Envoltório [do latim involvit(u) + -orio] – 1. O que serve para envolver. 2. Capa; faixa; embrulho. 3. O mesmo que invólucro.

Epífise [do grego epíphysis] – 1. Glândula situada no cérebro, por cima e por trás das camadas óticas, à que se atribuem funções endócrinas. 2. De acordo com informações da Espiritualidade, a epífise, ou glândula pineal, seria a responsável pelo controle das forças sexuais e pela vida mental do ser humano, presidindo os fenômenos nervosos da emotividade e tornando-se o canal entre os corpos espiritual e físico.

Epistemologia [do grego epistéme + -o + -log (o) + -ia] – Estudo do conhecimento humano quanto ao seu alcance e condições; teoria da ciência.

Epístola [do grego epistolé, pelo latim epistola] – 1. Carta, missiva, correspondência. 2. Cada uma das cartas do apóstolos e das comunidades cristãs primitivas.

Eqüidade [do latim aequitate] – 1. Disposição de reconhecer o direito igual de cada um. Justiça natural. 2. Igualdade; imparcialidade; retidão.

Erigir [do latim erigere] – 1. Erguer a prumo; alçar; levantar. 2. Fundar; criar; instituir. 3. Atribuir a si mesmo direito ou qualidade.

Errante [do latim errantem] – Espírito que se encontra no Mundo Espíritual, aguardando oportunidade de reencarnar.

Erraticidade [do francês erraticité] – Estado dos Espíritos desencarnados, durante os intervalos de suas existências corporais. Deixando o corpo físico, a alma reentra no Mundo dos Espíritos, permanecendo um lapso de tempo mais ou menos longo na situação de Espírito errante, até retomar uma nova existência material.

Errôneo [do latim erroneu] – Que contém erro; errado; falso.

Erudito [do latim eruditu] – O que sabe muito, tem instrução vasta e variada adquirida sobretudo pela leitura.

Escala [do latim scala] – Registo indicativo da condição evolutiva dos indivíduos encarnados ou desencarnados. Ver: Escala espírita.

Escala espírita – A codificação espírita revela que os Espíritos não são iguais em saber, em moralidade e em virtudes, podendo ser classificados segundo o grau evolutivo alcançado. Assim, podem ser catalogados na seguinte escala: a) Espíritos puros – 1a classe; b) Espíritos bons: 2a classe – superiores, 3a classe – intelecto-morais, 4a classe – sábios, 5a classe – benfazejos; c) Espíritos imperfeitos – 6a classe – neutros, 7a classe – falsos-sábios, 8a classe – levianos, 9a classe – impuros, 10a classe – perturbadores.

Escândalo– [do grego skandalon, pelo latim escandalu] – 1. Aquilo que é causa ou que resulta de erro e que prejudica a quem quer que seja. 2. Desordem, tumulto, alvoroço, escarcéu, cena; acontecimento que abala a opinião pública.

Escravidão [do latim medieval sclavu + -idão] – 1. Estado ou condição de mediunidade 2escravo; servidão; cativeiro. 2. Falta de liberdade; sujeição; submissão; dependência.

Escravo [do latim medieval sclavu] – 1. Que é propriedade ou está sujeito ao poder absoluto de um senhor 2. Dependente de outro; servo, criado.

Esforço [do latim es + fortia] – Característica da atividade de um ser consciente quando procura vencer uma resistência externa ou interna.

Esotérico [do grego esoterikós] – 1. Diz-se do ensinamento que, em escolas filosóficas da antigüidade grega, era reservado aos discípulos completamente instruídos. 2. Por extensão, todo o ensinamento ministrado a grupo fechado e restrito.

Esoterismo [do grego esoterikós + -ismo] – 1. Doutrina ou atitude de espírito que preconiza que o ensinamento da verdade (científica, filosófica ou religiosa) reserva-se a número restrito de iniciados, escolhidos por sua inteligência ou valor moral. 2. Doutrina que estuda e pratica um conjunto de conhecimentos transcendentais, internos ou secretos, que não são reconhecidos pela ciência ou pela filosofia.

Espaço [do latim spatiu] – 1. Extensão em que se move o Universo; meio indefinido tridimensional, ilimitado ou infinitamente grande, que contém todos os seres e coisas. 2. No meio espírita, ainda que inadequadamente, o vocábulo tem sido aplicado no sentido de mundo espiritual.

Especular [do latim speculare] – 1. Referente a superfície refletora; próprio de espelho. 2. Transparente. 3. Escrita de trás para a frente, lida com o auxílio de espelho ou contra a luz.

Esperanto [do latim sperare + -ant + -o] – Língua auxiliar internacional criada pelo médico polonês Lázaro Luiz Zamenhof e que foi divulgada a partir de 1887.O objetivo do Esperanto afina-se com a Doutrina dos Espíritos no que tange à solidariedade entre as pessoas, independente de sentimentos conflitantes de nacionalidade, já que não busca substituir os idiomas oficiais das nações.

Espírita [do francês espirite] – Neologismo criado por Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, para significar: a) o que tem relação com o Espiritismo; adepto do Espiritismo; b) aquele que pode ser reconhecido “pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações”. O codificador da Doutrina Espírita classifica: I – Espírita cristão: aquele que não se contenta em admirar a moral espírita, praticando-a e aceitando todas as conseqüências; II – Espírita exaltado: aquele que tudo aceita sem reflexão ou exame, sendo mais nocivo que útil à Doutrina; III – Espírita experimentador: aquele que se interessa apenas pelas manifestações, pelos fenômenos, desconhecendo o aspecto moral da Doutrina; IV – Espírita imperfeito: aquele que, compreendendo a parte filosófica, admira a moral daí decorrente, mas não a pratica; V – Espírita sem o saber: aquele que, sem nunca ter ouvido falar da Doutrina, possui inato sentimento dos seus princípios, o que refletem em seus escritos e em seus discursos. Ver: Espiritista.

Espiriteiro [do francês espirit (e) + -eiro] – Neologismo criado pelo escritor Richard Simonetti, para designar a pessoa que freqüenta centro espírita desligada das finalidades do Espiritismo.

Espiritismo [do francês Espiritisme] – 1. Neologismo também criado por Allan Kardec, por indicação dos Espíritos, para diferenciação com o termo “espiritualismo”, mais genérico e que indica o oposto do materialismo. 2. Doutrina filosófica, científica e de conseqüências morais, fundadas sobre a crença na existência dos Espíritos, tratando da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do futuro da Humanidade, segundo o ensinamento dado pelos Espíritos Superiores com a ajuda de diversos médiuns.

Espiritista [do francês espiritiste] – Aquele que adota a Doutrina dos Espíritos. O termo espírita, no entanto, por ser mais genérico, é o que se consagrou em língua portuguesa.

Espiritizar [do francês espiriti (sme) + -z + -ar] – Ato ou efeito de tornar uma pessoa espírita, com a aplicação dos princípios doutrinários na sua existência.

Espírito [do latim spiritu] – 1. No sentido especial da Doutrina Espírita, os Espíritos são os seres inteligentes da criação, que povoam o Universo, fora do mundo material, e constituem o mundo invisível. Não são seres oriundos de uma criação especial, porém, as almas dos que viveram na Terra, ou em outros mundos habitados, e que deixaram o invólucro corporal. 2. Princípio inteligente do Universo. 3. Razão; juízo; inteligência.

Espírito batedor – São os Espíritos que revelam sua presença por meio de pancadas e de ruídos de diversas naturezas.

Espírito de Verdade – Denominação adotada pelo Espírito superior referenciado por Jesus (João, 14:15 a 17 e 26) e que coordenou a falange encarregada da revelação da Doutrina dos Espíritos sistematizada por Allan Kardec.

Espírito elementar – 1. No Ocultismo e na Teosofia, elementares são os Espíritos dos quatro elementos da Natureza. 2. Para o Espiritismo, é o Espírito considerado em si mesmo e feito abstração de seu perispírito ou invólucro semimaterial.

Espiritólico [espírit(a) + (ca)tólico] – Neologismo criado no movimento espírita brasileiro, designando o freqüentador de centro espírita que ainda se mostra vinculado a dogmas e exteriorizações do Catolicismo.

Espiritual [do latim spirituale] – Relativo ao Espírito ou ao mundo espiritual.

Espiritualismo [do latim spirituale + -ismo] – 1. Diz-se no sentido oposto ao do materialismo. 2. Doutrina que defende a essência espiritual e a imortalidade da alma, bem como a existência de Deus. 3. Por seus fundamentos, o espiritualismo constitui a base de todas as religiões.

Espiritualista [do latim spirituale + -ista] – O que tem relação com o espiritualismo; partidário do espiritualismo. Quem creia que o homem e o mundo não são só matéria, é espiritualista, o que não implica em crença nas manifestações dos Espíritos. Todo espírita é necessariamente espiritualista; mas é possível ser espiritualista sem ser espírita.

Espirituoso [do latim spiritu + -oso] – Que tem espírito; alegre, divertido, gracioso, vivaz.

Espoliar [do spoliare] – 1. Privar ilegitimamente alguém de alguma coisa por violência ou fraude. 2. Desapossar; despojar; esbulhar; roubar.

Estágio [do latim medieval stagiu] – 1. Aprendizagem; exercício; prática. 2. Etapas de um trabalho. 3. Situação de preparação, transitória.

Estelar [do latim stellare] – Relativo às estrelas; conjunto de estrelas.

Estereológica [do grego stéreos] – Aparição que adquire as propriedades da matéria resistente e tangível. Ver: Materialização.

Estereótipo [do grego stereós + týpos]- 1. Generalização demasiadamente simples e rígida a respeito de uma pessoa ou grupo. 2. Clichê, chavão, lugar-comum.

Estéril [do latim sterile] – Que não produz; árido; infértil; infecundo; improdutivo.

Esterilizar [do latim sterilizare] – Tornar estéril; inutilizar; castrar.

Estesia [do grego aísthesis] – 1. Sensibilidade, sentimento. 2. Sentimento do belo.

Estética [do grego aisthetikós] – Estudo relativo à criação artística, à beleza e à plástica, suas condições e seus efeitos.

Estilo – [do grego stylos, pelo latim stilu] – Conjunto de elementos característicos capazes de imprimir singularidade e diferenciação, em qualquer ação humana.

Estímulo [do latim stimulu] – Aquilo que estimula; incentivo; ânimo; encorajamento.

Estiolamento [do francês étioler + -mento] – Definhamento; enfraquecimento.

Estiolar [do francês étioler] – 1. Produzir o estiolamento de. 2. Enfraquecer-se, debilitar-se, definhar, finar-se. 3. Atrofiar.

Estudo [do latim studiu] – 1. Aplicação do espírito para aprender, apreciar ou analisar matéria ou assunto especial, uma ciência, uma arte. 2. O conhecimento resultante da aprendizagem.

Éter [do grego aithér] – 1. Meio elástico hipotético em se que propagariam as ondas eletromagnéticas, e cuja existência não é admitida pelas teorias físicas. 2. Por extensão, o espaço celeste.

Etéreo [do latim aetheriu] – 1. Puro; sublime; elevado; delicado. 2. Celestial.

Eterno [do latim aeternu] – 1. Que não tem princípio nem fim, que dura sempre; que está fora do tempo, não cessa nem sofre alteração. 2. Deus.

Ética [do grego ethikós, pelo latim ethica] – 1. Estudo relativo à conduta humana e os costumes de determinada sociedade em determinada época, qualificando-os do ponto de vista do bem e do mal. 2. Regramento natural ou convencionado de atuação social; ciência dos princípios da moral; a moral.

Eu [do latim vulgar eo] – 1. Pronome pessoal da primeira pessoa do singular. 2. A personalidade de um indivíduo. 3. A individualidade extracorporal ou metafísica da pessoa.

Eutanásia [do grego euthanasía] – 1. Boa morte, morte misericordiosa, sem sofrimento. 2. Prática de abreviar a vida de doente incurável, objetivando aliviar-lhe o sofrimento. 3. Perante o Espiritismo, também é prática delituosa, especialmente por desconsiderar o valor dos instantes finais e das derradeiras reflexões para o Espírito em processo de desencarne, assim como por desconhecer as repercussões que podem advir dessa ação.

Evangelho [do grego euaggélion, pelo latim evangeliu] – 1. Doutrina de Jesus Cristo; Boa Nova. 2. Cada um dos livros do Novo Testamento. 3. Coisa digna de crédito ou que se tem por absolutamente certa. 4. Conjunto de regras por que se regula uma seita. 5. “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – obra organizada por Allan Kardec e que busca seus fundamentos no inatacável ensino moral de Jesus.

Evangelhoterapia [do grego euaggélion + therapeía] – Terapia pela evangelização, com a criatura assimilando e vivenciando os preceitos do Evangelho.

Evangélico [do latim evangelicu] – 1. Respeitante ou pertencente ao Evangelho. 2. Conforme os preceitos do Evangelho. 2. Diz-se do culto ou do membro das Igrejas Protestantes.

Evangelizar [do latim evangelizare] – 1. Pregar, difundir o Evangelho. 2. Renovar a criatura, oferecendo-lhe os fundamentos evangélicos.

Evidência [do latim evidentia] – Caráter do conhecimento que se afirma pela certeza, não comportando dúvida quanto à sua verdade.

Evocação [do latim evocatione] – 1. Ação ou efeito de chamar e fazer surgir os espíritos. 2. Não é sinônimo perfeito de invocação, por mais que tenham a mesma raiz.. Enquanto evocar é chamar, fazer vir a si, fazer aparecer por cerimônias mágicas, por encantamentos – evocar almas, espíritos, sombras; invocar é chamar a si ou em seu socorro um poder superior ou sobrenatural – invoca-se Deus pela prece. A invocação está no pensamento, a evocação é um ato. Na invocação, o ser ao qual nos dirigimos nos ouve; na evocação, ele sai do lugar em que está para vir a nós e manifestar sua presença. A invocação não é dirigida senão aos seres que supomos bastante elevados para nos assistir. Evocam-se tantos os Espíritos inferiores como os superiores.

Evolução [do latim evolutione > do francês évolution] – 1. Ação ou efeito de evoluir. 2. Série de modificações; desenvolvimento gradual e progressivo. 3. Na Biologia, teoria que defende que, através de transformações, as espécies se desenvolveram a partir de um estádio rudimentar e adquiriram as características que as distinguem.

Evolucionismo [do francês évolutionisme] – 1. Na Biologia, doutrina que ensina a mutabilidade das espécies. 2. Doutrina filosófica ou científica que se baseia na idéia da evolução como lei geral e inexorável para tudo o que existe.

Excomungar [do latim excommunicare] – 1. Separar da comunhão; expulsar da Igreja Católica. 2. Anatematizar; amaldiçoar; condenar. 3. Na Espiritismo inexiste tal prática, já que nada obriga, por ser doutrina do livre arbítrio.

Exegese [do grego exégesis] – De forma genérica, constitui-se o esclarecimento ou a minuciosa interpretação de um texto ou de uma palavra. Aplica-se especialmente em relação à Bíblia e demais textos religiosos, à gramática, às leis.

Exigüidade [do latim exiguitate] – Escassez; insignificância; mediocridade; pequenez.

Exílio [do latim exiliu] – 1. Ação ou efeito de exilar. Expatriação forçada ou voluntária; degredo; desterro. 2. Local do exílio. 3. Isolamento; retiro; solidão.

Eximir [do latim eximere] – Isentar; desobrigar; dispensar; livrar; preservar.

Existência [do latim existentia] – 1. Estado do que existe. 2. O fato de existir; vivência; ente, vida, ser. 3. Realidade; maneira de ser atual.

Exorcismo [do grego exorkismós,pelo latim exorcismu] – Oração ou cerimônia religiosa para esconjurar o demônio ou Espíritos maus. Prática inócua, conforme o Espiritismo, porque não resolve a problemática obsessiva unicamente com o afugentamento dos Espíritos obsessores vinculados. Ver: desobsessão.

Expiação [do latim expiatione] – 1. Ação ou efeito de expiar. Castigo ou sofrimento imposto, como compensação para uma má ação praticada; penitência; correção. 2. Segundo a Doutrina Espírita, é a purgação purificadora do mal que infeccionou o Espírito. Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são conseqüentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. Ela serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações, entretanto, são sempre sinais de relativa inferioridade do Espírito. Ver: Prova.

Expiar [do latim expiare] – 1. Remir culpas, faltas ou crimes, mediante penitências ou cumprindo pena; sofrer as conseqüências de; pagar. 2. Purificar, preservando lugar santo, templo de profanação.

Exprobrar [do latim exprobrare] – 1. Censurar; repreender. 2. Lançar em rosto; acusar.

Êxtase [do grego ekstasis, pelo latim extasis] – Estado da emancipação da alma durante a vida corporal, de que resulta a suspensão momentânea das faculdades perceptivas e sensitivas dos órgãos. Nesta situação, a alma não se prende mais ao corpo, a não ser por laços fracos, que ela procura partir; pertence mais ao mundo dos Espíritos que ela antevê, do que ao mundo material. O êxtase é, algumas vezes, provocado pela ação magnética e, neste caso, é um grau superior de sonambulismo.

Extinguir [do latim extinguere] – 1. Apagar; fazer cessar (fogo). 2. Saciar, satisfazer.. 3. Consumir-se, esgotar-se. 4. Abolir, revogar, colocar fora de uso. 5. Exterminar inteiramente; Fazer desaparecer; destruir; suprimir. 6. Morrer, acabar.

Extinto [do latim exstinctu] – 1. Pessoa que morreu; morto, finado. 2. Que está acabado; abolido; apagado; exterminado; suprimido.

Exumação [do grego ex- + do latim humus] – Ato ou efeito de exumar.

Exumar [do grego ex- + do latim humus] – 1. Desenterrar, tirar da sepultura. 2. Tirar do esquecimento.

– F –

Fábula [do latim fabula ou fabella,] – 1. Estória de caráter popular ou artístico. 2. Narração breve de cunho imaginário e alegórico, em que tradicionalmente animais protagonizam lições de vida.

Factual [do latim factu + -al] – 1. Relativo a, ou que se fundamenta em fatos. 2. Estudo de fatos. (Variante: fatual).

Faculdade [do latim facultate] – 1. Capacidade ou poder de fazer alguma coisa. 2. Aptidão inata; disposição, tendência, talento, dom. 3. Liberdade de ação, consentimento, licença, permissão. 3. Direito, privilégio. 4. Escola de nível superior.

Falange [do grego phálagx, pelo latim phalange] – Conjunto de Espíritos sob a mesma direção e com idênticos objetivos.

Falso [do latim falsu] – 1. Contrário à realidade. 2. Fictício, enganoso, infundado, inexato.

Fanático [do latim fanaticu] – 1. Aquele que se julga iluminado, inspirado por uma divindade. 2. Intolerante ideológico ou religioso.

Fatal [do latim fatale] – 1. Que tem de ser; determinado; irrevogável, inevitável. 2. Final, improrrogável. 3. Desastroso, nocivo; funesto, mortal, letal.

Fatalidade [do latim fatalitate] – 1. Que tem de ser, irrevogável, inevitável; destino. 2. Desgraça; sucesso ruinoso. 3. Para o Espiritismo, a única fatalidade da vida material é a morte biológica, com a conseqüente desencarnação do Espírito. Ver: Livre-arbítrio.

Fatalismo [do latim fatale + -ismo] – Corrente filosófica segundo a qual as coisas estão predeterminadas e se produzirão, apesar do esforço contrário da inteligência e da vontade. Observação: o Espiritismo não se vincula a tal modo de ver e interpretar os fatos da vida. Ver: Livre-arbítrio.

Fato [do latim factu] – 1. Ação; coisa feita; acontecimento. 2. Aquilo que é real; evidente.

[do latim fide] – 1. Crença religiosa. 2. Atitude mental que consiste em crer, implicando habitualmente em compromisso prático. 3. Convicção; crédito na existência de certo fato. 4. Asseveração de algum fato. 5. Para a Doutrina Espírita, a fé precisa ser atitude racional, lógica, de acreditar porque compreende.

Felonia [do francês félonie] – 1. Deslealdade; traição. 2. Crueldade; ferocidade.

Fenômeno [do latim phaenomenon] – 1. Tudo o que impressiona os sentidos humanos ou a consciência. 2. Prodígio; aquilo que é raro e surpreendente. 3. Tudo o que possua característica de anormal ou de extraordinário.

Ferrenho [do latim ferrignu] – Duro; que não cede; inflexível; intransigente.

Fetichismo – Culto a certos objetos inanimados, com a crença de que os espíritos a eles se ligam, passando a representá-los. Ver: Amuleto; Talismã.

Ficção [do latim fictione] – 1. Ato ou efeito de simular, fingir, mentir. 2. Imaginário, fantasia, invenção, criação. 3. Narrativa que inventa; termo usado geralmente como sinônimo de prosa.

Ficha cármica – Onde se registra na Espiritualidade a contabilidade das ações de cada Espírito, com os seus créditos e débitos existenciais. O mesmo que registro(s) akásico(s).

Filiação [do latim filiatione] – 1. Ato ou efeito de filiar. 2. Designação dos pais de alguém. 3. Ascendência de superior para inferior. 4. Origem; procedência.

Filosofia [do latim philosophia] – Estudo que, tomando o homem como o centro de suas cogitações, busca a compreensão da realidade, procurando apreendê-la na sua totalidade, da essência e natureza das coisas, dos valores e princípios da existência, à conduta e ao destino humano.

Finalismo [do latim finale + -ismo] – Doutrina filosófica que sustenta que, na natureza, nada se faz em vão, que todo o ser tem um fim.

Fio prateado – O mesmo que cordão fluídico.

Firmar [do latim firmare] – 1. Tornar firme; fixar; estabilizar. 2. Abonar, afiançar. 3. Sancionar; assinar; confirmar; ratificar. 4. Assentar com segurança; apoiar; suster; amparar. 5. Combinar, estabelecer, pactuar. 6. Inscrever; gravar. 7. Basear, fundamentar.

Fixação mental – Obsessão de si mesmo, auto-obsessão.

Fluídico [do latim fluid(u) + -ico] – 1. Relativo ou semelhante a fluido. 2. Etérico ou imponderável. Ver: Fluido.

Fluido [do latim fluidu] – 1. Fluídico. 2. Diz-se das substâncias líquidas ou gasosas. 3. Que corre ou se expande à maneira de um líquido ou gás. 4. As emanações energéticas ou alterações do Fluido Universal, trabalhadas em um processo orgânico ou perispiritual. Ver: Eflúvio, Fluídico, Fluido universal, Fluido vital.

Fluido cósmico – Ver: Fluido universal.

Fluido cósmico universal – Elemento primário na formação de toda a matéria, é dele que são derivados todos os elementos conhecidos. O mesmo que fluido universal.

Fluido universal – 1. Plasma divino, hausto do Criador, elemento primordial em que vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres. 2. É o princípio material do universo, do qual se derivam todas as coisas materiais mediante alterações e combinações ainda insondáveis. 3. As matérias derivadas do fluido universal apresentam-se nos estados sólido, líquido, gasoso e no estado fluídico propriamente dito, também chamado de fluido espiritual, tanto que, enquanto os três primeiros podem ser manipulados pela mão do homem, o último é sensível ao poder do pensamento e da vontade dos Espíritos.

Fluido vital – Princípio orgânico extraído do fluido universal, com a propriedade de animar todos os seres vivos, e que retorna ao depósito da natureza quando do processo de morte biológica.

Fluidoterapia [do latim e do grego, respectivamente: fluidu + therapeía] – É o tratamento feito com fluidos: passes, irradiação, água magnetizada.

Fobia [da raiz grega phob < phobéomai + -ia] – 1. Designação dada às diversas espécies de medo mórbido. 2. Aversão, horror instintivo e irreprimível a alguma coisa.

Folclore [do inglês folk-lore] – Conhecimento do povo, saber popular; tradições e crenças expressas em provérbios, contos, canções, lendas e costumes.

Força [do latim fortia]- 1. Energia física ou moral. 2. Esforço necessário para fazer alguma coisa. 3. Intensidade, veemência. 4. Impulso, incitamento. 5. Todo agente capaz de alterar o estado de repouso ou de movimento de um corpo.

Formas-pensamento – São as idéias projetadas pela mente humana e materializadas no mundo espiritual, construções substanciais na esfera da alma que se mantêm pela força de sustentação de nossos pensamentos. Ver: Ideoplastia e Imagens-molde. formulação de conceitos e de relacionamentos lógicos.

Fratricida [do latim fratricida] – Relativo a guerras civis. Quem assassina irmão ou irmã.

Frívolo [do latim frivolu] – 1. Sem importância, insignificante, 2. Fútil, leviano.

Fútil [do latim futile] – 1. Que tem pouco ou nenhum valor; insignificante. 2. Frívolo; vão.

– G –

Galhofa [do espanhol gallofa] – Gracejo, risada, brincadeira, zombaria.

Galhofeiro [do espanhol gallofa + -eiro] – Dado à galhofa; gracejador, brincalhão, zombeteiro.

Gazofilácio [do latim gazophilaciu] – Lugar no templo dos judeus, onde se guardavam os vasos e recolhiam as oferendas.

Gênese [do grego génesis, pelo latim genese] – Formação dos seres, desde sua origem; geração; criação. 2. Constituição, formação.

Gênio [do latim genius, formado do grego géinô] – 1. Homem capaz de criar ou de inventar coisas extraordinárias. 2. Na linguagem espírita, é sinônimo de Espírito. Diz-se indiferentemente: Espírito familiar e gênio familiar, bom ou mau Espírito, bom ou mau gênio.

Geocentrismo [do grego gê (o) + kentrón + -ismo] – Sistema elaborado por Ptolomeu, que apresentava a Terra como o centro do Universo.

Germe [do latim germen] – 1Estado primitivo e rudimentar de um novo ser; embrião. 2. Causa; origem; princípio.

Glutão [do latim glutone] – Aquele que tem avidez por comida; que come muito.

Glutonaria [do latim gluton (e) + -aria] – Qualidade de glutão, voracidade por comida.

Gnomo [do grego gnómon] – Gênio inteligente, que se supõe habitar o interior da Terra. Pelas qualidades que lhe são atribuídas, pertence à ordem dos Espíritos imperfeitos e à classe dos Espíritos levianos.

Gnose [do grego gnosis] – 1. Conhecimento, sabedoria. 2. Conhecimento esotérico e perfeito da Divindade, e que se transmite por tradição e mediante ritos de iniciação.

Gnosticismo – Doutrina filosófico-religiosa surgida nos primeiros séculos da nossa era, que pretendia conciliar todas as religiões, explicando-lhes o sentido mais profundo por meio da gnose.

Gozo [do latim gaudiu] – 1. Ato de gozar; satisfação; prazer. 2. Proveito; utilidade.

Gravidade [do latim gravitate] – 1. Qualidade de grave; que tem risco; que oferece perigo. 2. Intensidade, profundidade. 3. Austeridade, ponderação, sisudez. 4. Força atrativa que solicita para o centro da Terra todos os corpos.

Gravitação [do latim gravitatione] – 1. Ato de gravitar. 2. Força atrativa que se exerce sobre os astros.

Grupo espírita – O mesmo que Centro, Casa ou Sociedade espírita.

Guia [do francês guider > guier] – 1. Aquele que mostra o caminho, cicerone. 2. De acordo com a Doutrina Espírita, é o Espírito ligado a um indivíduo ou a um grupo de pessoas, comprometido com o progresso de seus assistidos, sobre os quais tem maior hierarquia moral e espiritual. Ver: Anjo guardião, Guia Espiritual, Protetor.

Guia Espiritual – Ver Guia.

Guiismo [do francês guier + -ismo] – Viciação de comportamento, só verificada em virtude de estudo doutrinário deficiente dentro das lides espíritas, em que o guia, assim denominado o Espírito protetor ou mentor, é considerado competente para tudo orientar e ensinar, nada se fazendo sem consultá-lo.

Guru [do hindu guru] – 1. Na Índia, mestra da vida interior. 2. Por extensão, guia ou líder espiritual que congrega seguidores.

– H –

Habitabilidade [do latim habitabile] – Qualidade do que é habitável, próprio para habitação.

Halo [do grego halós, pelo latim halos] – Círculo energético brilhante e/ou colorido; auréola; coroa luminosa.

Harmonia [do latim harmonia] – 1. Disposição regular, justa e equilibrada entre as partes de um todo. 2. Concordância de sentimentos entre pessoas; paz; amizade. 3. Ordem; proporção; coerência; conformidade; simetria.

Haurir [do latim haurire] – 1. Tirar para fora de lugar profundo. 2. Esvaziar; esgotar, consumir. 3. Aspirar, beber, sorver.

Hebreu [do grego hebraîos, pelo latim hebraeu] – 1. Indivíduos de raça hebraica. 2. Nome primitivo do povo semita, do qual descendem os judeus da atualidade. 3. Língua oficial de Israel – Hebraico.

Heliocêntrico [do grego hélios + kentrón + -ico] – Que tem o sol como centro – referente ao sistema de coordenadas dos planetas.

Herege [do latim haereticu] – 1. Que defende doutrina contrária à estabelecida pela Igreja tradicional. 2. Ateu; incrédulo.

Heresia [do grego hairesis] – 1. Doutrina contrária ao que foi definido pela Igreja tradicional em matéria de fé. 2. Inexiste no Espiritismo, porque o espírita, exercitando a fé raciocinada, elide a sua possibilidade.

Hermeneuta [do grego hermeneutés] – Especialista em hermenêutica.

Hermenêutica [do grego hermeneutikós] – Interpretação do sentido das palavras.

Hierarquia [do grego hierarchía] – 1. Governo, poder. Ordem e subordinação em qualquer corporação. 2. Graduação da autoridade, com classificação em classes. 3. Para a Doutrina dos Espíritos, a legítima autoridade tem base intelecto-moral.

Hierofante [do grego hierophántes, pelo latim hierophante] – 1. Sacerdote na antiga Grécia e o grão-pontífice na antiga Roma. 2. Adivinho, cultor de ciências ocultas.

Hipnofobia [do grego hýpnos + -fob(o) + -ia] – 1. Medo de dormir. 2. Terror ou medo durante o sono.

Hipnófobo [do grego hýpnos + -fob(o)] – Aquele que sofre de Hipnofobia.

Hipnofone [do grego hýpnos + -phoné] – Aquele que fala durante o sono.

Hipnologia [do grego hýpnos + -logo(s) + -ia] – Tratado acerca do sono e seus efeitos.

Hipnose [do grego hýpnos + -ose] – Estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente, e no qual a pessoa mantém-se capaz de atender às sugestões feitas pelo hipnotizador.

Hipnoterapia [do grego hýpnos + therapeía] – Terapia através da hipnose.

Hipnotizar [do francês hypnotiser] – 1. Fazer cair em hipnose. 2. Magnetizar, atrair, encantar, fascinar.

Hipocondria [do grego hypochóndrion, pelo latim hypocondriu] – 1. Enfermidade mental em que há preocupação obsessiva com a própria saúde. 2. Estado mórbido em que a pessoa julga-se com doença imaginária, procurando automedicação geralmente descabida e perigosa.

Hipocrisia [do grego hypokrisía, pelo latim hypocrise + -ia] – 1. Fingimento de qualidades que não possui. 2. Impostura, falsidade; dissimulação. 3. Falsa devoção.

Hipótese [do grego hypóthesis, do latim hypothese] – 1. Suposição de coisas ou fatos, da qual se retira uma conclusão, e que poderá ser posteriormente confirmada direta ou indiretamente. 2. Teoria não demonstrada, mas provável. 3. Proposição que se admite de modo provisório como princípio do qual se pode deduzir um conjunto dado de proposições.

Holocausto [do grego holókauston, pelo latim holocaustu] – 1. Entre os antigos hebreus e outros povos, sacrifício em que se queimava a vítima. 2. Sacrifício, imolação, expiação.

Homem [do latim homine] – Dentre as diferentes espécies de seres corpóreos, a humana foi a escolhida para encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá a superioridade moral e intelectual sobre os outros. Há no homem três coisas: a) o corpo ou ser material análogo aos dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; b) a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; c) o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito. O homem tem assim duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, dos quais tem o instinto; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.

Homeopatia [do grego hómoios, a , on + -pat + -ia] – Sistema terapêutico criado em 1796, por Cristian Fiedrich Samuel Hahnemann (1755/1843), na Alemanha, sendo amplamente divulgado após meados do século passado. No Brasil, a Homeopatia é considerada especialidade médica desde 1980, encontrando um número cada vez maior de adeptos, tanto na população quanto entre profissionais da área da saúde que buscam, através de seu estudo, um aprimoramento profissional. Consiste em tratar os doentes por meio de substâncias ministradas em doses diluídas a ponto de se tornarem, por vezes, infinitesimal, capazes de produzir, em indivíduos sãos, quadros clínicos semelhantes àqueles apresentados por doentes a serem tratados. Essa escola terapêutica adota como lema “Similia similibus curantur” – os semelhantes curam-se pelos semelhantes.

Homossexual [do latim homo + sexu + -al] – 1. Referente à afinidade, à atração de indivíduos do mesmo sexo. 2. Relação afetiva e/ou sexual entre criaturas de sexo idêntico. 3. Para a ciência espírita, o homossexual é criatura que reencarna com inversão da tendência sexual predominante em seu psiquismo, por expiação, prova ou recurso de tarefa missionária, necessitando sempre de muita compreensão, já que precisa saber conter seus impulsos e vencer suas tendências. Conforme o Espiritismo, o Espírito não tem sexo, como entendemos, e sim “poderosa energia criadora, suscetível, como toda força natural, ao uso e ao abuso”, podendo reencarnar na polarização masculina ou feminina, conforme a necessidade de prova que deva suportar.

Humanidade [do latim humanitate] – 1. A natureza humana. 2. O conjunto de todos os homens. 3. Sentimento de clemência, de compaixão, de benevolência.

Humildade [do latim humilitate] – 1. Virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza e que proporciona a consciência das nossas próprias imperfeições. 2. Modéstia, simplicidade. 3. Pobreza. 4. Respeito, reverência.

Humilhação [do latim humiliatione] – 1. Ato ou efeito de humilhar(-se); rebaixamento moral. 2. Submissão; ultraje; vergonha; vexame; afronta.

 

– I –

Ideal [do latim ideale] – 1. Que existe apenas na idéia. 2. Síntese da aspiração de perfeição concebida pelo homem; aquilo a que se quer chegar. 3. Para o Espiritismo, representa a meta de perfeição relativa que o Espírito pode chegar, depurando-se das suas imperfeições através da conquista da sabedoria e da sublimação dos sentimentos.

Idealismo [do latim ideale + -ismo] – Nome genérico dos diversos sistemas filosóficos que reduzem todos os fenômenos e todas as coisas a simples representação das idéias.

Idéia fixa – O mesmo que Monoideísmo e Obsessão.

Identidade [do latim escolástico identitate] – Conjunto de elementos próprios e exclusivos que permite saber quem é ou reconhecer uma pessoa.

Ideoplastia [do grego idéa + plásso ou plátto + -ia] – 1. Modelagem da matéria pelo pensamento. 2. A materialização do pensamento, criando formas que pode ter grande durabilidade.

Idiossincrasia [do grego idiosygkrasía] – Característica que individualiza o ser, a sua maneira peculiar de ver, de sentir e de reagir. O estilo de uma pessoa é o somatório de suas idiossincrasias.

Ignorância [do latim ignorantia] – 1. Estado da mente em que não se formula qualquer juízo acerca de um objeto. 2. Falta de instrução ou de saber. 3. Carência de conhecimento devido.

Igualdade [do latim aequalitate] – 1. Qualidade do que é igual; paridade. 2. Uniformidade; identidade; completa semelhança.

Ilimitado [do latim illimitatu] – 1. Que não tem limites. 2. Indeterminado; indefinido; infinito; imenso.

Iluminado [do latim illuminare]- 1. Aquele que recebe ou tem luz. 2. Indivíduos que se pretendem inspirados, visionários . 3. Denominação inadequada para médiuns que recebem comunicações inteligentes e espontâneas de Espíritos, pois o exercício da mediunidade não é afirmação de desenvolvimento e superioridade espiritual.

Imagens-moldes – O mesmo que Formas-pensamento. Ver: Ideoplastia.

Imantado– Comunicar a algo a propriedade da magnetização, tornar atraente, no sentido de ligações energéticas.

Imaterial [do latim immateriale] – 1. Que não é material. 2. Incorpóreo; impalpável; espiritual. 3. Imenso; infinito.

Imensurável [do latim immensurabile] – Não mensurável; que não se pode medir.

Imo – Aquilo que está no lugar mais fundo, o âmago, o íntimo.

Imparcial [do latim in + partiale] – 1. Que não é parcial; que julga desapaixonadamente. 2. Justo; reto. 3. Eqüitativo; neutro.

Imperfeição [do latim imperfectione] – 1. Qualidade do que é imperfeito; falta de perfeição. 2. Defeito; incorreção; vício.

Imponderável [do latim in + ponderabile] – 1. Que não se pode pesar; que não tem peso. 2. Circunstâncias materiais ou morais imprevisíveis. 3. Que não se pode avaliar. 4. Muito sutil. 5. Fluidos cuja materialidade não pode ser revelada pelos instrumentos conhecidos.

Imprevidência [do latim in + praevidentia] – 1. Falta de previdência. 2. Descuido; desleixo; imprecaução.

Imutável [do latim immutabile] – Que não pode ser mudado; imudável, invariável.

Inatismo [do latim innatu + -ismo] – Corrente filosófica que admite a existência de princípios e idéias inatas, independentes da experiência.

Incoerência [do latim in + cohaerentia] – 1. Falta de coerência; qualidade de incoerente. 2. Discordância; inconseqüência.

Incombustibilidade [do latim in + combustibile + -idade] – Que não é combustível; que não pode arder nem queimar-se.

Inconciliável [do latim inconciliabile] – Que não se pode conciliar; incompatível; inconcordável; inadaptável.

Inconsciente [do latim in + consciente] – 1. Conjunto dos processos e fatos psíquicos que atuam sobre a conduta do indivíduo, mas que escapam ao âmbito da consciência, para a qual não podem ser trazidos por esforço da vontade ou da memória. Podem aflorar, porém, nos sonhos, nos atos falhos, nos estados neuróticos ou psicóticos, ou seja, quando a consciência não está vigilante. 2. O inconsciente profundo seria a memória do Espírito, para alguns localizada no perispírito, onde repousam os registros das experiências das sucessivas encarnações.

Incorporação [do latim incorporatione] – 1. Ato ou efeito de incorporar(-se). 2. O termo incorporação tem sido aplicado inadequadamente à mediunidade psicofônica, pois não há como dois espíritos ocuparem o mesmo corpo. No entanto, alguns teóricos espíritas afirmam que a incorporação se dá quando o Espírito, ainda que sob o controle do médium, tem a liberdade de movimentar por completo o corpo do mesmo, o que seria também chamado de psicopraxia. Ver: Psicofonia.

Incorporar [do latim incorporare] – 1. Dar forma corpórea a. 2. Unir, reunir, juntar em um só corpo ou em um só todo. 3. Entrar, começar a fazer parte, ingressar. 4. Para a ciência espírita, é o ato ou efeito de ingressar o Espírito no campo vibratório do médium, em processo de acoplagem, objetivando sua manifestação.

Incorpóreo [do latim incorporeu] – 1. Desprovido de corpo. 2. Imaterial; intangível; impalpável.

Íncubo [do latim incubu] – 1. Que se deita sobre algo. 2. Segundo velha crença popular, demônio (Espírito) masculino que pelas noites vem copular com uma mulher, perturbando-lhe o sono. Ver súcubo.

Index [do latim index] – 1. Designação dada à lista de publicações cuja leitura era proibida pela Igreja Católica. 2. O Espiritismo, como doutrina de liberdade de pensamento e de fé racional, não admite tal tipo de lista.

Individualidade [do francês indivicdualité] – 1. Conjunto de particularidades que distinguem um indivíduo. 2. Pessoa; personalidade; indivíduo.

Individualizar [do latim individuu + -al + -izar] – 1. Tornar individual. 2. Considerar individualmente; particularizar; especializar.

Indivíduo [do latim individuu] – 1. O que constitui uma unidade distinta, indivisa. 2. Popularmente, uma pessoa qualquer, cujo nome não se quer dizer; sujeito, cidadão. 3. Apessoa com suas particularidades físicas e psíquicas que a tornam única.

Indução [do latim inductione]- 1. Ação de induzir. Operação mental em que dos efeitos remonta-se às causas. 2. Analisando diversos fenômenos particulares, o filósofo induz uma proposição geral. Ver: Método indutivo.

Indulgência [do latim indulgentia] – Clemência; condescendência; misericórdia; tolerância.

Induzir [do latim inducere] – 1. Causar, inspirar, incutir. 2. Inferir, concluir, deduzir. 3. Mover, levar, arrastar. 4. Instigar, sugerir, persuadir. 5. Fazer cair ou incorrer.

Inerente [do latim inhaerente] – Que está por natureza ligado intimamente a alguma coisa ou pessoa; inseparável.

Inexorável [do latim inexorabile] – 1. Que não cede. 2. Implacável; inflexível. 3. Austero; rigoroso; rígido.

Infalível [do latim infallibile] – 1. Que não falha. 2. Inevitável; que vai acontecer. 3. Certo, exato, seguro; que não se engana ou erra.

Infância [do latim infantia] – 1. Período de crescimento e desenvolvimento, no ser humano, que vai do nascimento até a puberdade. 2. Época em que se é criança; meninice, puerícia. 3. Período inicial da reencarnação, em que o Espírito está mais aberto e acessível a novas impressões e conhecimentos que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir todos os encarregados de sua educação.

Infante [do latim infante] – Aquele que está na infância; criança, infantil.

Inferior [do latim inferiore] – 1. Que está abaixo, por baixo ou mais baixo; subalterno. 2. Que vale menos. 3. Que não possui nobreza ou elevação; ordinário, baixo, reles.

Inferioridade [do latim inferiore + -idade] – Estado ou qualidade de inferior.

Inferno [do latim infernu] – 1. Tormento; martírio atroz. 2. Segundo o Catolicismo, é estado ou lugar daqueles que, morrendo em pecado, padecem penas eternas. 3. Para o Espiritismo, é uma alegoria que representa um estado atormentado de alma, mas sempre superável pelo próprio ser, na mesma ou em existências porvindouras.

Ínfimo [do latim infimu] – O mais baixo de todos; que se situa em último lugar; inferior.

Infinito [do latim infinitu] – 1. Que não tem fim, termo ou limite. 2. Inumerável, incontável, incalculável. 3. O espaço e o tempo considerados de forma absoluta. 4. O absoluto; o eterno; Deus.

Infortúnio [do latim infortuniu] – Infelicidade; desgraça; calamidade; desventura.

Infração [do latim infractione] – Ação de infringir. Transgressão; violação de uma lei ou ordem.

Ingratidão [do latim ingratitudine] – Qualidade de ingrato, de não agradecido. Falta de gratidão, de reconhecimento dos benefícios recebidos

Ingrato [do latim ingratu] – Aquele que não é grato; que não tem gratidão; mal-agradecido.

Ininteligível [do latim inintelligibile] – 1. Que não é inteligível; confuso, que não se consegue compreender. 2. Obscuro; misterioso.

Inquiridor [do latim inquiri (re) + -dor] – Que ou aquele que inquire, indaga, pergunta, investiga, pesquisa.

Inquisição [do latim inquisitione] – 1. Inquirição. 2. Antigo tribunal eclesiástico, denominado Tribunal do Santo Ofício, que investigava e punia crimes contra a fé católica.

Insensatez [do latim in + sensat (u) + -ez] – 1. Qualidade de insensato. 2. Loucura; insânia.

Insensato [do latim insensatu] – Aquele que tem falta de senso ou razão; demente, louco.

Insipiente [do latim insipiente] – 1. Não sapiente; ignorante. 2. Insensato; imprudente, sem cautela. 3. Por extensão, o iniciante, neófito.

Insondável [do francês in + sonde + -vel] – 1. Que não é sondável; que se não pode sondar ou cujo limite se não pode encontrar. 2. Incompreensível; inexplicável.

Inspiração [do latim inspiratione] – 1. Ato de introduzir o ar nos pulmões, inspirar. 2. Idéia repentina e espontânea. 3. Qualquer estímulo ao pensamento ou à atividade criadora, sugestão.

Instinto [do latim instinctu] – 1. Tendência natural; aptidão inata. 2. Força de origem biológica, própria do homem e dos animais superiores, que atua de modo inconsciente, espontâneo, automático, independente de aprendizado. 3. Intuição; inspiração. 4. Espécie de inteligência rudimentar que dirige os seres vivos em suas ações, à revelia de sua vontade e no interesse de sua conservação. O instinto torna-se inteligência quando surge a deliberação. Pelo instinto, age-se sem raciocinar; pela inteligência, raciocina-se antes de agir. No homem, confundem-se freqüentemente as idéias instintivas com as idéias intuitivas. Estas últimas são as que ele hauriu, quer no estado de desdobramento, quer nas existências anteriores e das quais ele conserva uma vaga lembrança.

Instruir [do latim instruere] – 1. Transmitir conhecimentos a, ensinar. 2. Habilitar, exercitar, preparar para. 3. Esclarecer, informar, cientificar.

Integral [do latim integru] – 1. Inteiro; completo; total. 2. Que integra; que se junta; que se incorpora.

Intelectualismo [do latim intellectuale + -ismo] – Doutrina filosófica que exalta o predomínio da inteligência sobre a vontade e o sentimento.

Intelectualizar [do latim intellectuale + -izar] – 1. Elevar à categoria de intelectual. 2. Dar forma inteligente.

Inteligência [do latim intelligentia] – 1. Faculdade de conceber, de compreender e raciocinar. 2. Conhecimento profundo. 3. Juízo; raciocínio; abstração. 4. Seria injusto recusar aos animais uma espécie de inteligência e acreditar que eles apenas seguem maquinalmente o impulso cego do instinto. A inteligência deles é sempre limitada à satisfação das necessidades materiais, ao passo que a do homem lhe permite elevar-se acima da condição de humanidade. A linha de demarcação entre os animais e o homem é traçada pelo conhecimento que a este é dado ter do Ser Supremo

Inteligente [do latim intelligente] – 1. Que tem ou revela inteligência; faculdade de aprender e compreender. 2. Esperto; hábil; sagaz.

Interdimensional [do latim inter + -dimensione + -al] – O que se refere às várias dimensões ou planos existenciais; aquilo que ocorre entre dimensões diferentes de vida.

Interesse [do latim interesse] – 1. Aquilo que convém, que importa, seja em que domínio for. 2. Sentimento de zelo, simpatia, preocupação ou curiosidade por alguém ou alguma coisa. 3. Procura de vantagem pessoal, de proveito. 4. Sentimento de cobiça, avidez.

Intuição [do latim intueri + -ção] – 1. Ato de ver, perceber, discernir de forma clara ou imediata. 2. Ato ou capacidade de pressentir. 3. Percepção na sua plenitude de uma verdade que normalmente não se chega por meio da razão ou do conhecimento discursivo ou analítico. Ver: Instinto.

Inumação [do latim inhumare] – Ato de inumar, sepultamento, enterro.

Inumar [do latim inhumare] – Sepultar, enterrar.

Inútil [do latim inutile] – 1. Que não tem utilidade, desnecessário; sem préstimo. 2. Frustrado. 3. Estéril.

Inveja [do latim invidia] – 1. Desgosto ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem. 2. Violento desejo de possuir bem alheio. 3. Cobiça; emulação.

Invocação [do latim invocare] – Ver: Evocação.

Invólucro [do latim involucru] – 1. Tudo que serve para envolver, cobrir ou revestir. 2. Corpo carnal; envoltório

Irradiação [do latim irradiare + -ção] – Transmissão de fluidos espirituais à distância ou passe à distância.

Irreflexão [do latim in + reflexione] – Falta de reflexão; imprudência; impulsividade; precipitação.

Irrefutável [do latim irrefutabile] – O que não se não pode refutar; evidente, irrecusável, incontestável.

Irremissível [do latim irremissibile] – 1. Que não merece perdão; imperdoável, indesculpável. 2. Inevitável, irremediável.

Irrevogável [do latim irrevocabile] – 1. Que se não pode revogar ou anular. 2. Que não permite voltar atrás. Definitivo.

– J –

Jejum [do latim jejunu] – 1. Abstinência total ou parcial de alimentação em dias prescritos por fé religiosa, penitência ou por determinação médica. 2. Situação de quem não se alimenta desde o dia anterior. 3. Em linguagem figurativa, a abstenção ou privação de alguma coisa.

Jejuno [do latim jejunu] – 1. Aquele que está em jejum. 2. O insipiente, o ignorante, aquele que nada sabe sobre determinado assunto ou coisa.

Jesus [do aramaico e do grego Iesus] – Na visão dos Espíritos nobres, o ser mais perfeito que Deus ofereceu aos homens para lhes servir de modelo e guia.

Judeu [do latim judaeu] – 1. Relativo à Judéia ou aos seus habitantes, ou ainda aos ritos judaicos. 3. O natural da Judéia. 4. O nascido em Israel; israelense ou israelita. 5. O praticante do Judaísmo.

Juízo [do latim judiciu]- 1. Ato de julgar; julgamento. 2. Estabelecimento de uma relação determinada entre dois ou mais termos (sujeito e predicado), podendo assumir o caráter de ser verdadeira ou falsa.

Julgar [do latim judicare] – 1. Decidir como juiz ou árbitro, dizendo o direito. 2. Supor, imaginar, conjeturar. 3. Formar opinião sobre; avaliar. 4. Sentenciar, decidir, condenar.

Justiça [do latim justitia] – 1. Ato de dar a cada um o que por direito lhe é próprio. 2. Faculdade de julgar com fundamento nas leis e na consciência. 3. Magistratura, o conjunto de pessoas a quem é confiado o poder judicial.

Justo [do latim justu] – 1. Que é conforme à justiça, à moral e à razão. 2. Imparcial; íntegro; legítimo; reto. 3. Exato, preciso.

– K –

Kardecismo [kardec + -ismo] – É a obra pessoal daquele que adotou o pseudônimo de Allan Kardec, a sua maneira de entender e teorizar os ensinamentos dos Espíritos da Codificação, diferente de Espiritismo que é a doutrina dos Espíritos, contida nas obras codificadas pelo referido missionário, na qualidade de instrumento encarnado.

– L –

Latência [do latim latente + -ia] – 1. Qualidade ou estado de latente, que permanece escondido, que não se manifesta. 2. Tempo de inatividade entre o estímulo e a resposta por ele provocada.

Latente [ do latim latente] – 1. Escondido, oculto, que não se manifesta. 2. Subentendido. 3. Dissimulado.

Legislação [do latim legislatione] – 1. Conjunto de leis de um Estado ou de um ramo do Direito. 2. A ciência das leis que, conforme a origem, pode ser classificada de humana ou de divina.

Lei [do latim lege] – 1. Norma, preceito, princípio, regra. 2. Em ciência, a proposição geral que enuncia uma relação regular de fenômenos. 3. Obrigação imposta pela consciência e/ou pela sociedade. 4. Lei humana – preceito emanado de autoridade soberana entre os homens, adequado ao contexto social a que se destina e com vigência variada conforme a necessidade a ser regulada. 5. Lei divina ou natural – regramento moral válido para todos, eterno e imutável, que tem Deus por origem, registrado na consciência de cada criatura. As leis morais, divinas ou naturais, conforme relacionadas pela Doutrina Espírita: lei de adoração, lei do trabalho, lei de reprodução, lei de conservação, lei de destruição, lei de sociedade, lei do progresso, lei de igualdade, lei de liberdade, lei de justiça, de amor e de caridade.

Leigo [do grego laikós, pelo latim laicu] – 1. Que ou aquele que não é clerical, que não pertence à hierarquia da Igreja tradicional. 2. Ignorante; desconhecedor.

Letargia [do grego lethargía, pelo latim lethargia] – 1. Perda temporária da sensibilidade e do movimento. 2. Estado patológico que se confunde com a morte aparente ou clínica, em vista da rigidez e da frigidez corporal, da insensibilidade, do dilatamento de pupilas, enfim, de quase todas as características da morte biológica. Ver: Catalepsia.

Letárgico [do latim letharg (ia) + -ico] – 1. Relativo a letargia. 2. Que sofre de letargia.

Leviandade [do espanhol levian (o) + -dade] – Conduta, caráter de leviano; irreflexão, Imprudência.

Leviano [do espanhol leviano] – 1. Leve; que tem pouco peso; que exige pouco esforço. 2. Pessoa que age com pouco senso. 3. Precipitado; irrefletido; imprudente; inconstante. 3. Em Espiritismo, Espírito atrasado, pertencente a uma das classes dos imperfeitos.

Levitação [do latim levitu] – Ato ou efeito de erguer objetos ou pessoas acima do solo, sem esforço corporal.

Liberdade [do latim libertate] – Faculdade da pessoa decidir ou agir segundo sua vontade. 2. Condição de fazer tudo o que não contrariar as leis da sociedade. 3. Autonomia, independência. 4. Confiança, intimidade.

Libido [do latim libido] – 1. Instinto ou desejo sexual. 2. Conceito freudiano (Segismundo Freud, 1856-1940) denotando a energia gerada pelos impulsos sexuais, força ativa e criativa do ser humano.

Licantropia [do grego lykanthropía] – 1. Doença mental em que o enfermo se julga transformado em lobo. 2. Metamorfose perispirítica, processada através de indução hipnótica, do desencarnado inferiorizado em suas culpas, que ganha a forma e passa a agir como um lobo. Espécie de Zoantropia.

Licantropo [do grego lykaánthropos] – 1. Alienado que sofre de licantropia.. 2. Por extensão, Lobisomen.

Liturgia [do grego leitourgía] – Complexo das cerimônias eclesiásticas de um culto; rito.

Livre-arbítrio [do latim liber + arbitriu] – 1. Faculdade da criatura autodeterminar-se; poder da vontade. 2. Liberdade moral do homem, faculdade que ele tem de se guiar pela sua vontade na realização de seus atos. Os Espíritos ensinam que a alteração das faculdades mentais, por uma causa acidental ou natural, é o único caso em que o homem fica privado de seu livre-arbítrio. Fora disso, é sempre senhor de fazer ou de não fazer. Ver: Fatalidade.

Lobisomem [do latim lupus homo] – 1. Pela crendice popular, o homem que se transforma em lobo nas noites de lua cheia, vagando pelas estradas e assustando as pessoas. 2. Igual a licantropo, ou seja, aquele que sofre de licantropia.

Lógica [do grego logiké, pelo latim logica] – 1. Conjunto de estudos que objetivam determinar os processos intelectuais que são condição geral do conhecimento verdadeiro, conforme o entendimento clássico, aristotélico-tomista, 2. Sistema de idéias que visa expressar em linguagem matemática as estruturas e operações do pensamento, com a finalidade de criar uma linguagem rigorosa, adequada ao pensamento científico, segundo concebe a tradição empirístico-positivista. 3. Encadeamento regular ou coerente das idéias e das coisas.

Luminar [do latim luminare] – Que dá ou reflete luz. Pessoa notável; preeminente.

Luto [do latim luctu] – 1. Sentimento de pesar ou de dor pela morte de alguém. 2. A exteriorização do referido sentimento ou o tempo de sua duração. 3. Consternação, tristeza.

Luxúria [do latim luxuria] – 1. Sensualidade; lascívia. 2. Dissolução, libertinagem.

– M –

Maçonaria [do francês maçonnerie]- Sociedade parcialmente secreta, cujo sistema filosófico se consagra à edificação moral da sociedade, à fraternidade e à filantropia, e cujos ritos e símbolos derivam em grande parte de cultos e doutrinas da antigüidade.

Macrocosmo [do grego makrós + kósmos] – Universo. O mundo das coisas grandes, das galáxias, em oposição ao das coisas pequenas, o microcosmo atômico.

Mácula [do latim macula] – 1. Mancha; nódoa. 2. Desonra; infâmia.

Macumba [do quimbundo ma’kûba] – 1. Sincretismo religioso afro-brasileiro, derivado do candomblé, que recebeu influências de religiões africanas, de religiões indígenas brasileiras e do Catolicismo. 2. O ritual correspondente a esse sincretismo. 3. Por derivação, magia negra. 5. Por ignorância ou má intenção, adversários gratuitos muitas vezes tentaram associar o Espiritismo a esse sincretismo, os quais, por evidente, nada têm em comum, a não ser o contato mediúnico com Espíritos desencarnados.

Macumbeiro [do quimbundo ma’kûba + -eiro] – Partidário ou praticante da macumba.

Magia [do latim magia] – Ciência e arte que pretende atuar sobre a natureza, empregando conscientemente poderes invisíveis, para obter resultados visíveis, mesmo contrários às suas leis.

Magnético [do francês magnétique] – 1. Relativo ao magneto ou ímã, ou ao magnetismo. 2. Propriedade que alguns corpos apresentam de atrair e reter outros. 3. Que exerce forte atração ou profunda influência.

Magnetismo [do francês magnétisme] – 1. É o processo pelo qual o homem, emitindo energia do seu perispírito, age sobre outro homem, bem como sobre todos os corpos animados ou inanimados. 2. O magnetismo, chamado também de magnetismo animal, pode ser assim definido: ação recíproca de dois seres vivos por intermédio de um agente especial chamado fluido magnético. Ver: Passe.

Magnetização [do francês magnétis(er) + -ação] – 1. Ato ou efeito de magnetizar. 2. Processo pelo qual se magnetiza um corpo, imantação. 3. O passe magnético, pela imposição das mãos do magnetizador.

Magnetizador [do francês magnétis(er) + -ador] – Aquele ou que magnetiza; magnetizante; passista.

Magnetizar [do francês magnétiser] – 1. Transferir o magnetismo. 2. Atrair, fascinar. 3. Dominar, influenciar a vontade de alguém.

Maiêutica [do grego maieutikós] – Processo dialético e pedagógico, inicialmente usado por Sócrates, em que se multiplicam as perguntas a fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito geral do objetivo em questão.

Mal [do latim malu] – 1. Ausência ou privação do bem devido, do bem que deveria existir e não existe. 2. Aquilo que se opõe ao bem, à virtude, à probidade, à honra. 3. Atransgressão às leis divinas e os seus efeitos.

Maldade [do latim malitate] – Qualidade de mau. Ação má ou ruim. Iniquidade; perversidade; crueldade.

Maldizente [do latim maledicente] – Que ou quem fala mal dos outros; maledicente.

Maldizer [do latim maledicere] – Dizer mal; praguejar; imprecar; blasfemar. Ver: Maledicência.

Maledicência [do latim maledicentia] – 1. Ação de maldizer; falar mal de alguém. 2. Maldizente, detração, difamação, murmúrio. Ver: Maldizer.

Maledicente [do latim maledicente] – O mesmo que maldizente.

Malícia [do latim malitia] – 1. Propensão para o mal. 2. Dissimulação; astúcia; manha. 3. Mordacidade, marotice.

Manancial [de manante] – 1. Que mana ou corre abundantemente e sem cessar. 2. Nascente de água; fonte. 3. Origem, princípio.

Manifestação [do latim manifestatione] – 1. Ato ou efeito de manifestar. Demonstração expressa, pública e coletivamente, de sentimentos e idéias. 2. Ato pelo qual o Espírito revela a sua presença. As manifestações podem ser: ocultas – não ostensivas, quando o Espírito age sobre o pensamento; patentes – quando apreciáveis pelos sentidos; físicas – quando se traduzem por fenômenos materiais, tais como ruídos, movimento e deslocamento de objetos; inteligentes – quando revelam um pensamento; espontâneas – independentes da vontade e ocorrem sem que nenhum Espírito seja chamado; provocadas – efeitos da vontade, do desejo ou de uma evocação determinada; aparentes – quando o Espírito se faz visível. Ver: Aparição.

Maravilha [do latim mirabilia] – 1. Ato ou fato fora do comum; assombroso; admirável; extraordinário; prodigioso; sobrenatural. 2. Beleza, encanto, fascínio, primor.

Maravilhoso [do latim mirabili (a) + -oso] – O que maravilha.

Matéria [do latim materia] – 1. Qualquer substância sólida, líquida, gasosa ou radiante existente em nosso mundo físico. 2. Laço que prende o Espírito; agente, intermediário, com o auxílio do qual e sobre o qual atua o Espírito.

Material [do latim materiale] – Respeitante ou pertencente à matéria. Constituído por matéria. Que se opõem a espiritual, que se refere apenas ao corpo. Pesado, maciço, grosseiro.

Materialismo [do latim materiale + -ismo] – 1. Sistema dos que sustentam que tudo é matéria no homem e que, assim, nada sobrevive nele após a destruição do corpo. O materialismo que se baseia apenas na negação, não pode fazer face à evidência dos fatos. 2. Caracteriza falta de elevação espiritual.

Materialização [do latim material(e) + iz + ação] – 1. Ato ou efeito de materializar. 2. Propriedade do perispírito de se tornar visível e tangível. Ver: Ectoplasmia e Estereológica.

Materializar [do latim material (e) + -iz + ar] – 1. Tornar material. 2. Atribuir qualidades da matéria a alguma coisa ou a alguém. 3. Adensar, reconvertendo valores fluídicos, tangibilizar e tornar visível objeto antes invisível e intangível ou Espírito.

Matriz [do latim matrice] – Que dá origem; molde, base, fonte.

Medianímico [do latim mediu + anima + -ico] – Qualidade do poder dos médiuns; faculdade de intermediário através dos recursos de sua própria alma.

Medianimidade [do latim mediu + anima + -idade]- Faculdade dos médiuns; sinônimo de mediunidade. Essas duas palavras, amiúde, são empregadas indiferentemente. Querendo fazer uma distinção, poder-se-ia dizer que mediunidade tem um sentido mais amplo; medianimidade, um sentido mais restrito. Ver: mediunidade.

Médium [do latim medium] – 1. Pessoa acessível à influência dos Espíritos, e mais ou menos dotada da faculdade de receber e transmitir suas comunicações. Para os Espíritos, o médium é um intermediário, um instrumento segundo a natureza ou o grau da faculdade mediúnica. Esta faculdade depende de uma disposição orgânica especial, suscetível de desenvolvimento. 2. Há uma diversidade de médiuns: falantes (psicofonia), escreventes (psicografia), videntes, audientes, curadores, etc..

Mediunato [do latim medium + actu]- Nome criado pelos Espíritos, para significar a missão providencial dos médiuns, a ação mediúnica que eles desenvolvem durante a reencarnação.

Mediunidade [do latim medium + -idade] – Faculdade que a quase totalidade das pessoas possuem, umas mais outras menos, de sentirem a influência ou ensejarem a comunicação dos Espíritos, tanto que Allan Kardec afirma serem raros os que não possuem rudimentos de mediunidade. Em alguns, essa faculdade é ostensiva e necessita ser disciplinada, educada; em outros, permanece latente, podendo manifestar-se episódica e eventualmente. Ver: medianimidade.

Mediunismo [do latim medium + -ismo] – Prática indevida da mediunidade, distante do conhecimento do seu mecanismo e das regras de segurança aconselhadas pelo Espiritismo.

Melindre [do espanhol melindre] – 1. Delicadeza de trato, amabilidade. 2. Pudor. 3. Afetação. 4. Facilidade de ofender-se, suscetibilidade.

Memória extracerebral – 1. Designação dada pelo pesquisador indiano Hamendras Nat Banerjee para as lembranças espontâneas de um passado pelo qual a criatura não registra vivência na presente vida. 2. A memória que extrapola as possibilidades do cérebro físico.

Mérito [do latim meritu] – Merecimento; valor moral ou intelectual.

Meritório [do latim meritoriu] – Louvável; que merece prêmio.

Messias [do hebraico mashiah, pelo latim messias] – 1. Pessoa apontada como escolhida e enviada por Deus para revelar um caminho de redenção às demais criaturas. 2. Líder carismático, pessoa esperada ansiosamente. 3. Jesus é o Messias, considerado o ungido de Deus e modelo e guia da humanidade pelos Espíritos superiores.

Mestre [do latim magister, pelo espanhol maestre e pelo francês arcaico meestre] – 1. Pessoa que ensina; professor, perito versado em uma ciência ou arte. 2. Homem de saber; aquele que se mostra superior em alguma coisa. 3. O único título que Jesus aceitou ostentar em sua jornada de ensino.

Metabolismo [do grego metabolé + -ismo] – 1. Conjunto de transformações químicas. 2. Conjunto de mecanismos químicos necessários às estruturas celulares do organismo corporal e também à produção da energia indispensável às reações bioquímicas e demais manifestações da vida.

Metabolizar [do grego metabol (é) + iz + -ar] – Realizar o metabolismo de.

Metafísica [do grego metà tà physikà] – 1. Segundo o conceito aristotélico, é o estudo do ser enquanto ser, especulando os primeiros princípios e as causas primeiras. 2. Transcendência.

Metafísico [do grego metà tà physikà] – Relativo ou pertencente à metafísica; transcendente.

Metempsicose [do grego metempsychosis, pelo latim metempsychose] – 1. Transmigração da alma de um corpo para outro. 2. Doutrina filosófica de origem indiana, transportada para o Egito, de onde mais tarde Pitágoras a importou para a Grécia. Ensinava ser possível uma mesma alma, depois de um período mais ou menos longo no mundo dos mortos, voltar a animar outros corpos de homens ou de animais, até que transcorra o tempo de sua purificação e possa retornar à fonte da vida. Como se constata, há uma diferença capital entre a metempsicose e a doutrina da reencarnação: em primeiro lugar, a metempsicose admite a transmigração da alma para o corpo de animais, o que seria uma degradação; em segundo lugar, esta transmigração não se operaria senão na Terra. Os Espíritos lecionam o contrário, que a reencarnação é um mecanismo de progresso constante, sem retrocesso, que o homem é um ser cuja alma nada tem de comum com a dos animais, que as diferentes existências podem realizar-se, quer na Terra, quer, por uma lei progressiva, em mundos de ordem superior, até que se torne Espírito purificado.

Método [do grego méthodos] – 1. A forma de atingir um objetivo, caminho para alcançar um fim. 2. Programa que regula previamente determinadas operações, para atingir ao fim especificado. 3. Processo ou técnica de ensino. 4. Modo de proceder, meio ou maneira de agir.

Método experimental – Processo pelo qual se experimenta algo, coloca-se à prova através da observação, repetição e comparação dos fatos, chegando assim a conclusões. Foi o adotado por Allan Kardec para com os fatos e os fenômenos espíritas.

Método indutivo – Processo racional, através do qual se estabelece lei geral mediante a observação de casos particulares. Método também usado pelo Codificador da Doutrina Espírita, em que, pela observação dos efeitos, remontou-se às causas.

Microcosmo [do grego mikrókosmos, pelo latim microcosmu] – Mundo pequeno; universo atômico ou subatômico; área reduzida.

Microfotografia [do grego mikrós + photós + gráph (o) + ia] – 1. Processo de obtenção de fotografia reduzida em suas dimensões. 2. A fotografia obtida pelo referido processo.

Milagre [do latim miraculu] – 1. Algo espantoso, admirável, que causa surpresa. 2. Prodígio, maravilha. 3. Acontecimento inexplicável pelas leis naturais, extraordinário.4. A ciência espírita, revelando as leis que regem os fenômenos antes inexplicáveis, dá explicação adequada ao que anteriormente se denominava milagre.

Missão [do latim missione] – 1. Estabelecimento, instituição de missionários. 2. Ofício, ministério. 3. Incumbência; compromisso; obrigação; encargo; dever a cumprir.

Missionário [do francês missionaire] – 1. Propagandista, defensor de uma idéia. 2. Aquele que missiona, que prega a fé, evangeliza.

Mistério [do grego mystérion] – 1. Conceito antigo: conjunto de doutrinas e cerimônias religiosas que só eram conhecidas e praticadas pelos iniciados; culto secreto. 2. Objeto de fé ou dogma religioso que é impenetrável à razão humana. 3. Tudo aquilo que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender.

Mística [do latim mysticu] – 1. Vida religiosa e contemplativa 2. Atitude baseada em crença ardorosa, sem racionalidade.

Misticismo [do grego mystikós, pelo latim mysticu + -ismo] – 1. Crença ou doutrina dos místicos. 2. Disposição para crer no sobrenatural, no que não tem embasamento na realidade. 3. Crença religiosa ou filosófica que admite comunicação oculta entre o homem e a divindade. 4. A Doutrina Espírita não tem familiaridade alguma com o misticismo e nem abona sua prática.

Místico [do grego mystikós, pelo latim mysticu] – 1. Misterioso e espiritualmente alegórico ou figurado. 2. Relativo à vida espiritual contemplativa. 3. Devoto, religioso, contemplativo, piedoso.

Mistificação [do francês mystifier] – 1. Ato ou efeito de mistificar. 2. Logro; burla; engano. 3. Espíritos mistificadores mostram-se normalmente de forma enganadora, podendo usar identidade usurpada e discorrer até sobre o que não sabem, aproveitando-se da boa fé ou da ignorância dos que os recebem.

Mistificar [do francês mystifier] – Abusar da credulidade de; enganar, iludir, burlar, lograr, embaraçar.

Mito [do grego mythos, pelo latim mythu] – 1. Fato ou personagem real representado de forma exagerada pela imaginação popular e pela tradição. 2. Idéia que não tem correspondência com a realidade; coisa fantasiosa, irreal, utópica. 3. Idéia ou doutrina exposta de forma imaginativa simbolizando e sugerindo a verdade que se quer transmitir.

Mitologia [do grego mythología] – 1. Estudo do conteúdo, origem, influência e trajetória dos mitos. 2. História fabulosa das divindades pagãs. Compreende-se igualmente sob este nome a história de todos os seres extra-humanos que, sob diversas denominações, sucederam aos deuses pagãos da Idade Média; é assim que temos a mitologia escandinava, teutônica, céltica, escocesa, irlandesa, etc..

Mnemônico [do grego mnemonikós] – 1. Referente à memória; mnêmico. 2. Fácil de reter na memória. 3. Que auxilia a memória.

Modelo organizador biológico (MOB) – Definição dada pelo cientista espírita Hernani Guimarães Andrade para o perispírito, porque o mesmo serve de molde, esboço e forma para o corpo físico.

Moldagem [do espanhol molde + do latim -agem] – 1. Processo de fazer molde. 2. O resultado do molde. 3. Os objetos materializados através de molde ectoplásmico, nas sessões de ectoplasmia ou de materialização.

Molde [do espanhol molde] – Modelo ou matriz pela qual se talha ou se forma uma reprodução.

Mônada [do latim monada] – 1. Organismo simples, que se pode tomar por unidade orgânica. 2. Elemento simples e indivisível, que se constitui forma viva primária.

Monismo [do grego mónos + -ismo]- Doutrina filosófica segundo a qual o conjunto das coisas pode ser reduzido à unidade, quer do ponto de vista da sua substância, quer do ponto de vista das leis pelas quais o universo se ordena.

Monoideísmo [do grego móno(s) + -idéa + -ismo] – Estado em que o psiquismo se acha dominado por uma idéia central; fixação em uma única idéia. Ver: Obsessão.

Monoteísmo [do grego mónos + theós + -ísmo] – Sistema ou doutrina daqueles que admitem a existência de um único Deus.

Moral [do latim morale] – 1. Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. 2. Sistema de idéias que tem por finalidade orientar o uso da liberdade pessoal mediante a distinção entre o bem e mal, de modo que a conduta não acarrete sofrimentos.

Mordaz [do latim mordace] – Satírico; maledicente.

Morfologia [do grego morphé + log(o) + -ia] – 1. Estudo dos aspectos da palavra. 2. Estudo das formas materiais. 3. Aspecto externo, formal, que a matéria pode tomar.

Morte [do latim morte] – 1. Fim da existência; termo da vida. 2. Aniquilamento das forças vitais do corpo pelo esgotamento dos órgãos. Com o corpo privado do princípio da vida orgânica, a alma se desprende dele e reingressa no mundo dos Espíritos. Etimologicamente, morte significa “cessação completa da vida do homem, do animal, do vegetal”. Genericamente, no entanto, a morte é transformação. Do ponto de vista espiritual, morrer nem sempre é desencarnar, isto é, liberar-se da matéria e das suas implicações. A desencarnação é fenômeno de abandono do corpo somático por parte do Espírito que, por sua vez, se desencanta dos condicionamentos e atavismos materiais, facultando a si mesmo plenitude de ação e de consciência. Assim, a morte é fenômeno biológico, término natural da etapa física, que dá início a novo estado de transformação molecular; a desencarnação, de outra parte, ocorre depois do processo da morte orgânica, diferindo em tempo e circunstância, de indivíduo para indivíduo, podendo ser rápida, logo após a morte, ou se alongar em estado de perturbação, conforme as disposições psíquicas e emocionais do ser espiritual. Enfim, a morte é apenas a destruição do envoltório corporal, que a alma abandona, como faz a borboleta com a crisálida, conservando porém seu corpo fluídico ou perispírito. Ver: Desencarnação.

Movimento Espírita – O Movimento Espírita é o conjunto das atividades que têm por objetivo colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviço de toda a Humanidade, através do seu estudo, da sua prática e da sua divulgação.

Mundo corporal – Conjunto de seres inteligentes que têm um corpo material.

Mundo dos Espíritos – O mesmo que mundo espiritual ou mundo espírita.

Mundo espírita – Conjunto de seres inteligentes despidos de seu invólucro corpóreo. O mundo espiritual é o mundo normal, primitivo, preexistente e sobrevivente a tudo. O estado corporal é, para os Espíritos, transitório e passageiro. Ver: Mundo espiritual ou Mundo dos Espíritos.

Mundo espiritual – Designação equivalente a Mundo espírita ou Mundo dos Espíritos.

Mutação [do latim mutatione] – Alteração, mudança, modificação, transformação.

– N –

Nada [do latim nata] – 1. Coisa alguma, nenhuma coisa. 2. A não existência; o que não existe. 3. O que se opõe ao ser.; não-ser.

Narcolepsia [do grego nárke + lepsis] – Desejo incontrolável de dormir ou acessos repentinos de sono que aparecem a intervalos.

Nativo [do latim nativu] – 1. Que nasce; que é natural; congênito. 2. Próprio de lugar onde nasce; peculiar. 3. Não afetado; simples. 4. Diz-se da planta que vegeta espontaneamente.

Natural [do latim naturale] – 1. Que pertence ou se refere à natureza. 2. Produzido pela natureza, ou de acordo com as suas leis. 3. Que não tem a intervenção do homem. 4. Que segue a ordem regular das coisas. 4. Não provocado; inato; verdadeiro.

Natureza [do latim natura] – 1. Tudo o que constitui o universo. 2. Conjunto das leis que presidem à existência das coisas e dos seres. 3. Força ativa que estabelece e conserva a ordem natural de quanto existe. 4. Índole, temperamento, caráter do indivíduo. 5. Essência, qualidade, espécie.

Necromancia [do grego nekros + mantéia] – Arte de evocar as almas dos mortos para obter delas revelações. Por extensão, esta palavra foi aplicada a todos os meios de adivinhação. Ver: Quiromancia e Cartomancia.

Necromante [do grego nekrómantis] – Quem quer que faça profissão da Necromancia, isto é, aquele que diz o futuro.

Necrópole [do grego nekrópolis] – O mesmo que Cemitério.

Negligência [do latim negligentia] – 1. Falta de cuidado; desatenção; menosprezo; incúria; desleixo. 2. Preguiça; indolência.

Neologismo [do latim neo + log(o) + -ismo] – 1. Palavra, frase, expressão antiga ou atual com uso novo, ou com novo sentido. 2. Palavra criada especialmente para uma situação e significado novo.

Neotestamentário [do grego e do latim respectivamente: néos + testamentu + -ario] – Relativo ao Novo Testamento, à mensagem de Jesus. Ver: Testamento.

Neurose [do grego neûron + -ose] – 1. Designação comum a vários distúrbios emocionais e mentais que normalmente não causam comprometimento das funções essenciais da personalidade, com a pessoa mantendo consciência dessa situação.

Neutro [do latim neutru] – 1. Aquele que não toma partido, que não manifesta posicionamento a favor ou contra em qualquer questão. 2. Que é imparcial, que julga sem paixão. 3. Indefinido, indistinto, vago, indeterminado; insensível, indiferente.

Niilismo [do francês nihilisme] – 1. Doutrina que afirma nada existir de absoluto. 2. Rejeição a verdades morais e negação de hierarquia de valores. 3. Prega a destruição das atuais estruturas sociais, para possibilitar o progresso da sociedade. 4. Descrença total. 5. Redução a nada; aniquilamento.

Noctambulismo [do latim noctis + ambulare + -ismo] – Ato de marchar ou passear durante a noite, dormindo; sinônimo de sonambulismo. Esta última palavra é preferível, visto que noctambulismo não implica, de modo algum, a idéia de sono.

Noctâmbulo [do latim noctis+ ambulare] – Aquele que marcha ou passeia durante a noite, dormindo; sinônimo de sonâmbulo. Ver: Noctambulismo, Sonambulismo.

Nomenclatura [do latim nomenclatura] – 1. Conjunto de termos de uso consagrado numa ciência ou arte; terminologia. 2. Lista de nomes; catálogo; relação.

Novo Testamento – Livro sagrado contendo as anotações dos Evangelistas referentes ao ensino e à vida de Jesus Cristo.

– O –

Objeto [do latim objectu] – 1. Tudo o que é percebível por qualquer dos sentidos humanos. 2. Coisa que sirva ao mercado. 3. Causa, motivo. 4. Assunto, matéria. 5. Fim a que se tem em vista; propósito, intento, objetivo.

Óbolo [do grego obolós, para o latim obolu] – 1. Nome de pequena moeda grega. 2. Contribuição ou donativo de pequeno valor, esmola.

Obras básicas – São as que compõem a codificação promovida por Allan Kardec dos ensinos dos Espíritos Superiores, denominada de Espiritismo ou Doutrina dos Espíritos: “O Livro dos Espíritos” (1857), “O Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1868).

Obreiro [do latim operariu] – 1. Aquele que obra; obrador, operário, trabalhador. 2. Quem coopera no desenvolvimento de um empreendimento ou de uma idéia. 3. Aquele que está engajado em tarefa dentro da seara espírita.

Obscuridade [do latim obscuritate] – 1. Estado de obscuro. 2. Falta de luz, de claridade; escuridão; trevas. 3. Vida retirada. 4. Condição ou origem humilde; ausência de fama, de notoriedade. 5. Falta de clareza nas idéias ou na forma de expressá-las.

Obscuro [do latim obscuru] – 1. Falta de luz, escuro. 2. Vago, indistinto. 3. Desconhecido, ignorado. 4. Humilde, simples, pobre. 5. Espírito ainda atrasado quanto ao desenvolvimento moral e/ou intelectual.

Obsedado [do francês obséder + -do]- Aquele que está sofrendo obsessão. Ver: Obsessão, Obsidiado.

Obsedar [do francês obséder] – Ato ou efeito de produzir obsessão. Ver: Obsessão, Obsidiar.

Observância [do latim observantia] – 1. Ato ou efeito de observar. 2. Execução fiel; cumprimento conforme estabelecido; prática; uso.

Obsessão [do latim obsessione] – 1. Idéia fixa e perturbadora. 2. Domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas. Se chegam a dominar, identificam-se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança. 3. É classificada em obsessão simples, fascinação e subjugação.

Obsesso [do latim obsessu] – Importunado, atormentado, perseguido. Sinônimo de Obsidiado. Ver também: Obsessão.

Obsessor [do latim obsessore] – Espírito inferior, agente eventual ou cármico da obsessão, encarnado ou desencarnado que, em ação irrefletida ou premeditada, domina, persegue, assedia ou importuna, em virtude da sintonia moral estabelecida. Sinônimo de Obsidiante. Ver também: Obsessão.

Obsidiado [do latim obsidiare + -do] – Paciente da obsessão, aquele que sofre a influência perniciosa de um Espírito encarnado ou desencarnado. Sinônimo de Obsesso. Ver também: Obsessão.

Obsidiante [do latim obsidiare + -ante] – Aquele que atormenta, persegue, importuna. Sinônimo de Obsessor. Ver: Obsessão.

Obsidiar [do latim obsidiare] – Ato ou efeito de importunar, incomodar, perturbar, molestar. Sinônimo de Obsedar. Ver: Obsessão.

Obstinação [do latim obstinatione] – 1. Firmeza; pertinácia; perseverança; persistência; tenacidade. 2. Teimosia; birra.

Ociosidade [do latim otiositate] – 1. Estado de ocioso, de quem gasta tempo inutilmente. 2. Descanso; lazer; ócio. 3. Preguiça; moleza; indolência.

Ocioso [do latim otiosu] – 1. Pessoa que não tem o que fazer, não trabalha, não tem ocupação, nada faz. 2. Desocupado, inativo, improdutivo, estéril. 3. Desnecessário, inútil, supérfluo.

Ódio [do latim odiu] – 1. Rancor profundo e duradouro que se sente por alguém. 2. Aversão; raiva; antipatia; horror.

Olorização [do latim olore + -iza(r) + -ção] – 1. Tornar cheiroso, perfumado, aromático. 2. Fenômeno paranormal de produção de aromas, de perfumes.

Olvidar [do latim vulgar oblitare] – 1. Perder a memória, não se lembrar. 2. Esquecer.

Onipotente [do latim omnipotente] – 1. Que tudo pode; Todo-poderoso; Deus. 2. Detentor de poder absoluto. 3. Que encerra toda a potência.

Onírico [do grego óneiros > onir (o) + -ico] – Relativo a, ou próprio de sonhos.

Ontologia – Parte da filosofia que trata do ser enquanto ser, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres.

Opinião [do latim opinione] – 1. Modo de ver, de pensar, de deliberar. 2. Parecer, conceito. 3. Assertiva a que se atribui o caráter de verdade ou de falsidade, mas sem a certeza disso.

Opressão [do latim oppressione] – 1. Dificuldade de respirar; sufocação. 2. Estado de quem ou daquilo que se acha oprimido. 3. Tirania. 4. Prostração. 5. Humilhação, vexame.

Opressor [do latim oppressore] – 1. Que oprime ou serve para oprimir; opressivo. 2. Tirano; déspota.

Oprimir [do latim opprimere] – 1. Causar opressão. 2. Carregar; sobrecarregar. 3. Apertar, comprimir. 4. Prostrar, afligir. 5. Tiranizar. 6. Humilhar, vexar.

Oráculo [do latim oraculu] – Segundo as crenças pagãs, respostas dos deuses, através da boca das pitonisas, às questões que lhes eram dirigidas. Por extensão, também pode designar a pessoa que pronunciava a resposta, assim como os diversos meios empregados para conhecer o futuro. A crença nos oráculos teve sua origem nas comunicações dos espíritos que o charlatanismo, a cupidez e o amor do domínio cercaram de prestígio, e que hoje vemos em toda a sua simplicidade.

Orbe [do latim orbe] – 1. Qualquer corpo celeste. 2. Esfera, globo, círculo, redondeza. 4. Área, campo, domínio, setor. 5.. Mundo. 6. Terra, país, nação.

Ordem [do latim ordine] – 1. Posição, classe, categoria a que pertencem pessoas ou coisas num conjunto racionalmente hierarquizado. 2. Disciplina, subordinação. 3. Determinação de autoridade, mandado, prescrição. 4. Disposição regular e metódica. 5. Tranqüilidade pública, quando existe conformidade com as leis.

Orgânico [do grego organikós, pelo latim organicu] – Relativo a órgão, a organização ou a seres organizados.

Órgão [do grego órganon] – 1. Parte do corpo com certa autonomia e uma ou mais funções específicas. 2. Meio; agente intermediário. 3. Cada uma das partes de qualquer aparelho.

Orgia [do grego órgia, pelo latim orgia] – 1. Festividade licenciosa; bacanal. 2. Desordem, confusão, anarquia. 3. Desperdício.

Orgulho [do espanhol orgullo] – 1. Conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor-próprio demasiado 2. Brio, altivez. 3. Presunção, soberba.

Origem [do latim origine] – 1. Primeira causa, princípio determinante. 2. Procedência, origem, nascimento, formação.

Original [do latim originale] – 1. Relativo a origem. 2. Primitivo, originário, nativo, inicial. 3. Que tem caráter próprio; singular. 4. Novo, inédito. 5. Escrito do qual se tiram cópias. 6. Pessoa ou coisa reproduzida ou descrita por meio artístico.

Ortodoxo [do latim orthodoxu]- 1. O que está conforme a doutrina religiosa tida como verdadeira. 2. Conforme com os princípios tradicionais de qualquer doutrina.

Ósculo [do latim osculu] – Beijo; beijo de paz e amizade.

Ostensivo [do latim ostensu + -ivo] – 1. Que se pode ostentar, mostrar. 2. Que está evidente, patente, às claras.

Outorgar [do latim auctoricare] – 1. Consentir, aprovar. 2. Anuir; concordar. 3. Conceder, facultar, permitir. 4. Atribuir, aplicar, reputar, referir. 5. Declarar ou intervir como interessado em escritura pública.

Ovóide [do latim ovu + -óide] – 1. Oval, que tem a forma de ovo. 2. Conforme o Espírito André Luiz, é a morfologia do perispírito transformado, com órgãos perispirituais retraídos por falta de função, de criaturas em fixação monoideísta, fora das noções de espaço e de tempo, as quais se vinculam como parasitas às vítimas de sua obsessão.

Ovoidização [do latim ovu + -óid (e) + iz + -ação]- Ato ou efeito de tomar a forma ovóide. Ver: Ovóide.

– P –

Paciente [do latim patiente] – 1. Resignado, conformado, que aguarda serenamente um resultado. 2. Que faz com paciência, perseverando numa atividade difícil e lenta. 3. Pessoa que padece, doente. 4. Aquele que é objeto da ação praticada por um agente.

Pacífico [do latim pacificu] – 1. Que é aceito ou admitido sem oposição ou discussão. 2. Aquele que promove a paz; sossegado, sereno, manso, tranqüilo.

Paixão [do latim passione] – 1. Sentimento de intensidade tão forte que se sobrepõe à razão; emoção exacerbada. 2. Desejo intenso; atração.

Palingenesia – [do grego palin + genes (e) + -ia] – Renascimentos sucessivos dos mesmos indivíduos. Ver: Reencarnação.

Palpável [do latim palpabile] – 1. Que se pode apalpar, ver, sentir. 2. Evidente, manifesto, notório.

Panteísmo [do grego pantós + teísmo]- 1. Doutrina pela qual só Deus é real e o mundo é um conjunto de manifestações ou emanações. 2. Doutrina de que só o mundo é real, sendo Deus a soma de tudo quanto existe. 3. Para essa doutrina, após a morte biológica, o ser incorpora-se no todo, perdendo a sua individualidade, o que está em confronto com o entendimento espírita, pelo qual todos os seres sobrevivem como individualidades, prosseguindo na dimensão espiritual suas existências após a morte física.

Parácleto [do grego parákletos, pelo latim paracletu] – 1. Designativo aplicado a Cristo. 2. Mentor, protetor, guia, defensor, intercessor. Ver: Paráclito.

Paráclito [do grego parákletos, pelo latim paracletu] – O mesmo que parácleto

Paradigma [do grego parádeigma, pelo latim paradigma] – 1. Modelo, padrão. 2. O que merece ser seguido ou imitado. Por exemplo: Jesus é considerado o melhor modelo e guia moral para a humanidade.

Paraíso [do grego paradeizos] – Termo que designa ‘morada dos bem-aventurados’, no entendimento espírita. Os antigos o colocavam na parte dos Infernos chamada Campos Elíseos. Os povos modernos situam-no nas regiões elevadas do espaço. Esta palavra é sinônimo de Céu, tomado na mesma acepção, com a diferença que à palavra Céu se liga uma idéia de beatitude infinita, ao passo que a palavra paraíso é mais circunscrita e lembra gozos um pouco mais materiais. A ciência já provou que céu e inferno, bem como paraíso, são apenas alegorias, não tendo existência real. A doutrina ensinada pelos Espíritos superiores está de acordo com a ciência.

Parapsicologia – Ciência de investigação que se ocupa dos fenômenos paranormais ou anímicos, tendo o professor Joseph Banks Rhine (1895-1980) e sua esposa Louisa Ella Rhine (1891-1983), fundadores do Laboratório de Parapsicologia, na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, em 1935, os seus grandes expoentes.

Parasitose [do grego parásitos e do latim parasitu + -ose] – O processo de obsessão em que o obsessor faz o papel de parasito e o obsidiado de hospedeiro, com o primeiro sugando os princípios vitais do segundo. Igual a Vampirismo.

Parcial [do latim partiale] – 1. Que participa de um todo; que não é total; que se realiza por partes. 2. Favorável a uma das partes em questão, ato ou empreendimento; partidário; sectário. 3. Que julga ou opina sem isenção.

Parcialidade [do latim partial(e)+ -idade] – 1. Qualidade de parcial. 2. Facção; partido.

Parcialismo [do latim partial (e) + -ismo] – O mesmo que parcialidade.

Partidário [do latim partire + -ario] – 1. Respeitante a partido. 2. Que segue algum partido ou facção. 3. Adepto de uma idéia, uma escola; membro, prosélito.

Passe [do latim passare] – 1. Transfusão de energias psicofísicas alterando o corpo celular. 2. Transmissão de fluidos de uma pessoa, encarnada ou não, a outra, ou a objetos. 3. O passe pode ser: a) magnético, quando são transmitidos apenas os fluidos do agente encarnado; b) misto, quando aos primeiros somam-se os fluidos espirituais, pela força da vontade dos Benfeitores Espirituais, c) espiritual, quando não há a intermediação do passista, com os fluidos dos Espíritos sendo transferidos diretamente.

Passividade [do latim passivitate] – 1. Qualidade de passivo, aquele que sofre ou recebe uma ação ou impressão. 2. Faculdade de receber influência ou comunicação de Espírito, via de regra por psicografia ou por psicofonia. 3. A manifestação espiritual, via mediunidade.

Patologia [do grego páthos + log (o) + -ia] – Parte da medicina que se ocupa das doenças, suas origens, seus sintomas e sua natureza.

Pecado [do latim peccatu] – 1. Transgressão aos preceitos das religiões tradicionais. 2. Culpa, erro, falta. 3. Defeito, vício. 4. Crueldade, maldade. 5. Lástima, pena, tristeza. 6. Transgressão a qualquer preceito ou regra.

Pecar [do latim peccare] – 1. Cometer pecado. 2. Transgredir preceito da Igreja tradicional. 3. Infringir qualquer lei ou regra.

Pedagogia [do grego paidagogía] – Teoria e ciência prática da educação e do ensino.

Pena [do grego poiné, pelo latim poena] – 1. Castigo, punição, expiação. 2. Sanção aplicada em vista de lei. 3. Dor, padecimento, purgação, sofrimento. 4. Compaixão, dó, piedade. 5. Desgosto, mágoa.

Pena de talião – Penalidade estabelecida na época de Moisés, aplicando ao delito o mesmo gravame – “dente por dente, olho por olho…” Aplicação rigorosa e inflexível da lei de causa e efeito, ainda vigente como uma forma de vingança.

Penas eternas – Os Espíritos superiores ensinam que só o bem é eterno, porque é a essência de Deus, e que o mal terá um fim. Por conseqüência deste princípio, combatem a doutrina da eternidade das penas como contrária à idéia que Deus nos dá de sua justiça e de sua bondade.

Penates [do latim penitus, formado de penus] – Deuses domésticos dos antigos, assim chamados porque os colocavam no lugar mais retirado da casa.

Pendor [do latim pend(ere) + -or] – 1. Declive ou aclive; obliqüidade. 2. Tendência; propensão, inclinação.

Penoso [do latim poen (a) + -oso] – 1. Que causa pena, sofrimento, dor. 2. Difícil de fazer ou de suportar. 3. Incômodo, fatigante, árduo.

Pensamento [do latim pensare + mentu] – 1. Ato, efeito ou faculdade de pensar, refletir, meditar. 2. Qualquer ato de espírito ou operação da inteligência. 3. Meio e forma de comunicação dos espíritos. 4. Mente, intelecto, espírito.

Pensar [do latim pensare] – Formar ou combinar no Espírito pensamentos ou idéias, com o poder de conhecer no que consistem as coisas e a relação entre elas.

Pentateuco [do grego pentáteukhos] – 1. Designação dada pelos gregos ao conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia. 2. Espiritismo: conjunto dos cinco livros que constituem a Codificação Espírita.

Penúria [do latim penuria] – 1. Privação ou falta do necessário; escassez. 2. Pobreza extrema, miséria, indigência.

Perceber [do latim percipere] – 1. Conhecer por meio dos sentidos. 2. Compreender, entender, formar idéias. 3. Distinguir, notar. 4. Ver ao longe, divisar, enxergar. 5. Receber pagamento, ordenado, salário.

Percepção [do latim perceptione] – 1. Ato, efeito ou faculdade de perceber. 2. Conhecimento sensorial de objetos, pessoas ou acontecimentos. 3. Ação de conhecer independentemente dos sentidos.

Perecer [do latim vulgar periscere] – 1. Deixar de ser ou de existir; ter fim, acabar, findar. 2. Ser assolado, destruído, devastado. 3. Morrer.

Perecível [do latim vulgar perisc (ere) + -ivel] – 1. Sujeito a perecer. 2. Que pode se estragar; frágil.

Peregrinação [do latim peregrinatione] – 1. Ato de peregrinar; andar, percorrer ou viajar por devoção a lugares longínquos ou santificados; romaria.

Perfectível [do latim perfectu + -ivel] – O que é suscetível de aperfeiçoamento, que pode vir a ser perfeito.

Perfeição [do latim perfectione] – 1. Conjunto de todas as qualidades, a ausência de quaisquer defeitos. 2. Que atingiu o grau máximo em uma escala de valores. 3. Apuro, esmero, maestria, precisão, perícia, primor, requinte.

Perfeito [do latim perfectu] – 1. Que reúne todas qualidades possíveis. 2. Que atingiu o mais alto grau em uma escala de valores; incomparável, único, sem igual. 3. Que corresponde a um modelo, conceito ou padrão considerado ideal; exemplar, modelar. 4. Executado sem defeito; primoroso, impecável. 5. Que não enseja dúvida alguma; cabal; completo; total. 6. Excelente, ótimo, irrepreensível.

Pérfido [do latim perfidu] – Que trai à fé jurada ou à sua própria palavra; desleal, infiel, traidor.

Perisperma [do grego perí + spérma] – Fina membrana envolvente produzida pelo resto não absorvido da nucela – pequena noz, que fica em redor do embrião e do endosperma de uma semente.

Perispírito [do latim peri + spiritus] – 1. Invólucro semimaterial do Espírito . Nos encarnados, serve de laço ou intermediário entre o Espírito e a matéria. É retirado do fluido universal do globo em que o Espírito se acha e trocado ao passar de um a outro mundo, sendo mais ou menos sutil ou grosseiro, conforme sua natureza. 2. É nele que reside a identidade do Espírito, tomando a forma determinada pela vontade do mesmo, tanto que ordinariamente assume a imagem que este tinha em sua última existência corporal. 3. Serve de molde, esboço e forma para o corpo físico. 4. Constitui-se elemento chave de todos os fenômenos mediúnicos. Ver: Modelo organizador biológico.

Pernicioso [do latim perniciosu] – Que é prejudicial, danoso; mau, nocivo, perigoso.

Perpetrar [do latim perpetrare] – Praticar ato condenável; realizar, perfazer.

Perpetuar [do latim perpetuare] – Tornar perpétuo; imortalizar, eternizar, conservar.

Perquirir [do latim perquirere] – Investigar escrupulosa e detalhadamente; pesquisar, indagar, perscrutar.

Perseverança [do latim perseverantia] – Constância; firmeza; pertinácia; persistência.

Perseverar [do latim perseverare] – 1. Manter o mesmo estado de espírito. 2. Conservar-se firme e constante num sentimento ou numa resolução. 3. Continuar; persistir; teimar.

Persistência [do latim persisten (te) + -cia] – Constância; firmeza; perseverança.

Personalidade [do latim personalitate] – 1. Caráter do que é pessoal, pessoalidade. 2. O conjunto de qualidades e características que individualizam uma pessoa. 3. Aquilo que distingue uma pessoa de outra. 4. A organização constituída de todas as características que identificam o Espírito em uma etapa reencarrnatória. Para cada reencarnação do Espírito, como individualidade que é, uma personalidade.

Personalismo [do latim personal (is) + -ismo] – 1. Qualidade do pessoalizar. 2. Conduta centrada na própria personalidade, em que tudo se refere à própria pessoa.

Personificar [do latim persona + facere] – 1. Considerar como pessoa. 2. Atribuir qualidades de pessoa a. 3. Realizar ou representar na figura de uma pessoa. 4. Servir de modelo a. 5. Pessoalizar, personalizar.

Personismo [do latim persona + -ismo] – Fenômeno tido por comunicação mediúnica, mas que é apenas psicológico. Ver: Animismo.

Persuadir [do latim persuadere] – Levar a crer ou a aceitar; determinar a vontade de, dar convicção, convencer, induzir; formar juízo; aconselhar.

Perverso [do latim perversu] – Que tem má índole, malvado; corrupto, vicioso; traiçoeiro.

Pessoa [do latim persona] – 1. Gramática: flexão pela qual o verbo indica as relações dos sujeitos falantes entre si. 2. Homem ou mulher. 3. Personagem. 4. Individualidade.

Pictografia [do latim pictu, particípio de pingere + graf(o) + -ia] – Pintura ou desenho feito por Espírito através de médium.

Pitonisa [do latim pythonissa] – 1. Sacerdotisa de Apolo Pítio, em Delfos, também chamada pítia, por causa da serpente Pitão que Apolo havia matado. A pítia dava os oráculos, mas, como eles nem sempre eram inteligíveis, os sacerdotes se encarregavam de interpretá-los segundo as circunstâncias. 2. Na antigüidade, sacerdotisa que adivinha o futuro. Ver: Sibila.

Placebo [do latim placebo] – Medicamento inerte, que não tem efeito, empregado com fins sugestivos ou morais.

Planeta [(do grego planétes).] – Astro sem luz própria, que gravita em torno de uma estrela.

Planetário [do latim planetariu] – 1. Relativo ou pertencente a planetas. 2. Anfiteatro em cúpula que serve para a observação e o estudo dos planetas.

Plenitude [do latim plenitudine] – Estado ou qualidade de pleno, cheio, completo, repleto. 2. Totalidade. 2. Máxima extensão, brilho ou glória.

Pluralidade [do latim pluralitate] – 1. Qualidade atribuída a mais de uma pessoa ou coisa. 2. Caráter do que está no plural. 3. O que é geral. 4. Multiplicidade, multidão; grande número; o maior número.

Pneumatofonia [do grego pneuma + phoné + -ia] – Comunicação verbal e direta dos Espíritos sem o concurso dos órgãos fonadores humanos. Voz direta.

Pneumatografia [do grego pneuma + graf(o) + -ia] – Escrita direta dos Espíritos sem o concurso da mão do médium.

Poliglota [do grego polyglottos] – Aquele que domina várias línguas; multilíngüe, plurilíngüe.

Polissemia [do grego polisemía] – Variedade de significados que uma palavra pode ter.

Politeísmo [do grego polytheos + -ismo] – Sistema religioso que admite a pluralidade dos deuses.

Poltergaister [do alemão poltergeist] – 1. Fenômeno paranormal em que se verificam alterações físicas e ruídas diversos, sem causa material aparente. 2. Termo que não integra a nomenclatura da ciência espírita, para a qual os fenômenos são manifestações espirituais de efeito físico, via mediúnica.

Ponderabilidade [do latim ponderabi (e) + -idade] – Qualidade de ponderável; que pode ser examinado, medido ou pesado.

Ponderável [do latim ponderabile] – 1. Que se examina com atenção e minúcia; apreciável, considerável. 2. Que se pode pesar ou medir.

Positivismo [de positivo] – Sistema criado por Augusto Compte, de caráter empirista e antimetafísico, que recusa qualquer juízo de valor não consubstanciado numa certeza científica e idêntica essência e fenômeno.

Possessão [do latim possessione] – Atuação de um Espírito desencarnado sobre o encarnado, com domínio completo.

Possesso [do latim possessu] – Segundo a idéia ligada a essa palavra, o possesso é aquele no qual um demônio veio alojar-se. Tomando o demônio não em sua acepção vulgar, mas no sentido de Espírito mau, Espírito impuro, Espírito malfazejo, Espírito imperfeito, tratar-se-ia de saber se um Espírito desta natureza ou outro qualquer pode eleger domicílio no corpo de um homem conjuntamente com o que nele está encarnado, ou a ele se substituindo. Poder-se-ia perguntar que destino toma, neste último caso, a alma assim expulsa. A Doutrina Espírita diz, conforme Allan Kardec, que “o Espírito unido ao corpo não pode dele ser separado definitivamente senão pela morte; que outro Espírito não pode colocar-se em seu lugar nem unir-se ao corpo simultaneamente com ele; mas ela diz também que um Espírito imperfeito pode ligar-se ao Espírito encarnado, assenhorar-se dele, dominar-lhe o pensamento, obrigá-lo, se ele não tem força para resistir-lhe, a fazer tal coisa, a agir em tal sentido; ele o constrange, por assim dizer, sob sua influência. Assim, não há possessão, no sentido absoluto da palavra, há subjugação; não se trata de desalojar um Espírito mau, mas, para servirmo-nos de uma comparação material, de fazê-lo largar a presa, o que sempre podemos fazer quando o desejamos seriamente; mas há pessoas que se comprazem numa dependência que lhes lisonjeia os gostos e os desejos”.

Potentado [do latim potentatu] – 1. Soberano de grande poder. 2. Indivíduo influente ou poderoso.

Povo [do latim populu] – 1. Conjunto de indivíduos que falam a mesma língua, possuem hábitos, tradições e histórias comuns, e que habitam o mesmo lugar, cidade, região ou país. 2. Multidão; público. 3. A menos favorecida das classes sociais; a plebe.

Povoar [de povo] – Formar povoação, tornado habitado; colonizar, ocupar.

Pragmático [do grego pragmatikós, pelo latim pragmaticu] – Suscetível de ser colocado em prática, voltado à ação.

Prancheta [do francês planche] – Pequena prancha utilizada como suporte para escrever.

Prazer [do latim placere] – 1. Sensação ou sentimento que gratificação os sentidos. 2. Diversão, distração.

Prece [do latim prece] – É uma invocação e, em certos casos, uma evocação, pela qual chamamos a nós tal ou tal Espírito. Quando é dirigida a Deus, Ele nos envia seus mensageiros, os Bons Espíritos. A prece não pode revogar os decretos da Providência; mas por ela os Bons Espíritos podem vir em nosso auxílio, quer para dar-nos a força moral que nos falta, quer para sugerir-nos os pensamentos necessários. Em vista disso, o alívio que experimentamos quando oramos com fervor. Daí vem também o alívio que experimentam os Espíritos sofredores quando oramos por eles, sendo que eles mesmos muitas vezes pedem essas preces, sob a forma que lhes é familiar, e que está mais em relação com as idéias que conservaram de sua existência corporal. A razão, em conformidade com o que dizem os próprios Espíritos, diz-nos que a prece de lábios é uma fórmula vã, quando dela o coração não toma parte.

Prece refratada – Aquela cujo impulso inicial teve sua direção desviada, passando a outro objetivo. Dirigida a um Espírito que não se encontra em condições de atender, é redirecionada pela espiritualidade para outros atendentes em condições de auxílio.

Precognição [do latim praecognitu + -ção] – 1. Conhecer antes, forma de percepção extrasensorial; conhecimento de um evento futuro que não pode ser inferido logicamente. 2. Profecia, predição, previsão, etc..

Preconcebido [do latim prae + concipere] – 1. Concebido antecipadamente; premeditado. 2. Planeado sem reflexão ou fundamento sério.

Preconceito [do latim praeconceptu] – 1. Conceito antecipado, sem maior ponderação ou embasamento; idéia preconcebida. 2. Opinião ou julgamento prévio, formado sem levar em conta a realidade ou fato que o conteste. 3. Crendice; superstição. 4. Intolerância; aversão a outras raças, credos, etc..

Predisposição [do latim prae + dispositione] – Aptidão, inclinação, pendor, propensão, tendência, vocação.

Preexistência [do latim praeexistentia] – 1. Qualidade do que é preexistente; que teve existência anterior. 2. Existência do Espírito antes da reencarnação.

Premonição [do latim praemonitione] – 1. Sensação ou antecipado aviso de algum acontecimento; presságio; pressentimento. 2. Capacidade anímica de pressentir acontecimento futuro.

Preponderância [do latim praeponderantia] – 1. Qualidade do que é preponderante. 2. Supremacia, predomínio, superioridade, hegemonia.

Preponderante [do latim praeponderante] – 1. Que tem mais peso, influência, importância. 2. Que leva vantagem, prevalece.

Presciência [do latim praescientia] – 1. Previdência, pressentimento, presságio, previsão. 2. Qualidade de presciente, de antecipar e prever o futuro.

Pressagiar [do latim praesagiare] – Anunciar por presságio; agourar, pressentir, prever, profetizar, vaticinar.

Presságio [do latim praesagiu] – Fato ou sinal pelo qual se adivinha o futuro; agouro, pressentimento, previsão, prognóstico.

Presunção [do latim praesumptione] – 1. Ato ou efeito de presumir, suposição. 2. Opinião ou juízo baseado na aparência. 3. Suspeita, desconfiança. 4. Vaidade, jactância, orgulho, pretensão.

Primícias [do latim primitias] – 1. As primeiras produções, frutos, sentimentos ou gozos. 2. Os começos; os prelúdios.

Princípio [do latim principiu] – 1. Momento ou local em que uma coisa tem início ou origem. 2. Causa primária, base, razão. 3. Regra, lei, preceito.

Princípio espiritual – Princípio a partir do qual se dá a individualização do Espírito; um dos elementos gerais do Universo em parceria com o Fluido Cósmico Universal.

Princípio Vital – Agente que dá atividade e movimento aos seres vivos e faz com que se distingam da matéria inerte. O mesmo que fluido magnético.

Privilegiado [do latim privilegi (u) + -ado] – 1. Que tem ou goza de privilégio. 2. Distinto, elevado, excepcional. Singular, único.

Prodigalidade [do latim prodigalitate] – 1. Qualidade ou caráter de pródigo. 2. Esbanjamento, desperdício, dissipação. 3. Generosidade, liberalidade. 4. Abundância.

Pródigo [do latim prodigu] – 1. Que gasta em excesso, esbanjador, dissipador. 2. Aquele que dá, distribui, faz ou emprega sem dificuldade e com abundância. 3. Generoso, liberal.

Professar [do latim professare] – 1. Reconhecer ou confessar publicamente. 2. Adotar, abraçar uma doutrina, uma religião, etc.. 3. Lecionar, ensinar na qualidade de professor. 4. Fazer propaganda, preconizar, propagar. 5. Colocar em prática., realizar, executar. 6. Prometer, jurar.

Profeta [do grego prophétes, pelo latim propheta] – 1. Adivinho. 2. Aquele que prevê ou faz conjecturas sobre o futuro. 3. Título dado pelos muçulmanos a Maomé. 4. O que revela a vontade de Deus. 5. Designação imprópria para médium.

Profilaxia [do grego prophylaxis] – 1. Parte da medicina que tem por objeto as medidas preventivas contra as enfermidades. 2. Conjunto de medidas para evitar o aparecimento de doenças.

Progressão – Seria o fenômeno de deslocamento mental ao futuro. O coronel Albert de Rochas, em seu livro “Les Vies Successives,” teve a iniciativa de chamar tais incursões de progressões.

Progresso [do latim progressu] – 1. Movimento para diante, avanço, expansão. 2. O desenvolvimento gradual de um ser ou de uma atividade. 3. Adiantamento, aperfeiçoamento, evolução.

Projeção [do latim projectione] – 1. Ato ou efeito de projetar-se, lançar-se, arremessar-se. 2. Designa também o estado parcial de emancipação da alma, em que o Espírito se afasta de seu corpo, ao qual permanece ligado por um cordão fluídico. É o mesmo que desdobramento.

Proletário [do latim proletariu] – 1. Na antiga Roma, membro da classe mais pobre do povo. 2. Pessoa que vive da remuneração do trabalho por ela exercido.

Promulgar [do latim promulgare] – Publicar oficialmente; tornar público; decretar; vulgarizar.

Prontuário [do latim promptuariu] – 1. Manual de informações e indicações úteis. 2. Ficha com dados de uma pessoa. 3. Lugar em que se guarda aquilo que poderá ser necessário.

Propriedade [do latim proprietate] – 1. Qualidade de próprio. 2. Particularidade, característica inerente. 3. O que pertence ou o direito legítimo.

Proscrição [do latim proscriptione] – 1. Pôr fora de uso, abolir. 2. Condenar, proibir. 3. Afgastar, banir, desterrar, expulsar.

Proscrito [do latim proscriptu] – Que sofreu proscrição; que foi degredado, desterrado, emigrado, exilado.

Proselitismo [do latim proselytu + -ismo] – Atividade que tem por finalidade fazer prosélito.

Prosélito [do grego prosélytos, pelo latim proselytu] – 1. Indivíduo convertido a uma doutrina, idéia ou sistema. 2. Adepto, aquele que adotou religião diferente da que tinha antes.

Protestante [do latim protestante] – 1. Que protesta. 2. Relativo ou próprio do protestantismo. 3. Diz-se daqueles que pretendem conservar a pureza do dogma e do culto dos primeiros tempos do cristianismo, e que, nessa base, promovem nova igreja cristã, desdobrada em várias seitas.

Protestantismo [do latim protestant (e) + ismo] – Nome dado à doutrina religiosa dos protestantes.

Protetor [do latim protectore] – É o Espírito bom que aceitou a missão de acompanhar e ajudar o progresso de seu protegido, influindo com seus conselhos, consolando suas aflições, sustentando sua coragem nas provas da vida. Liga-se ao indivíduo desde o nascimento até a morte biológica e, freqüentemente, o segue depois na vida espiritual, e mesmo em várias existências corporais. Ver: Anjo guardião, Guia espiritual.

Prova [do latim proba] – 1. Demonstração da existência ou inexistência de uma coisa ou ser. 2. Aquilo que serve para atestar ou estabelecer uma verdade por verificação ou demonstração. 3. Exame, teste, concurso. 4. Experimento, experiência, ensaio. 5. Uma das formas do Espírito experimentar-se, objetivando seu progresso. São as vicissitudes da vida corporal, pelas quais os Espíritos se purificam segundo a maneira de suportá-las. De acordo com a Doutrina Espírita, o Espírito já com certo grau de lucidez, na erraticidade, reconhecendo sua imperfeição,   escolhe ele próprio, usando de seu livre-arbítrio, o gênero de provas que julga mais próprio ao seu adiantamento e que sofrerá em sua nova existência. Se ele escolhe uma prova acima de suas forças, sucumbe, e seu adiantamento retarda. Ver: Expiação.

Providência [do latim providentia] – 1. A suprema sabedoria com que Deus tudo dirige. 2. O próprio Deus. 3. Medida adotada previamente, com vistas a um fim determinado. 4. Acautelamento e prudência com relação ao futuro.

Providencial [do latim providenti (a) + -al] – 1. Que vem da providência, da sabedoria suprema de Deus. 2. Referente à pessoa que guarda, ajuda ou protege.

Pseudônimo [do grego pseudónymos] – 1. Nome falso ou suposto. 2. Nome utilizado para ocultar a verdadeira identidade do autor da obra, geralmente escritor ou artista.

Pseudo-sábio [do grego pseudés + do latim sapidu] – Diz-se do que julga ou diz saber mais do que aquilo que realmente sabe.

Psicofonia [do grego psyké + phoné + -ia] – Comunicação dos Espíritos pela voz de um médium falante. Ver: Incorporação.

Psicografia [do grego psyké + graphó + -ia] – Escrita dos Espíritos pela mão do médium.

Psicografia direta – Escrita de um Espírito diretamente pela mão de um médium.

Psicografia indireta [do grego psykhé + graphé] – Escrita de um Espírito por intermédio de utensílio ou ferramenta que não diretamente a mão de um médium. Ver: ardósia e prancheta.

Psicógrafo [do grego psyké + graphó] – O que usa a psicografia; médium escrevente.

Psicologia [do grego psyké + lógos + -ia] – Ciência que estuda os fenômenos psíquicos e o comportamento humano.

Psicometria [do grego psyché + métron (do latim metru) + -ia] – 1. Em Psicologia, é o registro e medida dos fenômenos psíquicos por meio de métodos experimentais padronizados. 2. Em a ciência espírita, designa a faculdade anímica de ler impressões e recordações ao contato com objetos comuns.

Psicopatia [do grego psyké + pat- (pascho) + -ia] – 1. Designação comum às doenças mentais. 2. Estado mental patológico caracterizado por desvios que acarretam comportamentos anti-sociais.

Psicopictografia [do grego psyché + do latim pictu, (particípio de pingere) + -o + -graf(o) + -ia] – O mesmo que Pictografia, porém a presente designação pressupõe ação sob impulso do próprio psiquismo, quando desenhando ou pintando.

Psicopraxia [do grego psyché + práxis] – Termo de pouco uso e que significa o mesmo que incorporação, a ação de um Espírito através do corpo de um médium. Ver: Incorporação.

Psicoscópio [do grego e do latim respectivamente: psyché + copio] – Aparelho destinado a auscultação da alma, com o poder de definir-lhe as vibrações e com capacidade para efetuar diversas observações em torno da matéria, funcionando a base de eletricidade e magnetismo, utilizando-se de elementos radiantes. É um óculos de estudos, com recursos disponíveis para a microfotografia, conforme revelação do Espírito André Luiz.

Psicose [do grego psyché + -ose] – Designação comum às doenças mentais; psicopatia.

Psicosfera [do grego psyché + sphaîra] – 1. Atmosfera psíquica. 2. Campo de radiação do perispírito, que se exterioriza em redor do próprio organismo físico. 3. A expansão da aura, ou “túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tecitura circulam as irradiações que lhe são peculiares”.

Psicossoma [do grego psyché+ sôma] – O mesmo que corpo espiritual ou perispírito.

Psicossomático [do grego psyché + sôma + -atico] – 1. Relativo simultaneamente ao perispírito e ao corpo material. 2. Diz-se das enfermidades ou perturbações reflexas, produzidas no corpo físico por influência psíquica ou espiritual.

Psiquiatria [do grego psyché + -iatria] – Parte da medicina que trata do estudo e tratamento das doenças mentais, sob o ponto de vista físico e biológico.

Psíquico [do grego psychikós] – Anímico; relativo à alma ou às faculdades intelectuais e morais de um indivíduo.

Psiquismo [do grego psykhé + -ismo] – 1. Conjunto das características psicológicas de um indivíduo. 2. Conjunto de fenômenos psíquicos ou processos mentais, conscientes ou inconscientes, que são objeto da Psicologia.

Pujante [do espanhol pujante] – 1. Que tem força. Possante. 2. Grandioso, magnífico. 3. Denodado, altivo, brioso.

Pungente [do latim pungente] – 1. Que fere; agudo, penetrante. 2. Comovente, doloroso, lancinante.

Purgatório [do latim purgatoriu] – 1. Lugar em que, segundo o catolicismo, se purificam as almas dos justos, antes de entrarem nas bem-aventuranças. 2. Qualquer lugar onde se sofre temporariamente. 3. Expiação, padecimento, sofrimento.

Purgatório [do latim purgatorium] – Lugar de expiação temporária, segundo a Igreja Católica, para as almas que têm ainda que se purificar. A Igreja não define de um modo preciso o lugar onde se acha o Purgatório e não se explica mais claramente sobre a natureza das penas ali sofridas. O ensino dos Espíritos é muito mais explícito a este respeito. Eles rejeitam, é verdade, o dogma da eternidade das penas (ver Inferno), mas admitem uma expiação temporária, mais ou menos longa, que não é outra coisa, salvo o nome, senão o purgatório. Esta expiação se realiza pelos sofrimentos morais da alma no estado errante.

Puro [do latim puru] – 1. Genuíno, que não tem mistura e não sofreu alteração. 2. Cristalino, límpido, transparente. 3. Casto, inocente, virtuoso. 4. Limpo, imaculado. 5. Simples, sincero, verdadeiro. 6. Honesto, íntegro, probo. 7. Completo, inteiro, total

– Q –

Quase-morte [do latim quasi + morte] – Fenômeno que ocorre com pessoa que experimenta morte clínica, por algum tempo, porém revive pela aplicação das modernas técnicas médicas. Atesta a autenticidade das informações da Doutrina Espírita sobre as fases de reingresso do Espírito no mundo espiritual, em virtude da desencarnação.

Quiromancia [do grego cheiromantéia] – Adivinhação pela inspeção das mãos.

– R –

Radiação [do latim radiatione] – 1. Ato ou efeito de radiar. 2. Qualquer dos processos físicos de emissão e propagação de energia.

Radiar [do latim radiare] – 1. Fazer brilhar, irradiar.2. Emitir ondas e energia calorífica, luminosa ou, de modo geral, eletromagnética. 3. Transmitir ondas mentais ou fluidos terapêuticos a um paciente próximo ou distante.

Rape(s) [do inglês rapping > rap] – 1. Golpe seco, batida rápida. 2. Pancadas, batidas feitas por Espírito desencarnado para chamar a atenção ou tentar comunicação com encarnado.

Razão [do latim ratione] – 1. Faculdade que tem o ser humano de avaliar, julgar, ponderar idéias; raciocínio, juízo. 2. Faculdade que tem o homem de estabelecer relações lógicas, de conhecer, de compreender, de raciocinar; inteligência. 3. A lei moral; o direito natural; a justiça. 4. Sistema de princípios “a priore”, cuja verdade não depende da experiência.

Realidade [do latim reale + -idade] – O que é real, existe efetivamente aos sentidos do homem.

Receitista [do latim recepta + -ista]- Médium que recebe ou avia receitas de Espírito especializado na área médica, normalmente por via psicográfica ou psicofônica. Não sendo formado em Medicina, o médium precisa se precaver e contar com o acompanhamento de médico encarnado, para não transgredir dispositivo do Código Penal Brasileiro e sofrer suas sanções. Sem essa precaução, a prática dessa faculdade mediúnica nas sociedades espíritas não vem sendo recomendada.

Reencarnação [do latim re + incarnatione] – 1. Retorno do Espírito à vida corpórea, em um novo corpo especialmente formado para ele. É progressiva ou estacionária, nunca é retrógrada. 2. Uma das personalidades do Espírito dentro da pluralidade das suas existências. Ver: palingenesia e metempsicose.

Reforma íntima – É mudança comportamental, substituindo a indiferença, os maus hábitos e as atitudes negativas, pelas virtudes, conforme às leis morais cristãs; ou seja, o esforço permanente da pessoa para se renovar moralmente e dominar as más inclinações.

Registro(s) akásico(s) – Os registros na Espiritualidade das ações executadas em uma ou mais de uma encarnação de um Espírito. Ver: ficha cármica.

Regressão de memória – Técnica de indução, geralmente hipnótica, que possibilita ao paciente recordar-se de vivências passadas, inclusive outras reencarnações. Recurso psicoterápico que precisa ser praticado por especialista e não deve ser integrado às práticas das casas espíritas, pois a única vinculação que possui com o Espiritismo é ensejar mais uma comprovação da sobrevivência do Espírito e da sucessividade das reencarnações.

Religião [do latim re + ligare] – 1. Conjunto de ideologia, ética e ritual, estabelecido nas relações que une o homem a Deus, englobando os deveres que daí dimanam. 2. O Espiritismo é considerado uma religião filosófica, pelas suas conseqüências morais, sendo de foro íntimo, sem ritualismo ou quaisquer outras características das religiões tradicionais. Na Revista Espírita de dezembro de 1868, Allan Kardec afirma ser o Espiritismo uma religião, mas num conceito diferente do então tradicional, pois que uma religião filosófica, como doutrina que fundamenta os laços de fraternidade e de comunhão sobre as bases sólidas das leis naturais. No entanto, é bem claro ao salientar que “o Espiritismo não é religião no sentido de culto, de práticas exteriores”. Por isso o cuidado que o Codificador teve ao usar a palavra “religião”, porque expressava duas idéias diferentes. “Se o Espiritismo se dissesse uma religião, desde o início, o público, em vista da acepção tradicional do vocábulo, só veria nele uma nova edição, uma variante, por assim dizer, dos princípios absolutos em matéria de fé, uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios. Não possuindo nenhum dos caracteres de uma religião na acepção usual da palavra, o Espiritismo não poderia, nem deveria, ornar-se com o título sobre o valor do qual, inevitavelmente, se estabeleceria a incompreensão.” Eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica, científica e moral ( religiosa). No tempo de Kardec ainda era necessário evitar a palavra religião; hoje, no entanto, a definição filosófica superou as confusões anteriormente reinantes.

Revelação [do latim revelatione] – 1. Dar a conhecer coisas ocultas. 2. Tirar o véu, mostrar, descobrir, clarear. 3. Doutrina religiosa revelada, por oposição a que se chega pela razão apenas.

Rito [do latim ritu] – 1. Qualquer cerimônia de caráter sacro ou simbólico que segue preceitos estabelecidos. 2. As normas do ritual. 3. O Espiritismo, por ser religião filosófico-científica, de foro íntimo, não estabelece rito, não tem ritual como as religiões tradicionais.

Ritual [do latim rituale] – Conjunto de práticas consagradas pelo uso e/ou por normas, e que devem ser observadas de forma invariável em ocasiões determinadas.

Roustainguismo [do francês Roustaing + -ismo] – Corrente de idéias embasada na obra “Os Quatro Evangelhos”, de Jean Baptiste Roustaing, advogado francês contemporâneo de Allan Kardec. Tal obra foi criticada pelo codificador da Doutrina Espírita, mas é aceita por alguns espíritas, ainda que a maioria lhe seja indiferente e alguns outros lhe rejeitem.

– S –

Satã [do hebreu chaitán] – A palavra satã é sinônimo de diabo, com a diferença de que este último é mais genérico, aplicando-se a todos os demônios, enquanto o primeiro aplica-se a um ser único, o rival de Deus. No entendimento espírita, todavia, Satanás ou satã não é um ser distinto, sendo a personificação alegórica do mal e de todos os maus Espíritos. Ver: Diabo, Demônio.

Satanás [do hebreu chaitán] – Forma derivada de Satã. Ver: Diabo, Demônio.

Seita [do latim secta] – 1. Doutrina ou sistema que diverge da opinião geral, tendo muitos seguidores. 2. Conjunto de indivíduos que professam a mesma doutrina.

Semântica – Estudo das mudanças ou translações sofridas no tempo e no espaço, pela significação das palavras. A representação real ou a realização mental do significado das palavras.

Semântica [do grego semantiké] – Estudo das mudanças ou trasladações sofridas no tempo e no espaço, pela significação das palavras.

Sematologia [do grego semato + log(os) + -ia] – Transmissão do pensamento dos Espíritos por meio de sinais, tais como pancadas, batidas, movimentos de objetos, etc.. Ver: Tiptologia.

Sepulcro [do latim sepulcru] – Sepultura, túmulo, local em que o cadáver é inumado.

Sessão espírita – É a reunião de pessoas na Casa Espírita, com o objetivo do estudo e da prática da Doutrina dos Espíritos. Pode ser  pública, como as sessões doutrinárias e de passes, ou privada, como as mediúnicas de orientações dos Espíritos, de desobsessão ou de educação e desenvolvimento da mediunidade.

Sibila [do grego sybilla] – Profetisa que fornecia os oráculos e que os antigos julgavam inspirada pela Divindade. Levando-se em conta a parte de charlatanismo e o prestígio com que as sibilas eram cercadas por aqueles que as exploravam, reconhece-se nelas e nas pitonisas todas as faculdades dos sonâmbulos, dos extáticos e de certos médiuns.

Sílfides [do francês sylphide] – Variante na mitologia céltica e germânica da Idade Média para Silfos.

Silfos [do latim sylphu] – Segundo a mitologia céltica e germânica da Idade Média, os silfos eram os gênios do ar, como os gnomos eram os da terra e as ondinas os das águas. Representados sob forma humana, mas com asas transparentes, atribuia-se-lhes o poder de se tornarem visíveis ou invisíveis à vontade. Ver: Sílfides.

Simbiose [do grego symbíosis] – 1. Vida em comum com outro(s). 2. Associação e entendimento íntimo entre duas pessoas. 3. Ligação de imantação e permuta fluídica entre Espíritos, encarnados e/ou desencarnados.

Simonia [do latim simonia] – 1. Comércio do que é sagrado ou espiritual. 2. Ato de cobrar pela prática mediúnica.Não acontece no Espiritismo, em que os adeptos seguem a norma crística do “dar de graça o que de graça recebe”.

Simpatia [do grego sympátheia, pelo latim sympathia] – 1. Tendências, inclinações e sentimentos que aproximam pessoas. 2. Atração que algo ou uma idéia exerce sobre alguém. 3. Harmonização vibratória pela afinidade entre pessoas.

Sincretismo – Reunião artificial de idéias ou de teses de origens disparatadas, ou visão de conjunto confusa de uma totalidade complexa.

Sincretismo [do grego sygkretismós] – 1. Reunião de idéias ou de teses de origens disparatadas. 2. Mistura de doutrinas ou concepções heterogêneas.

Sinergia [do grego synergía] – 1. Coordenação dos esforços de vários órgãos para efetivar uma mesma função. 2. Associação coordenada e simultânea de vários fatores.

Síntese [do grego synthesis, pelo latim synthese] – 1. Operação mental que sai do simples para o complexo. 2. Reunião de elementos dispersos para formar um novo conjunto. 3. Combinação de uma tese e de uma antítese em uma nova proposição que contenha um ponto de vista superior. 4. Resumo.

Sintonia [do grego sýn + tonos + -ia] – 1. Condição de um circuito cuja freqüência de oscilação iguala-se à de um outro circuito ou à de um campo oscilante externo. 2. Acordo mútuo; harmonia, reciprocidade. 3. Estado de quem se encontra em correspondência ou harmonia com o meio.

Sobrenatural [do latim sobre + naturale] – 1. Que não é atribuído à natureza; que vai além do natural. 2. Fantástico, extraordinário, maravilhoso. 3. Que ultrapassa a natureza humana, sobre-humano. 4. Que não encontra explicações nas leis naturais.

Sociedade espírita – O mesmo que Centro, Casa ou Grupo espírita.

Soma [do grego sôma] – O mesmo que corpo físico, material.

Sonambulismo [do latim somnus + ambulare] – Estado de emancipação da alma mais completo do que no sonho. O sonho é um sonambulismo imperfeito. No sonambulismo, a lucidez da alma, isto é, a faculdade de ver, que é um dos atributos de sua natureza, é mais desenvolvida. Ela vê as coisas com mais precisão e nitidez, o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma. O esquecimento absoluto no momento do despertar é um dos sinais característicos do verdadeiro sonambulismo.

Sonambulismo artificial – Sonambulismo provocado por emanação magnética ou passe. Ver: Sonambulismo magnético.

Sonambulismo magnético – Aquele que é provocado pela ação de uma pessoa sobre outra por meio do fluido magnético que esta derrama sobre aquela. Ver: Sonambulismo artificial.

Sonambulismo natural – Aquele que é espontâneo e se produz sem provocação e sem influência de nenhum agente exterior.

Sonâmbulo [do francês somnambule] – Pessoa em estado de sonambulismo, podendo levantar-se, andar e falar durante o sono. Ver: noctâmbulo.

Sonho [do latim somniu] – Efeito da emancipação da alma durante o sono. Quando os sentidos ficam entorpecidos, os laços que unem o corpo e a alma se afrouxam. Esta, tornando-se mais livre, recupera em parte suas faculdades de Espírito e entra mais facilmente em comunicação com os seres do mundo incorpóreo. A recordação que ela conserva ao despertar, do que viu em outros lugares e em outros mundos, ou em suas existências passadas, constitui o sonho propriamente dito. Sendo esta recordação apenas parcial, quase sempre incompleta e entremeada com recordações da vigília, resultam daí, na seqüência dos fatos, soluções de continuidade que lhes rompem a concatenação e produzem esses conjuntos estranhos que parecem sem sentido, pouco mais ou menos, como seria a narração à qual se houvessem truncado, aqui e ali, fragmentos de linhas ou de frases.

Soniloquia [do latim somnus + loqui] – Estado de emancipação da alma intermediário ao sono e ao sonambulismo natural.

Soníloquo [do latim somnus + loqui] – Aquele que fala sonhando.

Sono magnético – Atuando sobre o sistema nervoso, o fluido magnético produz, em certas pessoas, um efeito que se comparou ao sono natural, mas que difere dele essencialmente em muitos pontos. A principal diferença consiste em que, neste estado, o pensamento se encontra inteiramente livre , o indivíduo tem um conhecimento perfeito de si mesmo e o corpo pode agir como no estado normal, o que é devido a que a causa fisiológica do sono magnético não é a mesma que a do sono natural. Contudo o sono natural é um estado transitório que precede sempre o sono magnético, a passagem de um para outro é um verdadeiro despertar da alma. Eis porque aqueles que são postos pela primeira vez em sonambulismo magnético respondem quase sempre não à pergunta se estão dormindo. E, com efeito, visto que vêem e pensam livremente, para eles isso não é dormir no sentido vulgar da palavra.

Sono natural – Estado especial do organismo, caracterizado por inatividade relativa, consciência reduzida e escassa reação aos estímulos externos. Nesse estado ocorre o fenômeno da emancipação ou desdobramento da alma.

Sonoterapia [do latim e do grego respectivamente: somnus + therapeía] – Terapia através do sono.

Subconsciente [do latim sub + consciente] – Conjunto dos processos e fatos psíquicos latentes no indivíduo, mas que lhe influenciam a conduta e podem facilmente aflorar à consciência.

Subjetivo [do latim subjectivu] – 1. Relativo a sujeito; existente no sujeito. 2. O que somente existe em virtude de uma experiência psíquica ou mental da pessoa.

Subjugação [do latim subjugare + -ção] – 1. Ato ou efeito de subjugar. 2. Grau máximo da obsessão, em que o obsidiado fica moral e/ou materialmente à mercê da vontade do obsessor.

Subjugar [do latim subjugare] – 1. Submeter pela força. 2. Dominar moralmente. 3. Influir e impressionar ao extremo. 4. Dominar, vencer. 5. Conter, reprimir. 6. Domar, amansar.

Súcubo [do latim succubo] – 1. Que se coloca por baixo. 2. Segundo velha crença popular, demônio (Espírito) feminino que pelas noites vem copular com um homem, perturbando-lhe o sono.

Suicídio [do latim sui + cídio] – 1. Ato ou efeito de suicidar-se, matar-se. 2. Maior infração que pode ser cometida por um Espírito exercendo o seu livre-arbítrio. Indivíduos materialistas e ignorantes da realidade espiritual e das verdades espíritas equivocam-se lamentavelmente ao crêrem que em se matando libertam-se automaticamente dos seus fardos e provações.

Supérfluo [do latim superfluu] – 1. Desnecessário; aquilo que é excessivo, demais. 2. O que não é essencial; dispensável.

Superincorporação – Termo criado pelo escritor R.A. Ranieri para designar a espécie de materialização de Espírito em que o mesmo se apropria, domina e manipula o ectoplasma através do perispírito do próprio médium.

Superstição [do latim superstitione] – 1. Sentimento religioso fundamentado na ignorância e conseqüente temor. 2. Crendice; confiança em ou receio de coisas fantásticas; crença em presságios sem base real.

Suscetibilidade [do latim suscetibile + -idade] – 1. Qualidade de suscetível, passível de ser impressionado. 2. Disposição de facilmente se ressentir, melindrar-se.

– T –

Talismã [do grego talesma] – Objeto a que se atribui poderes mágicos; amuleto, fetiche.

Tangibilidade [do latim tangibile + -idade] – Qualidade do que é tangível, que pode ser tocado, apalpado ou sentido.

Taumaturgo [do grego thauma, thaumatos + ergon] – Diz-se daqueles que, com ou sem razão, se vangloriam de ter o poder de produzir fenômenos fora das leis da natureza.

Tautologia [do grego tautología] – 1. Vício de linguagem que consiste em dizer a mesma coisa de várias maneiras. 2. Repetir idéias com formulações diferentes.

Teísmo [do grego teós + -ismo] – Doutrina que admite a existência de um deus, força causal do mundo.

Telegrafia humana – Comunicação a distância entre duas pessoas vivas, que se evocam reciprocamente. Ver: Telepatia.

Telepatia [do grego telê + pathós] – Transferência de idéias, imagens ou sensações de pessoa para pessoa, sem o emprego dos sentidos conhecidos. Kardec usou a expressão telegrafia humana, significando a comunicação à distância entre duas pessoas vivas, que se evocam reciprocamente. Esta evocação provoca a emancipação da alma, que vem se manifestar e pode comunicar seu pensamento pela escrita ou por qualquer outro meio.

Teologia [do grego theologia] – 1. O estudo racional dos textos sagrados, dos dogmas e das tradições do Cristianismo. 2. Estudo das questões referentes ao conhecimento da Divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e também com a verdade religiosa.

Teoria [do grego theoría] – 1. Conhecimento especulativo e meramente racional. 2. Conjunto de princípios em que se funda uma ciência ou uma arte. 3. Hipótese, suposição.

Terminologia [do latim terminu > termo + log(o) + -ia] – 1. Conjunto de termos próprios de uma arte ou ciência; nomenclatura. 2. Emprego de palavras peculiares a uma pessoa, a uma região, a uma religião, etc..

Terra [do latim terra] – 1. O terceiro planeta do sistema solar, pela ordem de afastamento do Sol. 2. Solo em que se anda; superfície sólida do globo. 3. Localidade, lugar. 4. Crosta planetária.

Terreiro [do latim terrariu] – 1. Relativo a térreo, terrestre. 2. Local de culto do sincretismo afro-brasileiro, onde é exteriorizado seus rituais, e que não pode ser confundido com centro espírita.

Tese [do grego thésis, pelo latim these] – 1. Proposição exposta para, se contestada, ser defendida; afirmação que não vale por si e precisa de defesa. 2. Estudo para ser discutido e defendido em público, especialmente nos estabelecimentos de ensino superior e médio.

Testamento [do latim testamentu] – 1. Ato jurídico pelo qual alguém dispõe de seu patrimônio, total ou parcialmente, para depois de sua morte. 2. Aliança ou contrato feito com Deus por Moisés – Velho Testamento, ou por Jesus – Novo Testamento. 3. Legado, concessão.

Tiptologia [do grego tuptó + logos + -ia] – Linguagem por pancadas; modo de comunicação dos Espíritos. Tiptologia alfabética. Ver: Sematologia.

Tiptólogo [do grego tuptó] – Variedade dos médiuns aptos à tiptologia. Médium tiptólogo.

Tolerância [do latim tolerantia] – 1. Termo de origem jurídica, aplicado primeiramente à coexistência dos católicos e protestantes. 2. Palavra que significa a aceitação de qualquer modo de pensar e de agir diferente do nosso.

Tóxico [do grego toxikón, pelo latim toxicu] – Substância que causa dependência e que pode envenenar o organismo humano; droga.

Transcendência [do latim transcendentia] – 1. Qualidade ou estado de transcendente. 2. Conjunto de atributos que ressaltam a superioridade do Criador em relação à criatura.

Transcendental [do latim transcendente + -al] – 1. Que é transcendente, elevado, superior, excelso, sublime. 2. Tudo o que ultrapassa a capacidade normal de conhecimento. 3. Metafísico, o que vai além dos limites da experiência material.

Transcendente [do latim transcendente] – 1. Que transcende, ultrapassa, excede, vai além. 2. Elevado, superior, sublime, excelso. 3. Que ultrapassa os limites da experiência possível e da capacidade de conhecer. Ver: Metafísico.

Transcomunicação [do latim trans + comunicatione] – Comunicação com desencarnados, realizada através de aparelhos como mesas girantes, e de instrumentais eletrônicos como gravador, rádio, televisão, computador.

Transe [do francês transe] – Estado de inconsciência ou semiconsciência em que se verificam diversos fenômenos psíquicos ou mediúnicos.

Transfiguração [do latim transfiguratione] – 1. Transformação, metamorfose, mudança radical na aparência, no caráter e na forma. 2. Fenômeno em que o médium sofre mudança de fisionomia e de expressão por envolvimento fluídico do Espírito manifestante.

Transmigração [do latim trans + migratione] – Ato ou efeito de transmigrar(-se), a passagem do Espírito de um corpo para outro. Ver: Metempsicose, Reencarnação.

Transmutação [do latim transmutatione] – 1. Para a Biologia, é a formação de novas espécies através de mutações. 2. Mudança de um elemento químico em outro, como acontece quando o Espírito é levado a reencarnar em planeta diferente, e seu perispírito é trocado, transmudando-se, para se adequar ao quimismo do novo ambiente.

Transporte [do latim trans + portare] – 1. Ato ou efeito de transportar, deslocar, conduzir. 2. Faculdade de efeito físico pela qual os Espíritos podem transportar objetos de um lugar para outro.

Trauma [do grego traûma] – Na terminologia psicanalítica, significa lesão provocada na psiquê em resultado de experiência que pode ter sido agradável ou desagradável em si mesma.

Trevas [do latim tenebra] – 1. Escuridão absoluta. 2. Conforme informa o Espírito André Luiz, as regiões mais inferiores conhecidas no Mundo Espiritual.

Tribuna [do latim tribuna] – 1. Local para os oradores falarem. 2. Púlpito.

– U –

Ubiqüidade [do latim ubique + -idade]- Faculdade que têm os Espíritos de se apresentarem em vários lugares ao mesmo tempo.

Umbral [do espanhol umbral] – 1. Limiar, entrada. 2. Conforme informação do Espírito André Luiz, uma das regiões inferiores do Mundo Espiritual em que se agregam por sintonia mentes ainda em descompasso com o bem. Ver: Crosta e Trevas.

Umbroso [do espanhol umbral + -oso] – Aquilo que é escuro, sombrio, próprio do umbral.

Universalidade [do latim universalitate] – 1. Qualidade do que é total, universal. 2. Princípio de análise e conclusão, adotado por Allan Kardec, para a aceitação de qualquer ensino provindo dos Espíritos. Havendo concordância, coincidência e unidade, independente da origem, do médium, do idioma ou do local de recebimento, a informação é validada. A concordância do ensino e da revelação espiritual, dados espontaneamente por intermédio de médiuns estranhos entre si e de partes diferentes do mundo, expressa o pensamento coletivo, geral, universal dos Espíritos da Codificação, conforme consignado nas obras básicas do Espiritismo.

Utopia [do grego outopia] – 1. País imaginário, criado pelo escritor inglês Tomás Moro (1478-1535). 2. Que vai dar a lugar algum. 3. Projeto irrealizável; fantasia; quimera.

– V –

Vade-mécum [do latim vade mecum] – 1. Designação de livros práticos e de formatos cômodos. 2. Livro indicativo de outros livros por assuntos tratados.

Vampirismo [do húngaro vampir e do francês vampire + -ismo] – Absorção dos fluidos vitais de encarnados e desencarnados por parte de Espíritos obsessores. Ver: Parasitose.

Vampirização [do húngaro vampir e do francês vampire + -iza(r) + -ção] – Ato ou efeito de vampirizar, ou seja, de absorver fluidos vitais de outros Espíritos encarnados ou desencarnados.

Verdade [do latim veritate] – 1. Coisa verdadeira ou certa. 2. O que está ou parece estar em conformidade com o real, dentro do processo de conhecimento, que é sempre subjetivo.

Vernáculo – Linguagem genuína, correta, pura, isenta de estrangeirismos, diz-se de quem atenta para a correção e a pureza no falar e no escrever.

Vibração [do latim vibratione] – 1. Ato ou efeito de vibrar, agitar, trepidar, pulsar, oscilar, soar, ecoar. 2. Para a ciência espírita, é o movimento de oscilação das emanações fluídicas, na freqüência específica de cada ser.

Vício [do latim vitium] – 1. Defeito que impede pessoas ou coisas de funcionarem bem ou de atingirem certos fins. 2. Mau procedimento, hábito ruim em oposição a virtude.

Vidência [do latim vidente + -ia] – 1. Qualidade ou faculdade de vidente. 2. Pessoa que tem o uso da vista, em oposição a cego. 3. Para a Doutrina Espírita, é a faculdade que possuem alguns médiuns de ver com os olhos da alma. A visão geral e permanente dos Espíritos é excepcional e não está nas condições normais do homem.

Vidente [do latim vidente] – 1. Pessoa que vê, em oposição a cego. 2. Para a Doutrina Espírita, é o médium que possui a a faculdade da vidência.

Vigília [do latim vigilia] – 1. Falta de sono, insônia. 2. Cuidado, dedicação. 3. Estado de acordado.

Virtude [do latim virtus] – Qualidade do sentimento e do comportamento de acordo com uma moral. A virtude pratica-se mais do que se define.

Volição [do latim escolástico volitione] – 1. Literalmente: querer, desejar, ter a intenção. 2. Designa um impulso consciente que conduz a pessoa a pensar e realizar uma ação, com vista a determinado fim.

Volitação [do latim volitare + -ção] – 1. Esvoaçar; voejar; flutuar. 2. Capacidade de se deslocar, sob impulso de sua própria vontade, que o Espírito desencarnado ou desdobrado, com certo nível de adiantamento, possui.

Vontade [do latim voluntate] – 1. Faculdade de mentalmente desejar um ato que pode ou não ser executado. 2. Capacidade que leva a pessoa a atingir o fim a que mentalmente se propôs.

– X –

Xenoglossia [do grego xénon + glôss (a) + -ia] – Faculdade de falar ou escrever línguas estranhas ao próprio médium. Muito rara.

Xenografia [do grego xénon + graf (o) + -ia] – Faculdade de escrever em língua desconhecida do médium.

Xenótica [do grego xénon + optikós] – Neologismo criado pelo escritor Hermínio Miranda para designar a faculdade de vidência de palavras ou textos em língua desconhecida ao médium.

Xifópago [do grego xíphos + pegnymi > pago] – 1. Corporalmente unido desde o nascimento a outro. 2. Irmãos siameses, inseparáveis.

 

– Z –

Zoantropia [do latim zo (o)- + antrop (o) + -ia] – 1. Perturbação mental em que o enfermo se acredita convertido num animal. 2. Metamorfose perispíritica, através de processo de indução hipnótica, em que o Espírito desencarnado, ainda inferiorizado, ganha a forma animalesca.

Zoovidente [do latim zoo + vidente] – Animal, principalmente cães e cavalos, que tem a faculdade anímica de vidência de Espíritos desencarnados.

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